Portugal reduz risco de morte por cancro antes dos 75 anos

Portugal reduz risco de morte por cancro antes dos 75 anos

No dia em que se assinala o Dia Mundial da Luta contra o Cancro, a Direcção-Geral da Saúde revela que Portugal registou uma redução do risco de morte por tumores malignos antes dos 75 anos entre 2019 e 2023, refletindo os avanços na prevenção, no diagnóstico precoce e na eficácia dos tratamentos oncológicos.

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A conclusão consta do relatório PNDO: Desafios e Estratégias, divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), através do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas (PNDO), no Dia Mundial de Luta contra o Cancro.

De acordo com o documento, “a taxa de mortalidade padronizada por tumores malignos continua a diminuir em Portugal”. Apesar de se ter observado um ligeiro aumento no número absoluto de óbitos, a DGS esclarece que este fenómeno “está associado ao envelhecimento progressivo da população”.

Os dados mais recentes confirmam também melhorias significativas nos programas de rastreio oncológico. Em 2024, o Rastreio do Cancro do Colo do Útero atingiu o maior número de sempre de mulheres convidadas (365 978) e rastreadas (344 405), com uma taxa de adesão de 94%. No Rastreio do Cancro da Mama, a cobertura populacional ultrapassou os 90%, superando a meta definida na Estratégia Nacional de Luta Contra o Cancro para 2030 e alinhando Portugal com os objetivos europeus.

Ainda assim, a DGS alerta que a cobertura do Rastreio do Cancro do Colo do Útero (61%) e do Rastreio do Cancro do Cólon e Reto (32,5%) permanece abaixo da meta de 90% prevista para 2030, sublinhando a necessidade de reforçar a adesão da população a estes programas.

Ao nível do tratamento, registou-se um aumento de cerca de 10% no número de doentes tratados com radioterapia e quimioterapia ou imunoterapia, bem como um maior acesso a terapias inovadoras, nomeadamente tratamentos com células CAR-T. Em 2024, o número de cirurgias oncológicas também cresceu, com mais cerca de 10 mil doentes operados face ao ano anterior.

Relativamente à sobrevivência, Portugal apresenta resultados acima da média da União Europeia, com cerca de 240 óbitos por 100 mil habitantes, comparativamente a aproximadamente 250 na média europeia. Destacam-se as elevadas taxas de sobrevivência a cinco anos no cancro da próstata (96%) e no cancro da mama (90%), os mais frequentes nos homens e nas mulheres, respetivamente.