SPG reforça importância do rastreio do cancro colorretal a partir dos 45 anos

SPG reforça importância do rastreio do cancro colorretal a partir dos 45 anos

Gastrenterologistas lançam campanha em março, mês de prevenção do cancro colorretal, para alertar para a importância do rastreio aos 45 anos, uma vez que entre 70% e 90% dos casos são diagnosticados já com sintomas.

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O cancro colorretal é atualmente o terceiro mais frequente e o segundo mais letal em Portugal, segundo dados do Global Cancer Observatory. Ainda assim, entre 70% e 90% dos casos continuam a ser diagnosticados apenas após o aparecimento de sintomas, muitas vezes já numa fase avançada da doença.

Perante este cenário, a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) lança uma campanha nacional de sensibilização no âmbito do Mês da Prevenção do Cancro Colorretal, assinalado em março, sob o mote: Há atrasos que custam a ultrapassar, outros não dão uma segunda oportunidade. O objetivo é alertar para a importância do rastreio a partir dos 45 anos.

“O cancro colorretal, também conhecido por cancro do intestino, caracteriza-se por uma incidência e mortalidade elevadas. Quando surgem sintomas como dor abdominal, sangue nas fezes, alteração do trânsito intestinal, perda de peso ou anemia, a doença pode já encontrar-se numa fase avançada”, explica Marília Cravo, gastrenterologista e presidente da SPG.

De acordo com a especialista, a maioria dos diagnósticos ocorre já em fase sintomática, o que compromete o prognóstico. “É por isso que reforçamos a importância do rastreio a partir dos 45 anos. A colonoscopia permite, de forma segura, detetar pólipos do intestino que podem evoluir para cancro, aumentando significativamente a probabilidade de tratamento eficaz. Quando identificado numa fase inicial, o cancro colorretal pode ter uma taxa de sobrevivência aos cinco anos na ordem dos 90%”, acrescenta.

A SPG sublinha que o cancro colorretal pode ser prevenido e detetado precocemente através da adesão ao rastreio e da adoção de estilos de vida saudáveis, incluindo alimentação equilibrada, prática regular de exercício físico e controlo de fatores de risco.

Os especialistas deixam o apelo: iniciar o rastreio aos 45 anos pode fazer a diferença entre um diagnóstico precoce e uma oportunidade perdida.