Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal lança nova identidade e manifesto no centenário
No momento em que assinala e celebra o centenário, a APDP apresenta uma nova identidade visual e um manifesto que apela a mais prevenção, diagnóstico precoce e acesso aos cuidados.

A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) assinala o seu centenário com o lançamento de uma nova identidade visual e a divulgação de um manifesto que desafia o país a reforçar a prevenção, o diagnóstico e o acompanhamento da diabetes, uma doença que afeta atualmente mais de um milhão de portugueses, o equivalente a uma em cada sete pessoas, apresentando uma prevalência estimada de 14,2% da população.
Fundada em 1926, na sequência do trabalho pioneiro de Ernesto Roma, médico que introduziu a insulinoterapia em Portugal um ano antes, a APDP é atualmente a associação de pessoas com diabetes mais antiga do mundo.
A nova identidade visual assenta num círculo, símbolo de continuidade, proteção e comunidade, que pretende traduzir a natureza do acompanhamento da diabetes ao longo da vida. A forma estabelece também uma ligação simbólica ao círculo azul, reconhecido internacionalmente como símbolo da luta contra a diabetes.
“Não queríamos apenas uma marca mais moderna. Queríamos uma marca que dissesse, com uma única forma, aquilo em que acreditamos: que ninguém enfrenta a diabetes sozinho e que o acompanhamento não pode ter pausas.”
José Manuel Boavida, presidente da APDP
Sob o mote Temos tudo para fazer melhor, o manifesto divulgado pela associação reconhece os avanços científicos e tecnológicos das últimas décadas, incluindo o desenvolvimento de medicamentos, sensores e bombas de insulina. Ao mesmo tempo, questiona a capacidade de Portugal para assegurar um melhor controlo e uma prevenção mais eficaz da doença.
“Temos tecnologia, falta garantir o acesso universal. Temos conhecimento, falta levá-lo à sociedade. Temos capacidade para diagnosticar mais cedo, falta fazer do diagnóstico precoce uma prioridade. Temos soluções, falta criar as condições para que funcionem”, lê-se no documento partilhado pela associação.
Entre as prioridades defendidas estão a prevenção e o diagnóstico precoce, que a APDP considera deverem assumir um papel central nas políticas públicas de saúde. O manifesto apela ainda a uma mudança que ultrapasse os serviços de saúde e envolva escolas, famílias, locais de trabalho e comunidades.
A associação defende também a expansão do seu modelo de resposta integrada e multidisciplinar a mais regiões do país, permitindo que as pessoas com diabetes tenham acesso a acompanhamento próximo dos seus locais de residência, e não apenas nas regiões onde existem hospitais. A meta definida pela APDP é, sublinham, “garantir que 80% das pessoas com diabetes em Portugal alcancem um bom controlo da doença”.




