Avanços na medicina regenerativa da cartilagem do joelho
Investigadores restauram cartilagem do joelho danificada reativando as células da cartilagem existentes em vez de recorrer a células estaminais, através da inibição da enzima 15-PGDH, sendo que esta nova terapêutica ainda se encontra em fase pre-clínica não constituindo ainda um tratamento em prática nos pacientes.

A conclusão de estudo recente revelou-se muito promissora na regeneração da cartilagem, o que permitirá novas opções terapêuticas para o tratamento de lesões cartilaginosas e osteoartrite. Esta abordagem inovadora baseia-se na inibição da 𝟭𝟱-𝗣𝗚𝗗𝗛 (15-hidroxiprostaglandina desidrogenase), enzima ligada ao envelhecimento e degradação dos tecidos, e na sequência de investigadores da Universidade de Stanford, nos EUA, descobrirem que o bloqueio desta enzima leva à redução da inflamação e à estimulação da regeneração da cartilagem articular.
Este estudo inovador foi publicado na revista científica Science e revela uma reprogramação das células, que em vez de depender das células estaminais, baseia-se na alteração da expressão genética nas células cartilaginosas (condrócitos) preexistentes, reduzindo as células propensas à degradação e aumentando as células sintetizadoras de matriz, levando à regeneração da cartilagem articular tornando-se esta funcional.
Esta nova terapêutica ainda não se encontra disponível na prática clínica, sendo que se seguem anos de ensaios clínicos para testar a segurança e a eficácia, antes de poder ser utilizada seguramente em pacientes.
Há inibidores orais da 15-PGDH que já foram aprovados em testes de segurança de Fase 1 para a fraqueza muscular, esperando-se agora futuros ensaios em humanos direcionados às doenças articulares.
À medida que as abordagens regenerativas avançam da investigação laboratorial para aplicações clínicas, criam-se novas oportunidades nos setores farmacêutico, biotecnológico, de dispositivos médicos e de medicina regenerativa.
Em Portugal, os tratamentos de medicina regenerativa para a cartilagem do joelho têm sido alvo de avanço com o uso de terapias biológicas (como PRP e BMAC) e investigações de novos biomateriais em centros nacionais.
O PRP (Plasma Rico em Plaquetas) consiste em Infiltrações com fatores de crescimento extraídos do sangue do próprio paciente e ajudam a reduzir a inflamação e a dor no joelho. Já o BMAC (Concentrado de Medula Óssea) é utilizado em unidades de saúde e hospitais em Portugal para fornecer células progenitoras que estimulam a reparação dos tecidos articulares.
A Investigação em Biomateriais também tem sido alvo de avanços, em que cientistas portugueses têm desenvolvido matrizes tridimensionais e materiais bioativos (com consistência de gel/goma) testados em fase pré-clínica e evidenciando sucesso na regeneração da cartilagem.
O principal objetivo não é criar uma cartilagem nova do zero em casos avançados de artrose, mas melhorar o ambiente da articulação, travar o desgaste e adiar a necessidade de próteses.
Portanto, embora a cura definitiva ou a regeneração da cartilagem através da inibição da enzima 15-PGDH ainda não se encontre disponível, a medicina regenerativa e ortopedia em Portugal utilizam tratamentos tradicionais e avançados para aliviar a dor e melhorar a função do joelho, além dos já referenciados, recorre-se também ao Ácido Hialurónico, em que são efetuadas infiltrações para lubrificar a articulação e reduzir o atrito, e a Fisioterapia Avançada, de modo a fortalecer a musculatura à volta do joelho, aliviando a articulação danificada.
Pode consultar a publicação científica aqui.




