Campanha leva rastreio do cancro colorretal a farmácias comunitárias de Lisboa

Campanha leva rastreio do cancro colorretal a farmácias comunitárias de Lisboa

Parceria entre MoVSaúde – Associação Pela Prevenção da Doença Oncológica, Europacolon Portugal, Associação Nacional das Farmácias e Associação de Farmácias de Portugal, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, resulta em campanha de sensibilização para a prevenção e diagnóstico precoce do cancro colorretal através de rastreios gratuitos.

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Esta iniciativa, entretanto alargada até 30 de abril,  pretende alertar para uma das principais causas de mortalidade por cancro em Portugal, reforçando a importância do rastreio numa fase em que a doença pode ainda não apresentar sintomas.

De acordo com dados do Global Cancer Observatory da Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro, da Organização Mundial da Saúde, são diagnosticados anualmente cerca de 10 mil novos casos de cancro colorretal no país, sendo que a doença pode evoluir de forma silenciosa nas fases iniciais.

No âmbito desta campanha, foram disponibilizados 4000 kits de rastreio, distribuídos por 130 de farmácias comunitárias do município de Lisboa. O processo é simples e acessível: os interessados podem inscrever-se diretamente numa farmácia aderente, onde o farmacêutico avalia os critérios de elegibilidade e entrega o kit de recolha.

O rastreio destina-se, entre outros critérios, a pessoas entre os 45 e os 74 anos, assintomáticas, sem histórico de cancro colorretal, síndromes hereditárias associadas ou doença inflamatória intestinal, e que não tenham realizado exames recentes de rastreio. Após a recolha da amostra, esta deve ser devolvida na farmácia para envio ao laboratório, sendo o resultado posteriormente comunicado por correio eletrónico.

Em caso de resultado positivo, a Europacolon Portugal assegura o contacto com o participante, prestando esclarecimentos e apoiando o encaminhamento para avaliação clínica e eventual realização de colonoscopia.

Os promotores sublinham que o diagnóstico precoce tem um impacto decisivo no prognóstico da doença: quando detetado numa fase inicial, o cancro colorretal apresenta uma taxa de sobrevivência aos cinco anos superior a 90%. Em fases mais avançadas, quando já existem metástases, essa taxa pode descer para menos de 15%.

A campanha reforça, assim, a importância do rastreio como uma ferramenta fundamental de prevenção, destacando que se trata de um procedimento simples que pode salvar vidas, ao mesmo tempo que promove a literacia em saúde e incentiva a adoção de estilos de vida saudáveis.