O Governo apresentou a proposta de Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), colocando a Saúde e o setor farmacêutico entre as principais prioridades políticas e financeiras do próximo ano.
Continue readingDia Mundial da Dislexia: prevenção começa no pré-escolar
A dislexia é uma perturbação específica da aprendizagem de origem neurológica, caracterizada por dificuldades no reconhecimento de palavras e na descodificação fonológica.
Continue readingOE26: Saúde com mais investimento
Do total orçamentado, quase metade destina-se a despesas com pessoal (44,9%) e 45,7% à aquisição de bens e serviços, segundo o Ministério da Saúde. A aposta passa por modernizar infraestruturas hospitalares, reforçar os cuidados de saúde primários e melhorar o acesso a médicos de família, um dos pontos críticos do sistema
Continue readingInfarmed lança nova animação sobre a recolha de medicamentos no mercado
9 de outubro, 2025
O Infarmed acaba de disponibilizar no seu canal de YouTube uma nova animação dedicada ao tema “Recolha de medicamentos do mercado na sequência de alertas de qualidade”. O objetivo é reforçar a literacia em saúde e ajudar os cidadãos a compreenderem melhor o processo que garante a segurança e a qualidade dos medicamentos disponíveis.
Com uma linguagem acessível e ilustrações dinâmicas, o vídeo explica, de forma clara e educativa, em que consiste a recolha de medicamentos, um procedimento essencial para proteger a saúde pública sempre que são detetados eventuais problemas de qualidade.
A recolha pode ser decidida pelo Infarmed ou pelo titular da autorização de introdução no mercado, após confirmação de defeitos ou irregularidades no fabrico. O vídeo ilustra ainda as diferentes tipologias deste processo, que pode ser total ou parcial, consoante o risco envolvido, classificado como elevado, médio ou baixo.
Esta iniciativa integra a estratégia do Infarmed de promover uma comunicação mais próxima e transparente, fortalecendo a confiança dos cidadãos nas autoridades de saúde e nos mecanismos que asseguram a eficácia, segurança e qualidade dos medicamentos.
APEF lança campanha nacional de prevenção do Cancro do Fígado
8 de outubro, 2025
A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) acaba de lançar uma nova campanha nacional de sensibilização sob o mote “A prevenção faz o Fígado”. O objetivo é alertar a população para a crescente incidência do Cancro do Fígado, o sexto tipo de cancro mais comum em todo o mundo.
A iniciativa decorre ao longo de outubro, Mês da Consciencialização para o Cancro do Fígado, e vai estar presente nas redes sociais da APEF, reforçando uma mensagem essencial: prevenir é, literalmente, salvar vidas.
“Em Portugal, o Cancro do Fígado apresenta uma incidência crescente, originando todos os anos mais de 1.500 novos casos. Com esta iniciativa, pretendemos alertar a população para a importância de prevenir, detetar e tratar esta doença silenciosa, muitas vezes sem sintomas até aos estadios avançados e que é fatal se não for diagnosticada a tempo”.
Direção da APEF
Embora seja uma das doenças oncológicas mais letais, a boa notícia é que grande parte dos fatores de risco são modificáveis. Perante isso, a APEF lembra que um estilo de vida saudável é o melhor escudo protetor contra o cancro hepático.
“A maior parte dos fatores de risco para o desenvolvimento de cancro de fígado são modificáveis, e é exatamente por isso que estamos a promover esta campanha. Aposte na prevenção: mantenha uma alimentação equilibrada e completa em nutrientes, evite ou reduza o consumo de açúcares adicionados, bebidas alcoólicas, tabaco e refeições ricas em gorduras saturadas, pratique atividade física regularmente, vacine-se contra a hepatite B, evite comportamentos de risco, sexuais ou outros. Proteja a saúde do seu fígado”.
Direção da APEF
O Carcinoma Hepatocelular, que representa mais de 90% dos casos de cancro do fígado, surge maioritariamente em pessoas com doenças hepáticas prévias – como fígado gordo, hepatite B ou C – muitas vezes já em fase de cirrose. Por isso, a APEF sublinha a importância do acompanhamento médico regular e dos rastreios semestrais, nomeadamente ecografias abdominais altas em grupos de risco.
Mais do que uma campanha, “A prevenção faz o Fígado” é um alerta à ação, um convite a cuidar do órgão que sustenta o equilíbrio do nosso corpo. Porque a prevenção das doenças hepáticas é a forma mais eficaz de evitar o cancro do fígado.
Para saber mais sobre esta campanha e conhecer estratégias de prevenção, visite apef.com.pt
Portugal recebe pela primeira vez o Congresso Mundial de Saúde Mental
7 de outubro, 2025
Entre 30 de outubro e 1 de novembro, Barcelos transforma-se no epicentro global da saúde mental. Isto porque, pela primeira vez, o Congresso Mundial de Saúde Mental chega a Portugal, reunindo especialistas, decisores e organizações de todo o mundo para debater o futuro do bem-estar psicológico e social, revela o site de notícias do SNS.
A organização é da responsabilidade da Câmara Municipal de Barcelos e da Federação Mundial de Saúde Mental – criada em 1948, é atualmente presidida pelo psiquiatra japonês Tsuyoshi Akiyama, e tem como missão promover a saúde mental em todo o mundo, fomentando a prevenção das perturbações mentais e emocionais e o acesso universal a cuidados adequados –, e conta com a parceria da Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental.
Assim, durante três dias, e sob o tema “Saúde Mental e Sustentabilidade Social: uma abordagem centrada na sociedade e comunidade”, cerca de 400 participantes, entre académicos, profissionais de saúde, representantes institucionais e organizações da sociedade civil, irão refletir sobre o papel das comunidades na promoção da saúde mental, partilhando estratégias e boas práticas que reforcem a coesão social.
Entre os oradores convidados destacam-se Mark Humphrey Van Ommeren (OMS – Genebra), José Luís Pedreira Massa, psiquiatra e psicoterapeuta, Joseph Knobel Freud, psicólogo clínico, Paulo Amarante, psiquiatra, Roberto Mezzina, psiquiatra, e Alberto Trimboli, psicólogo. Todos este especialistas são reconhecidos pelo contributo para uma abordagem mais humana, inclusiva e sustentável da saúde mental.
A importância deste evento leva a organização a sublinhar que “a saúde mental diz respeito a todos”, apelando à participação ativa de instituições públicas, privadas e da sociedade civil. Este será um momento privilegiado para discutir políticas baseadas na evidência científica, cuidados centrados na pessoa e novas formas de intervenção social.
O Congresso Mundial de Saúde Mental já passou por 21 cidades e 20 países, nos cinco continentes. Agora, é Portugal que se junta a este movimento global, tornando-se o sétimo país europeu a acolher o evento.
Saiba mais sobre o evento em wfmhcongress2025.com.
Comparticipação do Estado nos tratamentos termais alivia utentes e impulsiona o turismo de saúde
6 de outubro, 2025
O Governo anunciou uma medida que promete dar novo fôlego ao setor da saúde termal em Portugal: a comparticipação estatal de até 110 euros por ano, por utente, para tratamentos termais, podendo isso significar até 35% do custo do tratamento, ainda que esteja dependente de prescrição médica, por norma da responsabilidade do médico de medicina geral e familiar, do SNS, tendo a validade de um ano. Além disso, cada tratamento termal deve ter uma duração mínima de 12 dias e máxima de 21 dias.
A decisão, que entrou em vigor desde o início de outubro, significando um aumento de 15 euros, “inscreve-se na estratégia de reforço da saúde preventiva e de valorização das estâncias termais, um património histórico e cultural do país que, nos últimos anos, tem procurado modernizar-se e conquistar novo espaço no mercado da saúde e do bem-estar”, pode ler-se numa comunicação partilhada pela agência Lusa.
A medida tem uma dupla ambição. Por um lado, facilitar o acesso dos cidadãos a terapias complementares reconhecidas pelos seus benefícios – alívio de dores reumáticas, melhoria da mobilidade, recuperação respiratória ou simples promoção do relaxamento físico e mental; por outro, dinamizar o setor termal português, muitas vezes concentrado em regiões do Interior, com impacto direto no turismo, na economia local e na criação de emprego.
Para os utentes, especialmente idosos ou pessoas com doenças crónicas, a comparticipação pode representar a diferença entre fazer ou não um tratamento. Num contexto em que os custos familiares pesam cada vez mais, o apoio do Estado é um incentivo claro à adesão. Do lado do sistema de saúde, há também ganhos indiretos: menos medicação analgésica, menor pressão sobre consultas de especialidade e melhor qualidade de vida para grupos vulneráveis.
No entanto, os 110 euros anuais podem revelar-se insuficientes para cobrir, de forma significativa, os custos de vários programas termais, pelo que será essencial definir critérios transparentes de elegibilidade, assegurar equidade territorial – dado que nem todas as regiões têm termas acessíveis – e acompanhar de perto a qualidade e segurança dos serviços.
Ainda assim, pela primeira vez nos últimos anos, o Estado assume de forma clara a relevância da saúde termal, não apenas como opção recreativa, mas como componente de uma política pública de saúde. Ao mesmo tempo, abre espaço para que o turismo de saúde e bem-estar se torne uma área estratégica, cruzando ciência, tradição e inovação.
Mais do que um simples apoio financeiro, esta decisão poderá representar um passo decisivo para que as termas portuguesas recuperem o lugar que já tiveram: de aliadas fundamentais na promoção da saúde e da qualidade de vida.
Sabe o que é a doença de Gaucher?
5 de outubro, 2025
Definida como uma patologia hereditária rara, pertencente ao grupo das doenças lisossómicas de sobrecarga, a doença de Gaucher é causada pelo défice de enzima glucocerebrosidase (GBA), lacuna que leva à acumulação de gordura em células do organismo, sobretudo nos macrófagos (células essenciais do sistema imunitário cuja função é eliminar agentes patogénicos, detritos celulares e células mortas), desencadeando um conjunto de manifestações que vão da anemia à dor óssea crónica, hemorragias, problemas pulmonares e um maior risco de desenvolver doenças como Parkinson e problemas hemato-oncológicos.
Para potenciar a literacia sobre este problema, definiu-se outubro como o mês de sensibilização, sabendo-se que o diagnóstico precoce é chave para travar quadros irreversíveis. O alerta é de Anabela Oliveira, especialista de Medicina Interna no Hospital de Santa Maria, que sublinha que os atrasos no diagnóstico “podem resultar em lesões irreversíveis e complicações graves que limitam a funcionalidade e a qualidade de vida”, pode ler-se num comunicado partilhado pela biofarmacêutica Takeda.
A incidência da doença de Gaucher é de cerca de 1 em cada 50 mil nascimentos, estando identificados três tipos “que se distinguem pelo envolvimento ou não do sistema nervoso”, explica Anabela Oliveira. O tipo 1, “que corresponde a 90% dos casos, pode ser diagnosticado nas crianças e adultos, sendo as manifestações mais importantes o aumento do fígado e do baço, redução da hemoglobina provocando anemia, das plaquetas provocando hemorragias e dos glóbulos brancos associando-se a um aumento do risco de infeções – um aspeto importante é o envolvimento do osso com quadros de dor óssea crónica limitativa para as atividades da vida diária, necrose do osso, osteoporose e maior propensão para fraturas; já o tipo 2 e tipo 3 têm envolvimento do sistema nervoso”.
Em Portugal, os doentes são acompanhados em Centros de Referência de Doenças Hereditárias do Metabolismo, por equipas multidisciplinares que integram internistas, hematologistas, ortopedistas, pediatras e geneticistas. Estes centros realizam exames regulares para monitorizar a evolução e a resposta aos tratamentos. Nos últimos anos, os avanços têm sido significativos, tanto no diagnóstico como nas opções terapêuticas disponíveis, permitindo maior controlo da doença e melhor qualidade de vida.
“Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maior a eficácia do tratamento e menor o risco de complicações graves. Além disso, a sensibilização contribui para reduzir o estigma, promover investigação e acelerar o desenvolvimento de novas terapias.”
Anabela Oliveira, especialista de Medicina Interna no Hospital de Santa Maria
Com impacto físico, psicológico e social profundo, a doença de Gaucher exige não apenas tratamento médico especializado, mas também apoio multidimensional que permita aos doentes viver de forma mais plena e com menos limitações.
Para saber mais sobre esta patologia, visite o site da APL – Associação Portuguesa de Doenças do Lisossoma.
Vacinação sazonal contra a gripe e COVID-19 já começou: proteja-se neste outono-inverno
A Campanha de Vacinação Sazonal 2025-2026 já arrancou em todo o país, mobilizando Unidades Locais de Saúde do SNS e mais de 2.500 farmácias comunitárias. Sob o lema “Vacine-se e proteja os momentos mais importantes”, a iniciativa pretende chegar a milhões de portugueses até à primavera.
Esta campanha decorre até 30 de abril de 2026, e a meta da Direção-Geral da Saúde (DGS) é vacinar 2,5 milhões de pessoas contra a gripe e 1,5 milhão contra a COVID-19 até ao Natal, numa operação que envolve diversas entidades nacionais e uma forte campanha de comunicação coordenada pelos SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.
O grande objetivo é claro: reduzir o risco de doença grave, hospitalizações e mortes provocadas por estas infeções, sobretudo nos meses em que a sua incidência é mais elevada. Este ano, a campanha dá particular destaque a três grupos prioritários: idosos com 60 ou mais anos, crianças entre os 6 e os 23 meses, e profissionais de saúde.
Relembra-se que a vacinação é gratuita para todos os grupos elegíveis e constitui, segundo a DGS, “uma das medidas mais eficazes para proteger não só quem se vacina, mas também a comunidade”.
Atlantic Health & Wellness Summit regressa ao Porto em outubro
Nos dias 10 e 11 de outubro, o Porto recebe a segunda edição do Atlantic Health & Wellness Summit (AHWS), um dos eventos de referência em Portugal dedicados à saúde, bem-estar e longevidade. O encontro terá lugar no Edifício da Alfândega do Porto e reunirá líderes, profissionais, investigadores e empresas nacionais e internacionais, com a organização a sublinhar que o objetivo do evento é “inspirar e mobilizar cidadãos e profissionais para estilos de vida mais saudáveis, reforçando o papel de Portugal no debate europeu sobre inovação em saúde e bem-estar”.
O programa prevê sessões plenárias, mesas-redondas, workshops práticos e painéis de inovação, com temas que vão da medicina preventiva às novas tecnologias aplicadas ao bem-estar.
Estão confirmados oradores de renome internacional e representantes de empresas e instituições que atuam nas áreas da saúde digital, longevidade ativa, nutrição, exercício e inovação tecnológica, sendo que podemos destacar, por exemplo, António Araújo, diretor de Oncologia Médica da ULS Santo António, Fatime Barbara Hegyi, investigadora e ativista em inovação urbana e comunitária; o príncipe Alexander von Liechtenstein, especialista em robótica e automatização na saúde, Maria de Belém Roseira, antiga ministra da saúde, e Nuno Maulide, multipremiado químico português e professor de química orgânica da Universidade de Viena, cuja palestra vai centrar-se na Expressão dos Neurotransmissores: Arte, Ciência e Saúde Mental.
Além das conferências, o AHWS contará com uma área de exposição para marcas e startups, potenciando networking e parcerias. O evento insere-se na estratégia de promoção da cidade invicta como hub de conhecimento e inovação em saúde.
Para conhecer o programa completo, lista de oradores e como fazer a inscrição, visite atlantichealthwellnesssummit.com.










