FDA aprova primeiro medicamento biossimilar de insulina de ação rápida para o tratamento da diabetes
A FDA aprovou a comercialização de Merilog, um medicamento para o controlo da glicémia em pacientes adultos e pediátricos com diabetes mellitus, expandindo assim significativamente as opções terapêuticas disponíveis para o tratamento desta doença.

A FDA (U.S. Food and Drug Administration) aprovou a comercialização de Merilog, um medicamento biossimilar do Novolog, para o controlo da glicémia em pacientes adultos e pediátricos com diabetes mellitus, expandindo assim significativamente as opções terapêuticas disponíveis para o tratamento desta doença.
Merilog, produzido pela Sanofi, é um análogo da insulina humana de ação rápida que ajuda a reduzir os níveis de açúcar no sangue após a refeição, em pacientes com diabetes e deverá começar a ser comercializado em julho deste ano nos EUA.
Um medicamento biossimilar é um medicamento biológico desenvolvido, semelhante a outro medicamento já aprovado. Os medicamentos biossimilares permitem que os pacientes tenham acesso a opções terapêuticas seguras e efectivas e potencialmente a um custo reduzido.
A prevalência de diabetes a nível mundial é muito elevada afectando cerca de 830 milhões de pessoas. Ocorre quando o açúcar no sangue é muito elevado. Milhões de pessoas necessitam de administrar insulina, que é uma hormona produzida pelo pâncreas que ajuda a converter a glucose em energia, e na diabetes o pâncreas não produz insulina suficiente para manter os níveis de açúcar no sangue dentro dos níveis normais, o que compromete muito a saúde dos pacientes.
O Merilog, tal como o Novolog, deve ser administrado através de injeção subcutânea 5 a 10 min antes do início da refeição.
Nos EUA, não há regulação farmacêutica do preço dos medicamentos, e a insulina, contrariamente ao que acontece em Portugal em que é gratuita, atinge custos muito elevados sendo que muitos pacientes nao conseguem comportar o pagamento e ficam sem o medicamento, o que traz complicações graves de saúde, sendo potencialmente fatal. A aprovação de Merilog surge no âmbito do esforço da FDA para reduzir os custos da insulina.
O benefício da insulinoterapia subcutânea tem as suas suas limitações pelo que é indispensável encontrar vias de administração de insulina alternativas, não invasivas, eficazes e cómodas para os doentes. Estão a ser investigadas e alvo de ensaios clínicos promissores, vias alternativas de libertação de insulina, incluindo biossimilares orais e inalatórios, o que seria um benefício enorme para estes doentes, aumentando a adesão à terapêutica. Mas ainda são necessários mais estudos de modo a garantir a segurança e eficácia destas terapêuticas inovadoras a longo prazo.
Artigo por : Ana Pereira