<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Salus Magazine</title>
	<atom:link href="https://salusmagazine.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://salusmagazine.pt</link>
	<description>A sua publicação de referência para os profissionais de saúde</description>
	<lastBuildDate>Wed, 07 Oct 2026 03:23:33 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.3</generator>

<image>
	<url>https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2023/01/SalusIcon.png</url>
	<title>Salus Magazine</title>
	<link>https://salusmagazine.pt</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Regeneração de retina reverte cegueira</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/regeneracao-de-retina-reverte-cegueira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 06:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[INVESTIGAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[cegueira]]></category>
		<category><![CDATA[Investigação]]></category>
		<category><![CDATA[ocular]]></category>
		<category><![CDATA[regeneracao]]></category>
		<category><![CDATA[retina]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salusmagazine.pt/?p=16738</guid>

					<description><![CDATA[<p>Investigações recentes têm revolucionado a medicina ocular e um dos grandes desafios é a regeneração de retina e a reversão da cegueira. Surpreendentemente, as células do interior do olho podem ser biologicamente reprogramadas para reconstruir partes da retina danificada e restaurar a função visual.</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/regeneracao-de-retina-reverte-cegueira/">Regeneração de retina reverte cegueira</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"></p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Regeneração de retina reverte cegueira</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">Investigações recentes têm revolucionado a medicina ocular e um dos grandes desafios é a regeneração de retina e a reversão da cegueira. Surpreendentemente, as células do interior do olho podem ser biologicamente reprogramadas para reconstruir partes da retina danificada e restaurar a função visual<em>.</em></h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/retina.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: retina"/></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-10-07T06:00:00+00:00">7 de Outubro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>A regeneração da retina humana ainda não é uma realidade exequível na prática clínica, mas tem havido avanços recentes: com</strong> <strong>células</strong> <strong>estaminais pluripotentes induzidas (iPSCs),</strong> <strong>que  são células adultas que foram reprogramadas para voltarem a um estado semelhante ao das células estaminais embrionárias, e deste modo conseguem-se cultivar células da retina em laboratório e investigar doenças degenerativas como a degeneração macular; a utilização de</strong> <strong>implantes e microchips</strong>, <strong>dispositivos que se inserem na retina e ajudam a restaurar a visão central dos pacientes;</strong> <strong>a</strong> <strong>terapia experimental ER-100 da empresa de biotecnologia Life Biosciences, que se encontra num ensaio clínico de fase 1 para o tratamento de neuropatias óticas, incluindo glaucoma de ângulo aberto e neuropatia ótica isquémica anterior não arterítica (NAION).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O glaucoma de ângulo aberto, constitui uma das principais causas de cegueira nos idosos e os tratamentos atuais atuam principalmente na redução da pressão intraocular, mas não conseguem reparar os danos celulares já estabelecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A NAION é a neuropatia ótica aguda mais comum em pessoas acima dos 50 anos e provoca perda súbita de visão devido à redução do fluxo sanguíneo. Atualmente não existem tratamentos aprovados para esta patologia.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>Recentemente, investigadores fizeram uma descoberta revolucionária publicada na revista científica mais conceituada, Nature, que vem revolucionar a medicina ocular, em que as células do interior do olho podem ser biologicamente reprogramadas para reconstruir partes da retina danificada e restaurar a função visual.</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um alvo promissor são as células da glia de Müller, células de suporte que têm funções relevantes como manter a organização e a integridade da retina, fornecer substâncias vitais e canalizar a luz até aos fotorrecetores.</strong> Estas células têm potencial regenerativo e os investigadores descobriram que ao manipular genes específicos e proteínas de sinalização, é possível induzir a transformação de células da glia de Müller e as células recém-geradas estabeleceram conexões com outros neurónios da retina e promoveram melhorias mensuráveis ​​nas respostas visuais, na presença de disfunção retiniana severa. Adicionalmente, também conseguiram restaurar a visão reprogramando quimicamente células da pele em células semelhantes a fotorreceptores e transplantando-as para a retina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas formas de cegueira irreversível ocorrem quando há morte de neurónios retinianos especializados e a medicina atual consegue, por vezes, retardar esses danos, mas ainda é um grande desafio substituir um grande número de neurónios perdidos e reconectá-los ao sistema visual.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>O que se pretende, a longo prazo, é levar o olho humano a ativar programas regenerativos que normalmente estão inativos, reconstruindo potencialmente o tecido retiniano a partir de células que já se encontram no organismo.</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Esta investigação ainda se encontra num estado pré-clínico pelo que ainda não constitui um tratamento que tenha revertido a cegueira em humanos. Contudo, vem evidenciar que as células da retina de mamíferos poderão ser reprogramadas biologicamente, contrariamente ao que se pensava anteriormente.</p>


<div class="wp-block-post-author"><div class="wp-block-post-author__avatar"><img alt='Imagem do avatar' src='https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2023/08/AnaPereira-1.png' srcset='https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2023/08/AnaPereira-1.png 2x' class='avatar avatar-96 photo' height='96' width='96' /></div><div class="wp-block-post-author__content"><p class="wp-block-post-author__byline">Farmacêutica </p><p class="wp-block-post-author__name">Ana Pereira</p></div></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/regeneracao-de-retina-reverte-cegueira/">Regeneração de retina reverte cegueira</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Infarmed promove evento sobre participação na investigação clínica</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/infarmed-promove-evento-sobre-participacao-na-investigacao-clinica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Eugénio Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ATUALIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[29 de outubro]]></category>
		<category><![CDATA[4.º Fórum Incluir]]></category>
		<category><![CDATA[associações pessoas com doença]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Infarmed]]></category>
		<category><![CDATA[investigação clínica]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salusmagazine.pt/?p=16743</guid>

					<description><![CDATA[<p>Biocodex Microbiota Foundation abre novas candidaturas a bolsas nacionais e internacionais para investigação em microbiota, com prémios, no total, de 450 mil euros.</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/infarmed-promove-evento-sobre-participacao-na-investigacao-clinica/">Infarmed promove evento sobre participação na investigação clínica</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Infarmed promove evento sobre participação na investigação clínica</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">4.ª edição do Fórum Incluir debate o envolvimento das pessoas com doença na investigação clínica, a 29 de outubro, em Lisboa.</h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/investigacao_clinica.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: investigacao_clinica-3"/></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-10-06T13:00:00+00:00">6 de Outubro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>O Infarmed promove, a 29 de outubro, o</strong> <strong>4.º Fórum Incluir <em>Investigação clínica: Participar para transformar</em>, dedicado à participação das pessoas com doença na investigação clínica</strong>. O encontro realiza-se presencialmente, no Auditório do Infarmed, em Lisboa, e o programa pode ser visto <strong><a href="https://www.infarmed.pt/documents/15786/12334185/Programa+do+4%C2%BA+F%C3%B3rum+Incluir/2f828b46-2420-35ef-dbc4-c50b1a0a2451">aqui</a></strong>.<br><br>De acordo com a informação divulgada pelo Infarmed, o <strong>evento pretende</strong> <strong>“constituir um espaço de debate dirigido às Associações de Pessoas com Doença (APD), apresentando temas e exemplos relacionados com a participação pública em saúde</strong><strong>”.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nesta quarta edição, o Fórum Incluir terá como tema central as oportunidades para um envolvimento significativo e estruturado das pessoas com doença na investigação clínica</strong>. A iniciativa reconhece o contributo do conhecimento, da experiência e das perspetivas dos doentes nas diferentes etapas do desenvolvimento dos ensaios clínicos.<br><br><strong>Todos os interessados devem</strong> <strong>fazer a inscrição até</strong> <strong>26 de outubro</strong>. Qualquer questão sobre o evento contacte o seguinte email: <strong><u><a href="mailto:infarmed.eventos@infarmed.pt">infarmed.eventos@infarmed.pt</a></u></strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="800" height="800" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/800514448_1811407786754217_485944636878454568_n.jpeg" alt="" class="wp-image-16744" style="width:510px;height:auto" srcset="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/800514448_1811407786754217_485944636878454568_n.jpeg 800w, https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/800514448_1811407786754217_485944636878454568_n-120x120.jpeg 120w, https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/800514448_1811407786754217_485944636878454568_n-500x500.jpeg 500w, https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/800514448_1811407786754217_485944636878454568_n-300x300.jpeg 300w, https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/800514448_1811407786754217_485944636878454568_n-768x768.jpeg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">Imagem: Infarmed</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/infarmed-promove-evento-sobre-participacao-na-investigacao-clinica/">Infarmed promove evento sobre participação na investigação clínica</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Uma carreira longa não começa aos 33 anos</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/uma-carreira-longa-nao-comeca-aos-33-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cristina Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 06:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[OPINIÃO]]></category>
		<category><![CDATA[Análises Clínicas e Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Cristina Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[Diagnóstico e Terapêutica]]></category>
		<category><![CDATA[Imuno-hemoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[medicina transfusional]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salusmagazine.pt/?p=16734</guid>

					<description><![CDATA[<p>Artigo escrito por Cristina Oliveira, Técnica Superior de Diagnóstico e Terapêutica na área de Análises Clínicas e Saúde Pública</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/uma-carreira-longa-nao-comeca-aos-33-anos/">Uma carreira longa não começa aos 33 anos</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Uma carreira longa não começa aos 33 anos</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading"><em>Artigo escrito por</em> <em>Cristina Oliveira</em>, <em>Técnica Superior de Diagnóstico e Terapêutica na área de Análises Clínicas e Saúde Pública</em></h3>
</div>
</div>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="1014" height="1445" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/cristina-1.jpg" alt="" class="wp-image-16736" style="aspect-ratio:0.8102274613979744;width:310px;height:auto" srcset="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/cristina-1.jpg 1014w, https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/cristina-1-211x300.jpg 211w, https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/cristina-1-719x1024.jpg 719w, https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/cristina-1-768x1094.jpg 768w" sizes="(max-width: 1014px) 100vw, 1014px" /></figure>
</div>

<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-10-06T06:00:00+00:00">6 de Outubro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br>Trabalho em Imuno-hemoterapia desde 1994. Ao longo de 32 anos, acompanhei uma transformação profunda da medicina transfusional: processos que eram largamente manuais passaram a integrar equipamentos automatizados, sistemas informáticos e formas de comunicação clínica muito mais rápidas. Mudaram as metodologias, os tratamentos e a complexidade dos doentes. O que não mudou foi a responsabilidade de quem trabalha entre a dádiva e a transfusão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para muitos cidadãos, a Imuno-hemoterapia resume-se à determinação do grupo sanguíneo. Na realidade, envolve pesquisa e identificação de anticorpos, estudos de compatibilidade, análise da história transfusional e resolução de situações complexas, nomeadamente em doentes politransfundidos</strong>. Algumas terapêuticas interferem com os resultados e obrigam a recorrer a metodologias específicas. Não basta obter um resultado: é necessário interpretá-lo, reconhecer incoerências e perceber quando exige investigação adicional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta responsabilidade torna-se particularmente evidente perante uma hemorragia grave, um politraumatizado, uma complicação obstétrica, uma cirurgia urgente ou um recém-nascido prematuro que necessita de transfusão. Nessas situações, o conhecimento, a experiência e a rapidez podem ser determinantes. Em certos períodos pode estar apenas um TSDT no serviço, com apoio médico em regime de prevenção. É preciso atuar dentro das nossas competências e articular rapidamente sempre que necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Faço turnos desde que iniciei funções e mantive trabalho noturno até 2018. Noites, fins de semana, feriados, prolongamentos de turno e substituições de colegas fizeram parte do meu percurso. Esta disponibilidade permite assegurar um serviço permanente, mas também representa tempo que deixou de ser vivido com a família. Somos profissionais, mas somos igualmente pessoas, e décadas de horários por turnos têm um impacto real na vida pessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A experiência não dispensa a aprendizagem. Pelo contrário, quanto mais a ciência e a tecnologia evoluem, maior é a obrigação de atualizar conhecimentos. Para além da licenciatura em Análises Clínicas e Saúde Pública, concluí três pós-graduações e uma segunda licenciatura em Biologia Aplicada.</strong> Tenho também participado na orientação de estudantes e na formação laboratorial de médicos internos. Formar não é apenas ensinar uma técnica; é ensinar a questionar um resultado, a reconhecer o que não é coerente e a compreender a responsabilidade associada a cada decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar deste percurso, a revisão anterior da carreira obrigou-me a recorrer ao tribunal para procurar ver reconhecidos direitos relacionados com os anos de serviço, as avaliações e a experiência acumulada na carreira anterior. Foi um processo desgastante. Os pontos podem parecer apenas números a quem observa de fora, mas representam anos de vida profissional. Por isso, perante uma nova revisão, não basta perguntar o que vamos ganhar: é inevitável perguntar também o que poderemos voltar a perder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A valorização prevista para as chamadas carreiras longas suscita-me uma dúvida essencial. A redução do limiar de 35 para 33 anos constitui uma melhoria, mas não resolve o problema. Tenho 32 anos de serviço e atravessei praticamente os mesmos congelamentos, mudanças de carreira e dificuldades de progressão de um colega que tenha hoje 33. Uma diferença de meses ou de um ano não torna um percurso longo e o outro irrelevante.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Defendo que 25 anos de serviço devem ser considerados uma carreira longa. Um profissional com esse percurso acumula já décadas de experiência e foi igualmente afetado pelas alterações legislativas e pelos bloqueios à progressão.</strong> Mas há uma segunda questão: qualquer que seja o limiar escolhido, o reconhecimento deve acompanhar o trabalhador. Se 33 anos justificam hoje uma valorização, quem atingir 33 anos daqui a três ou cinco anos deverá beneficiar do mesmo reconhecimento. Uma carreira longa não existe apenas na data em que um diploma entra em vigor; constrói-se ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Valorizar não significa apenas remunerar. Significa reconhecer formação, experiência, diferenciação, responsabilidade, disponibilidade e condições de trabalho. Contudo, a remuneração também traduz o valor que o sistema atribui às exigências que coloca aos profissionais</strong>. Esta questão ultrapassa a Imuno-hemoterapia: diz respeito às 18 profissões que integram a carreira dos Técnicos Superiores das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de 32 anos, continuo a fazer turnos, a estudar, a formar quem vem depois e a sentir a mesma responsabilidade perante cada resultado e cada componente sanguíneo. Não quero voltar a pedir a um tribunal que decida se os meus anos de trabalho contam. Uma verdadeira revisão deve melhorar o futuro sem apagar o passado. Não pedimos privilégios; pedimos coerência, justiça e reconhecimento pelo percurso construído.</p>O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/uma-carreira-longa-nao-comeca-aos-33-anos/">Uma carreira longa não começa aos 33 anos</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Biocodex abre candidaturas a bolsas de investigação em microbiota</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/biocodex-abre-candidaturas-a-bolsas-de-investigacao-em-microbiota/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Eugénio Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[INVESTIGAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Biocodex Microbiota Foundation]]></category>
		<category><![CDATA[bolsas de investigação]]></category>
		<category><![CDATA[função imunitária]]></category>
		<category><![CDATA[microbiota intestinal]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salusmagazine.pt/?p=16725</guid>

					<description><![CDATA[<p>Biocodex Microbiota Foundation abre novas candidaturas a bolsas nacionais e internacionais para investigação em microbiota, com prémios, no total, de 450 mil euros.</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/biocodex-abre-candidaturas-a-bolsas-de-investigacao-em-microbiota/">Biocodex abre candidaturas a bolsas de investigação em microbiota</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Biocodex abre candidaturas a bolsas de investigação em microbiota</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">Candidaturas abrangem<strong> </strong>projetos nacionais e internacionais em áreas como a microbiota intestinal, a saúde da mulher, a alimentação e a função imunitária. No total, há 450 mil euros para distribuir pelas bolsas. </h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/microbiota.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: microbiota-2"/></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-10-05T07:00:00+00:00">5 de Outubro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>A Biocodex Microbiota Foundation abriu novas candidaturas a bolsas de investigação dedicadas à microbiota,</strong> <strong>“com projetos nacionais e internacionais abrangendo áreas como a microbiota intestinal, a saúde da mulher, a alimentação e a função imunitária”</strong>, pode ler-se num comunicado enviado à nossa redação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Portugal, <strong>estão abertas até 18 de dezembro as candidaturas à Bolsa Nacional para Projetos de Investigação em Microbiota</strong>, <strong>este ano subordinada ao tema <em>Microbiota Intestinal: novo alvo terapêutico</em></strong>. O <strong>prémio tem o valor de 25 mil euros e destina-se a apoiar projetos que contribuam para aprofundar o conhecimento sobre o papel da microbiota intestinal na saúde e na doença.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa pretende “explorar o potencial da microbiota enquanto alvo terapêutico e incentivar o desenvolvimento de abordagens que possam contribuir, no futuro, para a prevenção, compreensão e tratamento de diferentes patologias”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Conceição Calhau, professora catedrática da NOVA Medical School e investigadora na área da microbiota, metabolismo e nutrição, a investigação nesta área é já “uma realidade em Portugal, e uma prioridade”. A investigadora considera que a evolução da medicina permitiu aumentar a esperança de vida, mas coloca agora um novo desafio: garantir mais anos vividos com saúde.<br><br>“O desafio deste século na medicina será dar mais saúde aos anos conquistados”, afirma Conceição Calhau, defendendo uma maior atenção à microbiota enquanto ecossistema essencial ao organismo. Entre os fatores que podem afetar este equilíbrio, a investigadora aponta a alimentação inadequada, a falta de exercício e atividade física, o stresse, a privação de sono, o trabalho por turnos e o efeito de vários medicamentos. “Cuidar do microbiota, particularmente nos primeiros anos de vida é fundamental para programar a saúde metabólica”, acrescenta.<br><br><strong>À Bolsa Nacional podem candidatar-se clínicos e investigadores de instituições científicas e tecnológicas portuguesas. Os projetos serão avaliados por um júri independente constituído pelos quatro membros do Comité Científico da Biocodex Microbiota Foundation em Portugal e deverão ter uma duração máxima de 18 meses</strong>. As candidaturas devem ser submetidas até 18 de dezembro através deste <strong><a href="bolsamicrobiota@biocodex.pt">link</a></strong>.<br><br>A Biocodex Microbiota Foundation lançou também a segunda edição da <strong>Bolsa Microbiota &amp; Saúde da Mulher</strong>, uma iniciativa internacional dedicada à investigação da microbiota feminina. O tema desta edição é <em>Desvendando as interações entre os microbiomas genitais masculino e feminino: mecanismos, transmissão e impacto na disbiose vaginal</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com um prémio de <strong>200 mil euros</strong>, a <strong>bolsa pretende apoiar projetos que aprofundem o conhecimento sobre a relação entre microbiota e saúde da mulher, nomeadamente nas áreas da ginecologia, obstetrícia, microbiologia, medicina interna e oncologia.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As candidaturas estão abertas até <strong>15 de janeiro de 2027</strong>. <strong>Podem candidatar-se médicos, investigadores com doutoramento e farmacêuticos que desenvolvam trabalho nestas áreas, independentemente do país onde exerçam a sua atividade.</strong> Os projetos selecionados poderão ter uma duração máxima de três anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Fundação mantém ainda uma linha de financiamento internacional dedicada às <strong>interações entre a alimentação e a microbiota na modulação da função imunitária no tratamento de doenças humanas</strong>. <strong>As propostas deverão integrar análise da microbiota, imunofenotipagem e uma componente dietética, sendo privilegiados projetos realizados maioritariamente em humanos e em contexto de doença.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Podem candidatar-se médicos e investigadores de qualquer país, incluindo Portugal, independentemente da especialidade médica. São elegíveis projetos de investigação clínica ou fundamental, com duração máxima de três anos, e o prémio é igualmente de <strong>200 mil euros</strong>. Neste caso, as candidaturas decorrem até <strong>30 de novembro</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/biocodex-abre-candidaturas-a-bolsas-de-investigacao-em-microbiota/">Biocodex abre candidaturas a bolsas de investigação em microbiota</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>20.ª Reunião do NEDM aborda evolução no diagnóstico e tratamento da diabetes</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/20-a-reuniao-do-nedm-aborda-evolucao-no-diagnostico-e-tratamento-da-diabetes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Eugénio Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Oct 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ATUALIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[23 e 24 de outubro]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Núcleo de Estudos de Diabetes Mellitus (NEDM)]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI)]]></category>
		<category><![CDATA[Viseu.]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salusmagazine.pt/?p=16669</guid>

					<description><![CDATA[<p>20.ª Reunião do NEDM debate os avanços na diabetes, da monitorização contínua da glicose ao rastreio precoce e à literacia em saúde.</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/20-a-reuniao-do-nedm-aborda-evolucao-no-diagnostico-e-tratamento-da-diabetes/">20.ª Reunião do NEDM aborda evolução no diagnóstico e tratamento da diabetes</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">20.ª Reunião do NEDM aborda evolução no diagnóstico e tratamento da diabetes</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">Evento convida a debater os avanços na diabetes, da monitorização contínua da glicose ao rastreio precoce e à literacia em saúde.</h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/20-Reuniao-NEDM.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: 20-reuniao-nedm"/></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-10-04T13:00:00+00:00">4 de Outubro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>O papel da autoimunidade na diabetes, a monitorização contínua da glicose, a insulinoterapia, a obesidade, o fígado e os mitos na alimentação são alguns dos temas em destaque na 20.ª Reunião Anual do Núcleo de Estudos de Diabetes Mellitus (NEDM) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), que decorre nos dias 23 e 24 de outubro, em Viseu.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Este ano iremos abordar o papel do processo autoimune no desenvolvimento e na sua associação com a diabetes, quer tipo 1 quer tipo 2, falaremos de fígado, de insulinoterapia, de obesidade, de pele, de mitos na alimentação, entre outros”, afirma Mónica Reis, coordenadora do NEDM. A responsável sublinha a intenção de manter um “programa variado e com temas menos habituais”, uma característica que tem marcado o encontro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A reunião decorre num período de profunda transformação na forma como a diabetes é diagnosticada, monitorizada e tratada. Nas últimas duas décadas, considera Mónica Reis, a evolução foi “realmente avassaladora”, tanto ao nível terapêutico como tecnológico. Entre as mudanças mais relevantes, destaca a monitorização contínua da glicose e a evolução dos sistemas de perfusão contínua de insulina, quer pela forma como são utilizados, quer pela redução da sua dimensão.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>“A forma absolutamente inovadora e diferenciadora como estamos e vamos abordar estes doentes” poderá permitir alterar o diagnóstico e “protelar no tempo o surgir da doença ativa, com ganhos extraordinários para estas pessoas.”</em><br>Mónica Reis, coordenadora do NEDM</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos avanços científicos e tecnológicos e do aumento da informação disponível, Mónica Reis considera que persiste um défice importante de literacia em saúde. O impacto de uma diabetes diagnosticada tardiamente e não controlada atempadamente continua, na sua perspetiva, a não ser suficientemente reconhecido pela população e, em alguns casos, pelas próprias autoridades. “O investimento em literacia continua parco e o seu real uso pelas pessoas também”, afirma, defendendo que “a educação e um estilo de vida saudável fazem realmente toda a diferença”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste cenário, a Medicina Interna assume, para a coordenadora do NEDM, um papel cada vez mais relevante na abordagem da pessoa com diabetes. “O papel do Internista na abordagem da pessoa com diabetes é cada vez mais relevante e fundamental”, defende. A presença frequente de múltiplas patologias, muitas delas complexas e interligadas, exige competências na gestão global destes doentes, área que considera particularmente adequada ao perfil da Medicina Interna.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A investigação científica terá também lugar de destaque na reunião, através da apresentação de trabalhos e do Prémio Jorge Caldeira. Para Mónica Reis, a partilha de experiências entre diferentes gerações é essencial para promover a aprendizagem e incentivar a investigação. “A curiosidade é fundamental no avanço da ciência e é através da investigação que se chega mais além, que se aprende”, sublinha.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao atingir a 20.ª edição, a Reunião Anual do NEDM representa também um marco num percurso que a coordenadora descreve como de melhoria contínua. Tendo participado na maioria das edições, destaca a capacidade do encontro para manter a sua identidade: “Manteve a jovialidade e o espírito descontraído que caracteriza esta Reunião sem perder, em momento algum, a excelência científica do seu conteúdo e o atrevimento de abordar temas mais difíceis ou ‘parentes pobres’ da diabetes.”<br><br>A inscrição no evento pode ser feito <strong><a href="https://www.spmi.pt/20a-reuniao-do-nucleo-de-estudos-de-diabetes-mellitus/">aqui</a></strong>.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/20-a-reuniao-do-nedm-aborda-evolucao-no-diagnostico-e-tratamento-da-diabetes/">20.ª Reunião do NEDM aborda evolução no diagnóstico e tratamento da diabetes</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Juan Carlos Gil Rubio assume direção-geral da Merz Therapeutics Ibéria</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/juan-carlos-gil-rubio-assume-direcao-geral-da-merz-therapeutics-iberia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Eugénio Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Oct 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MERCADO]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Carlos Gil Rubio]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Merz Therapeutics Ibéria]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salusmagazine.pt/?p=16763</guid>

					<description><![CDATA[<p>Novo diretor assume responsabilidade pelas operações da empresa em Espanha e Portugal, tendo como uma das prioridades apostar na relação com a comunidade de profissionais de saúde.</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/juan-carlos-gil-rubio-assume-direcao-geral-da-merz-therapeutics-iberia/">Juan Carlos Gil Rubio assume direção-geral da Merz Therapeutics Ibéria</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Juan Carlos Gil Rubio assume direção-geral da Merz Therapeutics Ibéria</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">Novo diretor assume responsabilidade pelas operações da empresa em Espanha e Portugal, tendo como uma das prioridades apostar na relação com a comunidade de profissionais de saúde.</h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/Juan-Carlos-Gil_GM-Merz-Therapeutics-Iberia_2BR.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: juan-carlos-gil_gm-merz-therapeutics-iberia_2br"/></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-10-03T13:00:00+00:00">3 de Outubro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br>A <strong>Merz Therapeutics</strong> nomeou <strong>Juan Carlos Gil Rubio como Diretor-Geral para a Ibéria</strong>, sucedendo a <strong>Álvaro González</strong>, que passa a assumir a responsabilidade pelas operações da empresa farmacêutica especializada em neurologia em Espanha e Portugal. A informação consta de um comunicado da empresa enviado à nossa redação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No novo cargo, <strong>Juan Carlos Gil Rubio terá como prioridades contribuir para melhorar o acesso dos doentes a terapias inovadoras, reforçar a colaboração com profissionais de saúde e outros <em>stakeholders</em> e consolidar uma organização orientada para as necessidades das pessoas com doença.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>“A Merz construiu uma reputação sólida assente na excelência, na inovação e num compromisso de longo prazo para com os doentes e profissionais de saúde. Estou verdadeiramente entusiasmado por me juntar à Merz Therapeutics em Espanha e Portugal e por trabalhar lado a lado com uma equipa tão talentosa.”</em><br>Juan Carlos Gil Rubio, Diretor-Geral da Merz Therapeutics para a Ibéria</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A sua atuação será desenvolvida em articulação com a equipa local e os principais parceiros externos, com o objetivo de consolidar os pontos fortes da operação ibérica e identificar novas oportunidades de crescimento e impacto. <strong>Entre as áreas definidas pela empresa estão a maximização do crescimento nas indicações existentes, a preparação de futuras oportunidades na área da enxaqueca e o reforço do acesso dos doentes às terapias e ao reembolso.</strong> A relação com a comunidade de profissionais de saúde será igualmente uma das prioridades do novo Diretor-Geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Juan Carlos Gil Rubio, a prioridade é procura diferenciar a empresa não apenas através dos seus produtos, mas também “<strong>através da ciência, da qualidade das nossas parcerias, da experiência do cliente e do nosso contributo para a melhoria dos cuidados prestados aos doentes</strong>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/juan-carlos-gil-rubio-assume-direcao-geral-da-merz-therapeutics-iberia/">Juan Carlos Gil Rubio assume direção-geral da Merz Therapeutics Ibéria</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A profissão avançou, mas a carreira não avançou connosco</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/a-profissao-avancou-mas-a-carreira-nao-avancou-connosco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inês Figueira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Oct 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[OPINIÃO]]></category>
		<category><![CDATA[Cardiopneumologia]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão de Acreditação do European Board of Cardiovascular Perfusion]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital de Santa Marta]]></category>
		<category><![CDATA[Inês Figueira]]></category>
		<category><![CDATA[perfusão cardiovascular]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salusmagazine.pt/?p=16700</guid>

					<description><![CDATA[<p>Artigo escrito por Inês Figueira, Técnica de Cardiopneumologia no Hospital de Santa Marta e Membro da Comissão de Acreditação do European Board of Cardiovascular Perfusion</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/a-profissao-avancou-mas-a-carreira-nao-avancou-connosco/">A profissão avançou, mas a carreira não avançou connosco</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">A profissão avançou, mas a carreira não avançou connosco</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading"><em>Artigo escrito por <em>Inês Figueira</em></em>, <em>Técnica de Cardiopneumologia no Hospital de Santa Marta e Membro da Comissão de Acreditação do European Board of Cardiovascular Perfusion</em></h3>
</div>
</div>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="929" height="1295" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/ines-1.jpeg" alt="" class="wp-image-16702" style="aspect-ratio:0.8102274613979744;width:310px;height:auto" srcset="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/ines-1.jpeg 929w, https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/ines-1-768x1070.jpeg 768w, https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/ines-1-215x300.jpeg 215w, https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/ines-1-735x1024.jpeg 735w" sizes="(max-width: 929px) 100vw, 929px" /></figure>
</div>

<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-10-03T07:00:00+00:00">3 de Outubro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br>Exerço Cardiopneumologia há 27 anos e trabalho no Hospital de Santa Marta, um centro de referência cardiovascular. Ao longo deste percurso assisti a uma enorme evolução tecnológica e científica. A profissão tornou-se mais complexa, diferenciada e exigente. Contudo, nem sempre a carreira e a remuneração acompanharam essa transformação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num centro desta natureza, <strong>os Técnicos de Cardiopneumologia integram áreas como hemodinâmica, eletrofisiologia, pacing e cirurgia cardíaca. Trabalhamos com procedimentos invasivos e equipamentos altamente especializados. Não basta operar uma máquina: é necessário interpretar informação, reconhecer alterações, antecipar problemas e articular com a equipa.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Num estudo eletrofisiológico acompanhamos e analisamos a atividade elétrica do coração e sinais intracardíacos. Isso exige conhecimento aprofundado de eletrofisiologia e domínio de sistemas complexos. Participamos também, de acordo com a organização das equipas e as competências profissionais, em procedimentos terapêuticos de arritmias, incluindo ablações. Na hemodinâmica integramos equipas que realizam intervenções cardiovasculares, por vezes em contexto urgente. Num enfarte agudo do miocárdio, cada minuto conta; concentração, rapidez e coordenação não são opcionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A perfusão cardiovascular torna ainda mais evidente a responsabilidade desta profissão. Na vasta maioria das cirurgias cardíacas, a circulação extracorporal substitui temporariamente funções essenciais da circulação e da oxigenação do sangue. O perfusionista controla continuamente o sistema e múltiplos parâmetros, mas não está apenas a vigiar um equipamento: existe uma pessoa na mesa operatória cuja vida depende da qualidade das decisões tomadas. A responsabilidade e a exigência são totais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A licenciatura fornece a formação de base, mas não é suficiente para trabalhar autonomamente em perfusão. O percurso recomendado inclui integração nunca inferior a dois anos, aquisição progressiva de autonomia, prática comprovada, formação pós-graduada específica e possibilidade de certificação pelo European Board of Cardiovascular Perfusion. A atualização mantém-se ao longo da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Integro a comissão de acreditação do EBCP. A exigência europeia aplicada aos programas de educação e treino, à formação continuada e à acreditação demonstra a complexidade destas competências. No entanto, encontramos uma contradição: o sistema necessita de profissionais diferenciados, utiliza essas competências e atribui-lhes responsabilidades crescentes, mas a carreira nem sempre reconhece esse percurso. Não se trata de acumular certificados. Trata-se de reconhecer competências de que o hospital efetivamente precisa e que utiliza todos os dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Grande parte do investimento formativo é pessoal. Inclui propinas, cursos, congressos, deslocações, fins de semana e muitas horas depois do trabalho. No meu caso, terminei a licenciatura em 2000 e tive de esperar 22 anos até reunir condições económicas para regressar à faculdade. Houve prioridades familiares inevitáveis: filhos, habitação, alimentação e saúde. A baixa remuneração também condiciona as escolhas de formação e de vida dos profissionais.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os horários e os riscos têm igualmente um custo. No bloco operatório, na hemodinâmica e em alguns procedimentos de eletrofisiologia existe exposição a radiação ionizante, sujeita a monitorização e proteção, bem como riscos biológicos, gases anestésicos e exigências ergonómicas. Os equipamentos de proteção podem contribuir para problemas musculoesqueléticos. Acrescem urgências, prevenções, trabalho noturno e descanso reduzido. Reconhecer estas condições não é dramatizar; é descrever a realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também formamos estudantes. Essa função envolve acompanhamento, avaliação, correção de trabalhos, documentação e organização, frequentemente conciliados com a atividade assistencial. Fazê-lo com gosto não significa que deixe de ser trabalho. Estamos a preparar profissionais que terão de tomar decisões responsáveis perante doentes e, por isso, esta função deve ser reconhecida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A valorização é mais ampla do que o salário: inclui carreira, progressão, diferenciação, condições de trabalho e reconhecimento da experiência. Mas o salário também é valorização. Os profissionais de saúde trabalham para viver e não deve ser inconveniente discutir se a remuneração corresponde à formação, à autonomia, aos riscos e à responsabilidade exigidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Antes de decidir quanto vale esta profissão, é necessário conhecê-la: entrar numa sala de hemodinâmica, acompanhar um estudo eletrofisiológico, assistir a uma cirurgia cardíaca ou a um transplante e perceber o que significa assegurar a circulação extracorporal.</strong> É também necessário ouvir quem trabalha há 20 ou 30 anos e perguntar quanto estudou, investiu e assumiu. Não pedimos privilégios. Pedimos coerência entre aquilo que o Serviço Nacional de Saúde exige e aquilo que reconhece, para que os mais novos não recebam uma profissão avançada dentro de uma carreira parada no tempo.</p>O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/a-profissao-avancou-mas-a-carreira-nao-avancou-connosco/">A profissão avançou, mas a carreira não avançou connosco</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>“A IA pode antecipar o tratamento dos casos mais agressivos de glaucoma”</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/a-ia-pode-antecipar-o-tratamento-dos-casos-mais-agressivos-de-glaucoma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Eugénio Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ATUALIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Medicina da Universidade do Porto]]></category>
		<category><![CDATA[glaucoma]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Investigação]]></category>
		<category><![CDATA[João Barbosa Breda]]></category>
		<category><![CDATA[The Lancet Digital Health]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salusmagazine.pt/?p=16715</guid>

					<description><![CDATA[<p>João Barbosa Breda, investigador da FMUP, explica como um novo modelo de IA consegue prever a progressão do glaucoma e antecipar decisões terapêuticas.</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/a-ia-pode-antecipar-o-tratamento-dos-casos-mais-agressivos-de-glaucoma/">“A IA pode antecipar o tratamento dos casos mais agressivos de glaucoma”</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">“A IA pode antecipar o tratamento dos casos mais agressivos de glaucoma”</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto revelou um novo modelo de IA que poderá ajudar a antecipar a progressão do glaucoma bem como a orientação estratégia terapêutica. A propósito dessa investigação, a Salus Magazine falou com João Barbosa Breda, professor da FMUP e um dos investigadores envolvidos no trabalho, que explica o significado clínico destes resultados, as oportunidades da IA no diagnóstico e acompanhamento da doença e os desafios que ainda permanecem.</h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/Faculdade-de-Medicina-da-Universidade-do-PortoMiguel-Matias-Alves.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: faculdade-de-medicina-da-universidade-do-portomiguel-matias-alves"/><figcaption class="wp-element-caption">João Barbosa Breda, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, é um dos investigadores envolvidos no estudo<br>Foto: FMUP/Miguel Matias Alves</figcaption></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-10-02T13:00:00+00:00">2 de Outubro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br>Um modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido por uma equipa internacional, que contou com a participação de João Barbosa Breda, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), demonstrou ser possível prever a evolução futura do glaucoma a partir de uma fotografia do nervo ótico obtida numa única consulta.<br><br>Publicado na <em>The Lancet Digital Health</em>, o estudo utilizou mais de 161 mil imagens de quase 14 mil doentes para treinar o modelo, que foi depois validado externamente em cinco grupos de doentes de diferentes centros internacionais. A ferramenta permite estimar o ritmo de progressão da doença a dois e cinco anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para João Barbosa Breda, o significado clínico destes resultados está sobretudo na possibilidade de direcionar de forma mais criteriosa os recursos disponíveis para os doentes com maior risco de progressão. <strong>Num cenário em que o número de pessoas com glaucoma exige uma utilização cada vez mais eficiente dos recursos de saúde, a identificação precoce dos casos mais agressivos poderá permitir uma intervenção mais intensiva nos doentes que apresentam maior probabilidade de perda visual. “A prevenção da baixa visão e cegueira pode ser atingida tratando de forma mais intensiva os doentes com maior risco de progressão futura”</strong>, explica o professor da FMUP.<br><br><strong>Prever a progressão para ajustar tratamento</strong><br>É precisamente na primeira abordagem ao doente que esta capacidade preditiva poderá introduzir uma mudança relevante. Atualmente, quando é diagnosticado um glaucoma, o médico nem sempre consegue determinar numa única consulta a velocidade a que a doença irá evoluir. Uma notícia partilhada pela Universidade do Porto explica que “podem ser necessárias várias consultas e ajustes terapêuticos até perceber o comportamento da doença”. Com o novo modelo, essa informação poderá estar disponível desde o início, permitindo definir mais cedo a intensidade do tratamento e o nível de vigilância necessários. “Em vez de ter de ver o doente várias vezes antes de ter a certeza do ritmo de progressão da sua doença, podemos, logo desde o início, adotar uma estratégia de tratamento mais ou menos agressiva, sem perder tempo e várias consultas”, afirma João Barbosa Breda.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esta antecipação está também na base da resposta às questões sobre a possibilidade de a IA reduzir o tempo até à decisão terapêutica e tornar o acompanhamento mais personalizado</strong><strong>. A ideia central mantém-se:</strong> <strong>“se for possível estimar logo no início o ritmo provável de progressão, o acompanhamento pode ser ajustado desde essa fase ao risco individual do doente, concentrando maior atenção e recursos nos casos em que a doença se prevê mais agressiva</strong><strong>”</strong>. A expectativa anunciada no estudo é precisamente detetar atempadamente os casos de maior risco, otimizar recursos e permitir tratamentos mais assertivos numa fase precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa capacidade poderá ser particularmente relevante numa doença que pode avançar durante anos sem que o doente perceba que está a perder visão, tal como o glaucoma, doença progressiva do nervo ótico cuja ausência de sintomas na maioria dos casos contribui para que muitos doentes permaneçam por diagnosticar. João Barbosa Breda considera que já existe evidência suficiente para a”firmar que cerca de metade das pessoas com glaucoma não está diagnosticada e defende que a IA poderá ajudar a identificar casos mais precoces na população, quando ainda não existem sintomas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Rastreio precoce abre novas possibilidades</strong><br>A utilização da IA para este efeito já está, aliás, a ser explorada noutros projetos. <strong>O especialista destaca</strong> <strong>“um trabalho liderado por Luís Abegão Pinto, da ULS Santa Maria, que está a implementar um rastreio de base populacional mediado por inteligência artificial</strong><strong>”. A lógica é diferente daquela que preside ao modelo agora apresentado: enquanto este estudo procura prever a progressão de uma doença já identificada, um programa de rastreio pretende encontrar pessoas que poderão ter glaucoma sem ainda saberem que o têm.</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É também aqui que surgem algumas das principais cautelas em torno da utilização de ferramentas preditivas. Uma tecnologia capaz de identificar pessoas em risco terá de apresentar resultados suficientemente fiáveis para não gerar uma sucessão de encaminhamentos desnecessários nem deixar passar casos que deveriam ser avaliados. <strong>João Barbosa Breda chama a atenção para</strong> <strong>“a necessidade de gerir os falsos positivos e os falsos negativos: os primeiros podem provocar ansiedade e consumir recursos de forma desnecessária; os segundos podem fazer com que um doente deixe de ser diagnosticado</strong><strong>”.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o especialista, não existe necessariamente uma única forma de definir os requisitos de uma ferramenta de IA. O grau de exigência e a forma de utilização terão de ser adequados ao cenário em causa. Um sistema utilizado num rastreio populacional enfrenta desafios diferentes de uma ferramenta utilizada num contexto hospitalar para apoiar uma análise diagnóstica ou prognóstica. Esta distinção será particularmente importante à medida que estas tecnologias passam do contexto de investigação para uma eventual utilização clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Da previsão à prova de benefício clínico</strong><strong><br></strong>E esse passo ainda não está concluído. O modelo encontra-se em avaliação para uma eventual implementação e, <strong>embora os resultados demonstrem capacidade para prever a progressão do glaucoma, permanece por demonstrar que essa previsão se traduz efetivamente numa redução da perda visual</strong><strong>, assumindo-se a implementação da tecnologia como uma etapa ainda em avaliação. João Barbosa Breda considera esse passo essencial, mas salienta que serão necessários dados que ainda não estão disponíveis. “Provavelmente só após a implementação é que será possível avaliar a capacidade que a tecnologia tem de reduzir a perda visual”</strong>, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença é importante: prever a evolução do glaucoma não equivale ainda a demonstrar que a inteligência artificial consegue prevenir a cegueira. O que o estudo acrescenta é uma nova possibilidade de antecipar o comportamento da doença e, a partir dessa informação, apoiar uma decisão clínica mais precoce e ajustada ao risco. O próximo desafio será perceber se essa antecipação consegue transformar-se em melhores resultados para os doentes e, em última análise, em mais visão preservada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/a-ia-pode-antecipar-o-tratamento-dos-casos-mais-agressivos-de-glaucoma/">“A IA pode antecipar o tratamento dos casos mais agressivos de glaucoma”</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Evidência científica e inovação em destaque no 3.º Congresso da Ordem dos Nutricionistas</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/evidencia-cientifica-e-inovacao-em-destaque-no-3-o-congresso-da-ordem-dos-nutricionistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Eugénio Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2026 05:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ATUALIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[3.º Congresso da Ordem dos Nutricionistas]]></category>
		<category><![CDATA[9 e 10 outubro]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[evidência científica]]></category>
		<category><![CDATA[Fátima]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salusmagazine.pt/?p=16711</guid>

					<description><![CDATA[<p>3.º Congresso da Ordem dos Nutricionistas realiza-se em Fátima, a 9 e 10 de outubro, com debates sobre evidência, IA, alimentação e saúde.</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/evidencia-cientifica-e-inovacao-em-destaque-no-3-o-congresso-da-ordem-dos-nutricionistas/">Evidência científica e inovação em destaque no 3.º Congresso da Ordem dos Nutricionistas</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Evidência científica e inovação em destaque no 3.º Congresso da Ordem dos Nutricionistas</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">Evento reúne profissionais da área e realiza-se em Fátima, a 9 e 10 de outubro, estando agendados debates sobre evidência, IA, alimentação e saúde.</h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/nutri.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: nutri"/></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-10-02T05:50:00+00:00">2 de Outubro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>A Ordem dos Nutricionistas realiza, nos dias 9 e 10 de outubro de 2026, no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, o seu 3.º Congresso, retomando um dos principais momentos de encontro e reflexão da profissão</strong>. O programa reúne profissionais e representantes de diferentes áreas da saúde para discutir o papel da Nutrição perante os desafios atuais dos sistemas de saúde e alimentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Entre os destaques está a participação de Álvaro Almeida, diretor executivo do SNS, no debate <em>Da Evidência à Decisão Política: quem decide e com base em quê</em>, dedicado à relação entre conhecimento científico e decisão em políticas públicas</strong>. A articulação entre diferentes profissões da saúde estará também em foco na tertúlia <em>Consensos e Compromissos para Uma Só Saúde</em>, que contará com os bastonários Carlos Cortes, Helder Mota Filipe e Liliana Sousa, entre outros representantes das Ordens Profissionais da Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O programa reflete a diversidade dos contextos de intervenção dos nutricionistas e inclui temas como alimentação escolar, inteligência artificial e ferramentas digitais, redes sociais e credibilidade, empreendedorismo, psicologia da alimentação e comportamento do consumidor, suplementação no desporto e alimentação coletiva.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A intervenção da Nutrição no setor social e em contextos de emergência será igualmente abordada, assim como os desafios associados à gestão de operações responsáveis pela alimentação de milhares de pessoas diariamente. Estão ainda previstos <em>workshops</em> dedicados a diferentes áreas de especialidade da profissão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A influência das redes sociais e a credibilidade da informação sobre Nutrição constituem outro dos temas em discussão, num programa que procura acompanhar as transformações que estão a marcar a prática profissional e a relação dos cidadãos com a alimentação e a saúde. <br><br>Saiba tudo sobre o programa do congresso e faça a inscrição<strong><a href="https://www.congressordemdosnutricionistas.pt/"> aqui</a></strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="735" height="272" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/3congresso.jpeg" alt="" class="wp-image-16713" srcset="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/3congresso.jpeg 735w, https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/3congresso-300x111.jpeg 300w" sizes="(max-width: 735px) 100vw, 735px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/evidencia-cientifica-e-inovacao-em-destaque-no-3-o-congresso-da-ordem-dos-nutricionistas/">Evidência científica e inovação em destaque no 3.º Congresso da Ordem dos Nutricionistas</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Teste de sangue inovador na deteção de 17 tipos de cancro</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/teste-de-sangue-inovador-na-detecao-de-17-tipos-de-cancro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ATUALIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[cancro]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[Mayo clinic]]></category>
		<category><![CDATA[teste de sangue]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salusmagazine.pt/?p=16692</guid>

					<description><![CDATA[<p>Foi desenvolvido um teste inovador para a deteção de vários tipos de cancro, pela Mayo Clinic e outras instituições, que incluem os cancros de ovário, pulmão, mama e colorretal, sendo que para muitos deles ainda não existem exames de rastreio recomendados. Ainda são necessários ensaios clínicos e estudos adicionais de modo a poder ser aprovado para uso na clínica, como auxílio no diagnóstico, e não substituindo os exames de rastreio tradicionais.</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/teste-de-sangue-inovador-na-detecao-de-17-tipos-de-cancro/">Teste de sangue inovador na deteção de 17 tipos de cancro</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"></p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Teste de sangue inovador na deteção de 17 tipos de cancro</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">Foi desenvolvido um teste inovador para a deteção de vários tipos de cancro, pela Mayo Clinic e outras instituições, que incluem os cancros de ovário, pulmão, mama e colorretal, sendo que para muitos deles ainda não existem exames de rastreio recomendados.&nbsp;Ainda são necessários ensaios clínicos e estudos adicionais de modo a poder ser aprovado para uso na clínica, como auxílio no diagnóstico, e não substituindo os exames de rastreio tradicionais.</h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/sanguemayoc.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: sanguemayoc"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Mayo Clinic</figcaption></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-10-01T13:00:00+00:00">1 de Outubro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br>A Mayo Clinic em conjunto com outras instituições desenvolveram um exame de sangue que permite detetar vários tipos de cancro, incluindo os de ovário, pulmão, mama e colorretal, sendo que para muitos deles ainda não existem exames de rastreio recomendados. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Este estudo prospetivo e recentemente publicado na revista científica <em>Nature Medicine</em>, designado por Pathfinder 2, foi liderado pelo oncologista da Mayo Clinic, Karthik Giridhar, e envolveu 35878 adultos de idade igual ou superior a 50 anos, que não apresentavam suspeita clínica de cancro.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este teste de deteção precoce de múltiplos tipos de cancro (MCED &#8211; multicancer early detection test) analisa pequenos fragmentos de DNA que as células libertam para a corrente sanguínea. Esses fragmentos apresentam padrões de modificação química (metilação) no DNA que permitem aos investigadores detectar sinais associados às células cancerígenas. Quando um destes sinais é detetado, o teste dá também uma previsão da localização da doença, o que permite aos médicos determinar quais os exames de acompanhamento adequados.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O médico oncologista responsável pelo estudo, Dr. Giridhar, referiu que <strong>um dos desafios no rastreio do cancro é que a maioria dos tipos de cancro não apresenta um exame de rastreio estabelecido</strong> e que este estudo os ajuda a compreender melhor como um exame de sangue para múltiplos tipos de cancro pode <strong>complementar as abordagens de rastreio existentes, ao identificar sinais da doença que, de outra forma, poderiam não ser detetados nos exames de rotina</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores verificaram que 72,8% dos cancros detetados pelo teste MCED eram tipos para os quais não existem recomendações de rastreio disponíveis. O teste permitiu detectar cancros em fases mais iniciais, sendo que outros já se encontravam em estágios mais avançados.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>O médico oncologista Dr. Giridhar reforça também que estes testes ainda não substituem os exames de rastreio de cancro já estabelecidos, mas servem como um complemento às abordagens atuais e ajudam a ampliar o conhecimento sobre a deteção da doença.</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores deste teste de sangue inovador MCED referem que são necessários ensaios clínicos e estudos adicionais para avaliar a sua utilidade na prática clínica e potencial revisão e aprovação pela FDA.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este novo teste de deteção de cancro não substitui, portanto os exames de rastreio tradicionais, como mamografias e colonoscopias, mas serve como um complemento a estes exames. Um resultado positivo no teste indica um risco elevado da presença de cancro e requer testes de diagnóstico convencionais para se obter uma confirmação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode consultar <strong><a href="https://www.nature.com/articles/s41591-026-04618-w">aqui</a></strong> a publicação que descreve este novo teste multicancro. </p>


<div class="wp-block-post-author"><div class="wp-block-post-author__avatar"><img alt='Imagem do avatar' src='https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2023/08/AnaPereira-1.png' srcset='https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2023/08/AnaPereira-1.png 2x' class='avatar avatar-96 photo' height='96' width='96' /></div><div class="wp-block-post-author__content"><p class="wp-block-post-author__byline">Farmacêutica </p><p class="wp-block-post-author__name">Ana Pereira</p></div></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/teste-de-sangue-inovador-na-detecao-de-17-tipos-de-cancro/">Teste de sangue inovador na deteção de 17 tipos de cancro</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/?utm_source=w3tc&utm_medium=footer_comment&utm_campaign=free_plugin

Page Caching using Disk: Enhanced 
Minified using Disk

Served from: salusmagazine.pt @ 2026-10-07 06:03:29 by W3 Total Cache
-->