Investigadores criam penso cardíaco que ajuda na recuperação após enfarte do miocárdio

Investigadores criam penso cardíaco que ajuda na recuperação após enfarte do miocárdio

Publicado na revista científica Materials Today Bio, o método terapêutico foi desenvolvido por investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) e do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC).

doença cardíaca
Foto de Luan Rezende/Pexels

De acordo com vários órgãos de comunicação social (OCS),investigadores das universidades do Porto e de Coimbra desenvolveram um “penso cardíaco inteligente” que, composto por um biomaterial especial, usa os batimentos cardíacos para melhorar a função elétrica e ajudar na recuperação após enfarte do miocárdio.

Publicado na revista científica Materials Today Bio, o método terapêutico foi desenvolvido por investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) e do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC).

Tal como é referido pelos OCS, o penso composto por um biomaterial designado piezoelétrico, usa os batimentos cardíacos para melhorar a função elétrica e ajudar na recuperação após o enfarte do miocárdio. O investigador Lino Ferreira, que lidera a equipa do CNC, esclarece em comunicado aos ocs, que depois de os testes ‘in vitro’ com estes adesivos se terem revelado “muito promissores”, os investigadores decidiram avaliar a sua “eficácia e segurança” em modelos animais no contexto do enfarte do miocárdio. O primeiro autor do artigo, Luís Monteiro, avançou que os testes em ratinhos “mostraram que os biomateriais piezoelétricos melhoram a condução elétrica do coração e ajudam na sua recuperação após enfarte. Além disso, em testes com corações de porco, a aplicação deste dispositivo não interferiu com a função normal do coração, atestando a sua segurança”.

Os investigadores estão agora a explorar outras funcionalidades deste biomaterial no âmbito de um projeto europeu em que participam, o REBORN, para combinar os efeitos benéficos do biomaterial com o potencial de libertação controlada de fármacos para promover a regeneração do tecido cardíaco.