Novo laboratório de biomarcadores da FMUP melhora diagnóstico e tratamento de doenças como cancro ou Alzheimer

Biomarkers 360, financiado pelo PRR em 2,1 milhões de euros, reúne tecnologias para investigar biomarcadores em várias áreas da medicina.

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A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) tem em funcionamento o Biomarkers 360, um novo Laboratório de Biomarcadores que concentra tecnologias destinadas à investigação em áreas como a oncologia, neurologia, genética e anatomia patológica. Financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em cerca de 2,1 milhões de euros, a infraestrutura é disponibilizada pela FMUP e pelo RISE-Health.

O laboratório pretende contribuir para a descoberta de novos biomarcadores associados à doença humana, mas também aprofundar o conhecimento sobre aqueles cuja relevância já está identificada. O trabalho desenvolvido poderá abrir novas possibilidades para o diagnóstico, o acompanhamento da evolução das doenças e a adequação dos tratamentos às características de cada doente.

Na oncologia, uma das aplicações em destaque é a biópsia líquida, que permite analisar amostras de sangue para acompanhar a evolução da doença. “Com uma biópsia líquida, uma simples colheita de sangue, é possível fazer uma deteção muito precoce de algum tipo de agravamento da doença e poder, obviamente, adaptar todo o tratamento em função disso”, explica Rita Barros, uma das coordenadoras do Biomarkers 360, no site da FMUP.

A infraestrutura dispõe também de um equipamento único no país destinado à realização de imunoensaios. Entre as suas aplicações está a identificação de proteínas associadas a doenças neurológicas. “[Permite a] deteção precoce e ao longo do tratamento de proteínas ligadas às demências, como o Alzheimer, e outras doenças neurológicas, como a esclerose múltipla”, acrescenta a investigadora.

A sequenciação genética constitui outra das áreas de aposta. O laboratório está equipado com tecnologia de sequenciação de nova geração, que permite analisar o genoma humano e identificar variantes genéticas associadas a doenças. «Temos equipamentos de sequenciação de nova geração, que nos permitem fazer a sequenciação do genoma humano [e identificar] variantes genéticas que estão associadas a doenças humanas, em grande escala», afirma Joana Marques, que coordena a estrutura juntamente com Rita Barros.

Ao reunir diferentes tecnologias e competências num mesmo espaço, o Biomarkers 360 procura acelerar a investigação e facilitar a aproximação entre os resultados laboratoriais e a sua aplicação na prática clínica. A identificação e monitorização de biomarcadores poderá contribuir para decisões terapêuticas mais ajustadas, acompanhando a evolução da doença e a resposta de cada pessoa ao tratamento. O objetivo final, resume Rita Barros, é “tornar a resposta da medicina, em última instância, mais adequada ao paciente, ao conforto do paciente, à resposta do paciente, ao seu bem-estar”.