SPMI reforça competências e investigação em POCUS

SPMI reforça competências e investigação em POCUS

V Encontro do Núcleo de Estudos de Ecografia da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) realiza-se a 11 de abril, na Escola de Medicina da Universidade do Minho. O objetivo é consolidar a evolução da ecografia à cabeceira do doente (POCUS) e reforçar a articulação entre clínicos de todo o país.

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Os temas centrais – competências em POCUS na Medicina Interna, investigação científica e atualização na doença cardiovascular e tromboembólica – refletem a necessidade de clarificar o papel desta técnica e acompanhar a evolução da evidência científica.

A ecografia clínica é hoje amplamente reconhecida, sendo frequentemente apontada por várias sociedades científicas como o “quinto pilar do exame físico”, com aplicações no diagnóstico e monitorização de doenças cardiovasculares, na gestão da fluidoterapia no doente crítico e no apoio a procedimentos.

Segundo José Mariz, coordenador do Núcleo, o encontro mantém a missão de promover o contacto entre praticantes nacionais, mas assume este ano uma dimensão estratégica acrescida. “Temos um objetivo mais particular neste encontro, que é o de falarmos das vias de investigação científica sobre POCUS, e em colaboração com o Grupo de Investigação em POCUS da Federação Europeia de Medicina Interna”, afirma.

Entre os momentos de destaque está a palestra do Professor Hatem Soliman Abumarie, referência internacional em ecocardiografia, que abordará o estado da arte do POCUS na doença cardiovascular e tromboembólica. A mesa-redonda dedicada à investigação em POCUS, moderada pelo especialista e com a participação de João Neves, coordenador do Grupo de Estudos em Ecografia da Federação Europeia de Medicina Interna, promete igualmente concentrar atenções.

O programa inclui ainda apresentação interativa de casos clínicos e divulgação de trabalhos científicos, reforçando o caráter prático do encontro e promovendo a partilha de experiências. A multidisciplinaridade será outro eixo central, numa área em que, como sublinha José Mariz, “POCUS torna mais eficiente a colaboração entre especialidades, à cabeceira do doente”.

Entre os desafios identificados destacam-se a necessidade de programas robustos de formação contínua, a integração sistemática da informação obtida por POCUS na prática clínica e o desenvolvimento de investigação com metodologia própria.

O encontro pretende, assim, reforçar competências, fomentar redes de colaboração e promover uma utilização mais consistente de POCUS, contribuindo para ganhos em eficiência e qualidade nos cuidados prestados aos doentes no SNS.

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