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	<title>Joana Lemos Garcia - Salus Magazine</title>
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		<title>Cancro colorretal: a importância do rastreio e do diagnóstico precoce</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Garcia e Joana Moleiro Garcia Moleiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2026 05:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[OPINIÃO]]></category>
		<category><![CDATA[Gastrenterologia]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Português de Oncologia de Lisboa]]></category>
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		<category><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo escrito por Joana Lemos Garcia, médica gastrenterologista no Instituto Português de Oncologia de Lisboa e membro da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG)  e Joana Moleiro, médica gastrenterologista no IPO de Lisboa e membro da SPG</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/cancro-colorretal-a-importancia-do-rastreio-e-do-diagnostico-precoce/">Cancro colorretal: a importância do rastreio e do diagnóstico precoce</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
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<h1 class="wp-block-heading">Cancro colorretal: a importância do rastreio e do diagnóstico precoce</h1>
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<h3 class="wp-block-heading"><em>Artigo escrito por</em> <em>Joana Lemos Garcia, médica gastrenterologista no Instituto Português de Oncologia de Lisboa e membro da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG)  e Joana Moleiro, médica gastrenterologista no IPO de Lisboa e membro da SPG</em></h3>
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<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-10-26T05:45:00+00:00">26 de Outubro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br>O cancro do cólon e recto (CCR) é o terceiro cancro mais frequente e a segunda causa de morte por cancro a nível mundial. Em Portugal, o é o tipo de cancro mais frequente em ambos os sexos, com mais de 10 000 novos casos por ano. Em média, todos os dias, 11 portugueses perdem a vida devido à doença. Embora ocorra maioritariamente em indivíduos com idade superior a 50 anos, tem-se registado um aumento da sua incidência em adultos jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como e quem rastrear?</strong><br>Quando detetado atempadamente, este cancro é tratável, apresentando uma taxa de sobrevivência de 90% aos cinco anos após o diagnóstico. Em caso de diagnóstico mais tardio, a taxa de sobrevivência global aos cinco anos cai para cerca de 50%. A implementação de programas de rastreio contribui para a redução da sua incidência e mortalidade, uma vez que deteta um número superior de cancros em fase mais precoce e diminui a incidência da doença ao possibilitar a remoção de lesões precursoras.<br><strong>O rastreio do CCR é realizado através de diferentes exames e estratégias, dependendo do perfil de risco do indivíduo e dos recursos disponíveis, sendo os mais utilizados a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia. A colonoscopia é o método gold standard no rastreio do CCR, uma vez que combina diagnóstico e intervenção terapêutica, possibilitando a colheita de biópsias e a remoção imediata de lesões pré-cancerosas (pólipos).</strong><br>Em Portugal, o programa de rastreio de base populacional destina-se a pessoas dos 50 aos 74 anos, sem critérios de risco acrescido. O método utilizado é um teste imunoquímico de pesquisa de sangue oculto nas fezes. Perante um resultado positivo o doente tem indicação para realização de colonoscopia.<br>Na última década, devido ao aumento de diagnósticos em idades mais jovens, as sociedades internacionais têm mudado a sua posição, recomendando que o rastreio seja iniciado aos 45 anos.<br>Em pessoas com risco aumentado de CCR (doença inflamatória intestinal, alterações genéticas que conferem risco acrescido de cancro, história pessoal ou familiar de pólipos ou CCR), o rastreio é habitualmente realizado por colonoscopia, com início e periodicidade individualizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais os sintomas e sinais de alerta?</strong><br>O CCR pode desenvolver-se durante anos sem provocar sintomas. Sintomas como dor abdominal, sangue nas fezes, perda de peso, alterações no trânsito intestinal, cansaço persistente, nomeadamente associado a anemia, devem motivar avaliação médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como reduzir o risco de CCR?</strong><br>Os fatores de risco para o desenvolvimento do CCR incluem fatores não modificáveis (sexo masculino, idade superior a 50 anos, doença inflamatória do intestino, antecedentes pessoais de CCR ou pólipos do cólon e história familiar) e fatores modificáveis, relacionados com os hábitos e estilo de vida, nomeadamente o consumo excessivo de carne vermelha e processada, uma dieta pobre em frutas e vegetais, o sedentarismo, a obesidade, os hábitos tabágicos e o consumo excessivo de álcool. <br><strong>O World Cancer Research Fund concluiu que 47% de todos os CCR poderiam ser prevenidos pela adoção de um melhor estilo de vida, nomeadamente com alimentação rica em hortícolas, fruta, leguminosas e cereais integrais, a prática regular de atividade física e a manutenção de um peso saudável.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Que desafios se enfrentam hoje na prevenção e acompanhamento da doença?</strong><br>Apesar dos benefícios comprovados do rastreio, de acordo com dados da DGS de 2024, apenas cerca de metade da população aderiu ao rastreio proposto. É, por isso, importante reforçar a informação e a participação da população, assegurar o acesso atempado ao rastreio e garantir que os resultados positivos são seguidos da investigação necessária e, quando indicado, de tratamento.<br>O CCR representa um importante problema de saúde pública, mas existem medidas eficazes para reduzir o seu impacto. Participar no rastreio na idade recomendada, identificar pessoas com risco acrescido, reconhecer os sinais de alerta e adotar hábitos de vida saudáveis são passos fundamentais para a prevenção e diagnóstico precoce do CCR.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/cancro-colorretal-a-importancia-do-rastreio-e-do-diagnostico-precoce/">Cancro colorretal: a importância do rastreio e do diagnóstico precoce</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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