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	<title>Joana Nunes - Salus Magazine</title>
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	<description>A sua publicação de referência para os profissionais de saúde</description>
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	<title>Joana Nunes - Salus Magazine</title>
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		<title>O impacto da obesidade na saúde digestiva</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/o-impacto-da-obesidade-na-saude-digestiva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[OPINIÃO]]></category>
		<category><![CDATA[23 maio]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Nacional de Luta Contra a Obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[Joana Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo escrito por Dra. Joana Nunes, Secretária-Geral da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG)</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/o-impacto-da-obesidade-na-saude-digestiva/">O impacto da obesidade na saúde digestiva</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
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<h1 class="wp-block-heading">O impacto da obesidade na saúde digestiva</h1>
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<h3 class="wp-block-heading"><em><em>Artigo escrito por</em> Dra. Joana Nunes, Secretária-Geral da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG)</em></h3>
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<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="2686" height="3160" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/05/Dr.a-Joana-Nunes_Fotografia-1.jpg" alt="" class="wp-image-15311" style="aspect-ratio:0.8102274613979744;width:368px;height:auto"/></figure>
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<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-05-23T08:00:00+00:00">23 de Maio, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>A obesidade é uma doença crónica que tem um impacto muito importante na saúde digestiva, para além do conhecido risco cardiovascular e metabólico. Está associada a maior risco de doenças do fígado, pâncreas e tubo digestivo, além de poder dificultar tratamentos médicos e cirúrgicos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No esófago e no estômago, a obesidade favorece a doença do refluxo gastroesofágico (azia), devido ao aumento da pressão intra-abdominal. Quando é persistente, o refluxo pode causar inflamação, estreitamento do lúmen do esófago e alterações das suas células (esófago de Barrett), condição associada a maior risco de cancro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fígado, destaca-se a doença hepática associada a disfunção metabólica, também conhecida como “fígado gordo não alcoólico”, atualmente a principal causa de doença hepática crónica. Embora não esteja associado a sintomas, pode progredir para fibrose avançada e cirrose, sobretudo quando existem outros fatores como diabetes mellitus ou consumo de álcool. A perda de peso é a medida mais eficaz para travar e até reverter esta doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A obesidade aumenta também o risco de pedras na vesícula biliar e das suas complicações, como a colecistite e a pancreatite aguda, podendo agravar a evolução destas doenças.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No que diz respeito ao intestino grosso, o peso excessivo pode dificultar procedimentos como a colonoscopia e aumentar o risco de complicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, <strong>a obesidade está associada a um maior risco de vários cancros digestivos, incluindo do esófago, fígado, pâncreas e cólon e reto. Esta relação deve-se, em parte, a um estado de inflamação crónica no organismo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As consequências são uma maior utilização de recursos de saúde, um aumento de complicações perioperatórias, internamentos prolongados e impacto negativo na qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A prevenção primária é essencial, através da promoção de um estilo de vida saudável, com uma alimentação equilibrada e atividade física regular. É igualmente importante reconhecer que a obesidade é uma doença que deve ser tratada</strong>. A abordagem deve ser multidisciplinar, envolvendo vários profissionais de saúde, estratégias individualizadas baseadas na modificação do estilo de vida, apoio psicológico, terapêutica farmacológica e, em casos selecionados, tratamento endoscópico ou cirúrgico da obesidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reduzir o peso não é apenas uma questão estética – é uma forma de prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste Dia Nacional de Luta Contra a Obesidade, que hoje se assinala, a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia sublinha que a obesidade pode e deve ser tratada e que uma intervenção precoce permite evitar muitas das suas complicações digestivas.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/o-impacto-da-obesidade-na-saude-digestiva/">O impacto da obesidade na saúde digestiva</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Dia Mundial das Hepatites Virais: Eliminar as hepatites virais até 2030: Missão Possível?</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/dia-mundial-das-hepatites-virais-eliminar-as-hepatites-virais-ate-2030-missao-possivel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lara Salgueiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[OPINIÃO]]></category>
		<category><![CDATA[Hepatite Viral]]></category>
		<category><![CDATA[Joana Nunes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo escrito por Joana Nunes, Gastrenterologista e Hepatologista no Hospital da Luz, Secretária-Geral da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia.</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/dia-mundial-das-hepatites-virais-eliminar-as-hepatites-virais-ate-2030-missao-possivel/">Dia Mundial das Hepatites Virais: Eliminar as hepatites virais até 2030: Missão Possível?</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
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<h1 class="wp-block-heading">Dia Mundial das Hepatites Virais: Eliminar as hepatites virais até 2030: Missão Possível?</h1>
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<h3 class="wp-block-heading">Artigo escrito por Joana Nunes, Gastrenterologista e Hepatologista no Hospital da Luz, Secretária-Geral da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia.</h3>
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</div>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1200" height="750" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2025/07/Mariana-Marques-Ribeiro-22.png" alt="" class="wp-image-11606"/></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2025-07-28T15:00:00+00:00">28 de Julho, 2025</time></div>


<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">No Dia Mundial das Hepatites Virais, a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) junta-se ao apelo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para eliminar as hepatites virais como ameaça à saúde pública até 2030. Em Portugal, apesar dos avanços, persistem desafios.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que são as hepatites virais?</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">São infeções do fígado causadas por vírus (A, B, C, D e E). As hepatites A e E são agudas e transmitem-se pelo consumo de alimentos ou água contaminados. A hepatite E pode também estar associada ao consumo de carne mal cozinhada. As hepatites B, C e D podem tornar-se crónicas e transmitem-se pelo contacto com sangue contaminado, relações sexuais desprotegidas ou da mãe para o bebé durante a gravidez ou parto, sobretudo em países sem rastreio materno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De referir que a hepatite A, apesar de não ser uma infeção sexualmente transmissível, tem estado associada a surtos em homens que têm sexo com homens, devido a práticas que envolvem contacto fecal-oral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As formas crónicas (hepatites B, C e D) são as que representam uma ameaça maior, podendo evoluir para cirrose e cancro do fígado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de potencialmente graves, as hepatites virais crónicas são silenciosas: os sintomas só surgem muito tardiamente, quando já há lesão hepática significativa. Por isso, o rastreio é fundamental. A Direção-Geral da Saúde recomenda que todos os adultos realizem o teste da hepatite B e C pelo menos uma vez na vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As hepatites só afetam os “grupos de risco”?</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não. Embora as hepatites virais crónicas sejam mais frequentes em utilizadores de drogas injetáveis ou em homens que têm sexo com homens, um terço dos casos ocorre em pessoas fora destes grupos. Apostar apenas no rastreio dirigido leva a falhas na deteção.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Situação em Portugal</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portugal tem feito progressos: investimento em estratégias como testes rápidos combinados (VIH, VHB e VHC), rastreios em farmácias comunitárias, ações em meio prisional e campanhas de literacia em saúde do fígado. Como resultado, tem-se assistido a um aumento do diagnóstico das hepatites virais. No que diz respeito ao tratamento, o destaque vai para a hepatite C com mais de 30 mil doentes tratados nos últimos 10 anos, com taxas de cura superiores a 97%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação à prevenção, Portugal tem uma das melhores coberturas vacinais contra hepatite B da Europa com 99% dos recém-nascidos vacinados com a 1.ª dose.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que falta fazer?</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos disponíveis as ferramentas necessárias para diagnosticar e tratar: medicamentos muito eficazes que curam a hepatite C e controlam a hepatite B. Apesar disto, estamos muito longe da meta da OMS para eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030. Estima-se que apenas 13% das pessoas infetadas com o VHB e 36% das pessoas infetadas com o VHC estejam diagnosticadas. Das pessoas diagnosticadas, muitas não têm acesso a tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É urgente detetar novos casos. Isso exige maior sensibilização da população e dos médicos de medicina geral e familiar para o rastreio universal. Precisamos também de aproximar os cuidados de saúde das populações vulneráveis como pessoas em situação de sem-abrigo, migrantes e toxicodependentes e reforçar a vacinação de grupos-chave. Por fim, é essencial combater o estigma, que afasta muitas pessoas do diagnóstico e do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste Dia Mundial das Hepatites Virais, a SPG apela para que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Faça o rastreio: teste-se pelo menos uma vez na vida para hepatite B (AgHBs) e hepatite C (anti-VHC);</li>



<li>Confirme se está vacinado contra as hepatites A e B;</li>



<li>Partilhe informação e combata o estigma.</li>
</ul>



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