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	<title>terapeutica - Salus Magazine</title>
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	<description>A sua publicação de referência para os profissionais de saúde</description>
	<lastBuildDate>Sun, 17 May 2026 11:31:37 +0000</lastBuildDate>
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	<title>terapeutica - Salus Magazine</title>
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	<item>
		<title>Estudo da Universidade de Aveiro identifica peptídeos com potencial terapêutico no cancro da próstata</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/estudo-da-universidade-de-aveiro-identifica-peptideos-com-potencial-terapeutico-no-cancro-da-prostata/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Eugénio Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2026 11:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[INVESTIGAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[Bárbara Matos]]></category>
		<category><![CDATA[cancro da próstata]]></category>
		<category><![CDATA[Departamento de Ciências Médicas da Universidade Aveiro]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Juliana Felgueiras]]></category>
		<category><![CDATA[Margarida Fardilha]]></category>
		<category><![CDATA[peptídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Renato Rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[terapeutica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Investigadores da Universidade de Aveiro desenvolvem peptídeos experimentais que reduzem significativamente a viabilidade de células de cancro da próstata em modelos laboratoriais</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/estudo-da-universidade-de-aveiro-identifica-peptideos-com-potencial-terapeutico-no-cancro-da-prostata/">Estudo da Universidade de Aveiro identifica peptídeos com potencial terapêutico no cancro da próstata</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Estudo da Universidade de Aveiro identifica peptídeos com potencial terapêutico no cancro da próstata</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">Equipa de investigadores da Universidade de Aveiro identifica peptídeos experimentais capazes de reduzir significativamente a viabilidade de células de cancro da próstata, num trabalho que poderá abrir novas perspetivas terapêuticas para esta doença oncológica.</h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/05/ua.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: ua"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Universidade de Aveiro<br>Margarida Fardilha e Renato Rodrigues,  investigadores do Departamento de Ciências Médicas da Universidade de Aveiro e autores do estudo</figcaption></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-05-17T11:35:00+00:00">17 de Maio, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br>O <strong>estudo centrou-se na proteína fosfatase 1 (PP1), uma enzima envolvida em vários processos celulares e que, segundo investigações recentes, poderá desempenhar um papel importante na progressão do cancro da próstata ao aumentar a atividade do recetor de androgénio, incluindo em formas resistentes à terapêutica hormonal.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para explorar esta hipótese, os investigadores testaram peptídeos desenhados para mimetizar domínios específicos do recetor de androgénio (AR), funcionando como “iscos moleculares” dirigidos à PP1. Estes compostos foram combinados com bioportídeos conhecidos como MSS1 e mitoparan e avaliados em duas linhas celulares de cancro da próstata: LNCaP e PC3.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O trabalho foi desenvolvido por Renato Rodrigues, Juliana Felgueiras, Bárbara Matos e Margarida Fardilha, do Departamento de Ciências Médicas da universidade, em colaboração com investigadores do Instituto Português de Oncologia do Porto e da University of Wolverhampton.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados demonstraram que os peptídeos foram capazes de entrar nas células tumorais, sendo que um deles revelou maior capacidade de internalização celular. Quando utilizados individualmente, os compostos já conseguiam reduzir a viabilidade celular, mas o efeito revelou-se mais expressivo quando os três peptídeos foram administrados em conjunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os investigadores, “a combinação reduziu a viabilidade celular para cerca de 68% nas células LNCaP e 80% nas células PC3, sugerindo um efeito antitumoral potencialmente relevante em contexto laboratorial”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Curiosamente, <strong>os autores não observaram alterações na expressão do recetor de androgénio nem do antigénio específico da próstata (PSA), dois biomarcadores frequentemente associados à progressão da doença</strong>. Este resultado sugere que os mecanismos de ação envolvidos poderão ser diferentes dos habitualmente explorados nas terapias hormonais dirigidas ao cancro da próstata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores sublinham, no entanto, que serão necessários estudos adicionais para compreender em detalhe os mecanismos moleculares envolvidos e avaliar o potencial clínico destes bioportídeos.</p>



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		<item>
		<title>Novas opções terapêuticas na Dermatite Atópica</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/farmacos-inovadores-na-dermatite-atopica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 14:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ATUALIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[comichao]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[dermatite atopica]]></category>
		<category><![CDATA[terapeutica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existem novas opções terapêuticas disponíveis em Portugal para lutar contra a dermatite atópica, com vista ao controlo da comichão e inflamação crónica, desencadeando menos efeitos secundários do que os utilizados tradicionalmente.</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/farmacos-inovadores-na-dermatite-atopica/">Novas opções terapêuticas na Dermatite Atópica</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Novas opções terapêuticas na Dermatite Atópica</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">A Dermatite Atópica é uma doença que se manifesta frequentemente em crianças. Existem novas opções terapêuticas disponíveis em Portugal, com vista ao controlo da comichão e inflamação crónica, desencadeando menos efeitos secundários do que os utilizados tradicionalmente.</h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/02/dermatite.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: dermatite"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">8 de Fevereiro, 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória crónica da pele, comum em crianças em Portugal, sendo que a sua incidência tem vindo a aumentar ao longo dos últimos 40 anos, e atualmente estima-se que afete entre 10% a 20% da população pediátrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A DA é uma doença muito comum, mais frequente em áreas urbanas e normalmente surge no primeiro ano de vida e cerca de 80-90% dos casos antes dos 5 anos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Provoca comichão intensa (prurido), pele seca, vermelhidão, inflamação, piorando com banhos quentes, suor, mudanças climáticas, produtos abrasivos, <em>stress</em> e também pode ser desencadeada devido a alergias alimentares (como o ovo e o amendoim).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento baseia-se numa hidratação intensiva (com cremes sem perfume e com ceramidas, glicerina, ou ácido hialurónico) e cremes anti-inflamatórios tópicos (Corticosteroides e imunomoduladores para inflamação).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recomendam-se cuidados como banhos curtos, com água morna, usando produtos suaves (pH neutro), evitar alimentos que desencadeiam alergias (no caso de alergias alimentares que desencadeiam DA), controlar o <em>stress</em>, usar roupas de algodão, e evitar agentes irritantes para a pele da criança. Para casos mais graves, pode ser necessária a toma de corticoides orais, imunossupressores ou biológicos (em ambiente hospitalar).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A DA é frequente na infância, estando ligada a alergias como asma e rinite, e o prognóstico normalmente é favorável, melhorando com a idade (aproximadamente 60% das crianças apresentam diminuição ou desaparecimento completo das lesões antes da puberdade), sendo necessário acompanhamento médico para casos moderados a graves.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É fundamental o diagnóstico e acompanhamento médico para um plano de tratamento adequado, pois a DA afeta a qualidade de vida e pode levar a infeções. Deve também recorrer ao seu farmacêutico que lhe aconselhará os melhores produtos a utilizar para atenuar os sintomas na pele da sua criança e melhorar o seu bem-estar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem disponíveis em Portugal novas opções terapêuticas para o tratamento da dermatite atópica moderada a grave utilizadas na clínica, que reduzem a inflamação mais eficientemente, reduzindo a necessidade de corticoides sistémicos e controlando a doença por um tempo mais alargado: as terapias biológicas/ anticorpos monoclonais&nbsp;biológicos como o&nbsp;Lebriquizumabe (EGGLESS®) aprovado recentemente,&nbsp;além do&nbsp;Dupilumabe (Dupixent®)&nbsp;já aprovado, mas com extensão da idade de uso incluindo bebés,&nbsp;inibidores tópicos de JAK (Janus Quinase)&nbsp;(ainda se encontram em desenvolvimento, atuam localmente provocando menos efeitos secundários do que os sistémicos) e&nbsp;inibidores orais de JAK&nbsp;(como baricitinibe , abrocitinibe e upadacitinibe, que atuam sistemicamente para combater a inflamação, sendo indicados para casos graves. Há ainda terapias topicas inovadoras como o ruxolitinibe (inibidor JAK) em creme, indicado para casos leves a moderados, e o crisaborole (inibidor da fosfodiesterase-4) também utilizado para reduzir a inflamação e a comichão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há outros fármacos inovadores que se encontram ainda em investigação, nomeadamente inibidores de IL-31 (relacionados à comichão intensa) , estando a decorrer ensaios clínicos para dermatite atópica direcionados a novas terapias biológicas e pequenas moléculas para casos moderados a graves.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes novos fármacos designados também por “bioterapias” constituem importantes alternativas aos tratamentos tradicionais, cujo alvo são vias inflamatórias específicas para controlo da comichão e inflamação crónica, e desencadeando menos efeitos secundários sistémicos do que os imunossupressores tradicionais da prática clínica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos recentes sugerem que os agentes probióticos podem ser potencialmente benéficos na dermatite atópica, sendo que as crianças a tomar probióticos reportaram uma redução nos sintomas como prurido e vermelhidão. Contudo, os resultados ainda são discutíveis e são necessários estudos futuros para avaliar os efeitos dos probióticos na dermatite atópica a longo-prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong><a href="https://www.adermap.pt/" title="">ADERMAP &#8211; Associação Dermatite Atópica Portugal</a></strong> &#8211; uma associação sem fins lucrativos que apoia e defende os direitos dos doentes que vivem com DA, faculta programas de acesso a dermocosméticos.  Promove iniciativas como o programa CuiDAr, que oferece comparticipação especial em produtos de higiene e hidratação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É recomendado consultar os seus profissionais de saúde incluindo um dermatologista e o seu farmacêutico, para saber quais as opções mais adequadas a cada caso, avaliando a gravidade da dermatite atópica em questão.&nbsp;</p>



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<div class="wp-block-post-author"><div class="wp-block-post-author__avatar"><img alt='Imagem do avatar' src='https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2023/08/AnaPereira-1.png' srcset='https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2023/08/AnaPereira-1.png 2x' class='avatar avatar-96 photo' height='96' width='96' /></div><div class="wp-block-post-author__content"><p class="wp-block-post-author__byline">Farmacêutica </p><p class="wp-block-post-author__name">Ana Pereira</p></div></div>


<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"></div>
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<p class="wp-block-paragraph"></p>O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/farmacos-inovadores-na-dermatite-atopica/">Novas opções terapêuticas na Dermatite Atópica</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Medicamentos GLP-1 utilizados noutras doenças além da diabetes e obesidade</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/avancos-cientificos-na-utilizacao-dos-farmacos-glp-1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 18:28:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[INVESTIGAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[GLP-1]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[terapeutica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Avanços cientificos na utilizacao dos medicamentos GLP-1</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Medicamentos GLP-1 utilizados noutras doenças além da diabetes e obesidade</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">Medicamentos GLP-1 para tratar a diabetes tipo 2 revolucionam terapêutica da perda de peso e há avanços científicos que promovem a sua utilização noutras patologias, como doenças neurodegenerativas, cardiovasculares e inflamatórias.</h3>
</div>
</div>



<div class="wp-block-cover is-light" style="min-height:100vh;aspect-ratio:unset;"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1200" height="750" class="wp-block-cover__image-background wp-image-14008 size-full" alt="" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/02/glp1-1.jpg" data-object-fit="cover"/><span aria-hidden="true" class="wp-block-cover__background has-background-dim" style="background-color:#c3d5da"></span><div class="wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-large-font-size wp-block-paragraph">GLP-1</p>
</div></div>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-02-06T18:28:02+00:00">6 de Fevereiro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>Os medicamentos GLP-1 (agonistas do recetor do péptido semelhante ao glucagon tipo 1) são fármacos desenvolvidos para o tratamento da diabetes tipo 2 e que vieram revolucionar as terapêuticas utilizadas na obesidade, devido à sua capacidade de suprimir o apetite e retardar o esvaziamento gástrico</strong>, aumentando a saciedade, levando a uma redução na ingestão calórica, sendo também benéficos na redução de riscos cardiovasculares e renais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Avanços científicos recentes promovem a sua utilização em doenças inflamatórias, esteatose hepática e neurológicas, sendo que a OMS os caracteriza como medicamentos essenciais. <strong>A OMS reforça que estes devem fazer parte de um plano que inclui mudanças do estilo de vida (com a implementação de um plano alimentar mais saudável e a prática de exercício fisico) e os pacientes devem ter um acompanhamento por parte dos profissionais de saúde</strong>. <br><br>Estes medicamentos agonistas de GLP-1 , comercializados em Portugal e autorizados pelo Infarmed : o Ozempic / Rybelsus/ Wegovy (semaglutido) , Mounjaro (tirzepatida), Saxenda/Victoza (liraglutido) e Trulicity (dulaglutido), além de reduzir a glicémia e o apetite, diminuem a gordura visceral e no fígado, e reduzem riscos de mortalidade prematura. <strong>O Infarmed alerta para o risco da sua falsificação, o que pode trazer graves riscos para a saúde pública, pelo que só devem ser adquiridos nas farmácias</strong> e aconselha os doentes que pensam utilizar estes medicamentos a falarem com um médico e nunca os devem adquirir sem receita médica ou fora das farmácias. Saiba mais <strong><a href="https://www.infarmed.pt/web/infarmed/cidadaos/saber-mais-sobre/campanhas?p_p_id=101&amp;p_p_lifecycle=0&amp;p_p_state=maximized&amp;p_p_mode=view&amp;_101_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&amp;_101_returnToFullPageURL=https%3A%2F%2Fwww.infarmed.pt%2Fpt%2Fweb%2Finfarmed%2Fcidadaos%2Fsaber-mais-sobre%2Fcampanhas%3Fp_auth%3DHn170KiM%26p_p_id%3D3%26p_p_lifecycle%3D1%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_state_rcv%3D1&amp;_101_assetEntryId=11573545&amp;_101_type=content&amp;_101_urlTitle=ema-e-hma-alertam-para-aumento-da-venda-de-medicamentos-ilegais-comercializados-como-analogos-do-glp-1&amp;inheritRedirect=false" title="">aqui</a>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Novos estudos direcionam a sua utilização para apneia do sono, alcoolismo, doenças neurodegenerativas, doenças inflamatórias, nomeadamente doenças inflamatórias intestinais, doenças cardiovasculares e metabólicas (observando-se com estes medicamentos uma redução de 10% a 20% nos riscos de insuficiência cardíaca, pneumonia e inflamação sistémica), doenças autoimunes e reumatológicas, como a artrite reumatoide, lúpus e osteoartrite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os agonistas do recetor de GLP-1&nbsp;demonstraram efeitos neuroprotetores em doenças neurológicas, em Alzheimer e Parkinson, devido à redução da inflamação cerebral, efeitos anti-inflamatórios e potenciando a ação da insulina. O<strong>s avanços na investigação científica sugerem que o uso de GLP-1 pode ser benéfico e retardar a progressão das doenças neurodegenerativas. </strong>Os estudos promissores, ainda preliminares, indicam redução de risco de demência (até 68%) e possíveis benefícios em derrames (AVC) e esclerose múltipla.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os efeitos adversos mais comuns dos agonistas do recetor GLP-1 &nbsp;são gastrointestinais, incluindo náuseas, vómitos, diarreia, obstipação e dor abdominal, ocorrendo principalmente no início do tratamento ou no aumento da dose</strong>. Podem ocorrer em situações mais graves e raras, pancreatite e problemas na vesícula biliar.&nbsp;Pacientes mais sensíveis podem ainda experienciar arritmia e taquicardia com a sua utilização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes medicamentos são contraindicados para pessoas com histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular da tiróide ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (NEM 2), doença renal grave ou se houver alergia a algum dos componentes dos medicamentos. <strong>O uso deve ser evitado durante a gravidez e amamentação.&nbsp;Em casos de doenças pancreáticas devem ser utilizados com precaução, nomeadamente se houver historial de pancreatite</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já se encontram comercializados suplementos direcionados para pacientes a tomar GLP-1, desenvolvidos especificamente para apoiar as necessidades nutricionais de quem utiliza estes medicamentos, podendo ter aconselhamento com o seu farmacêutico.</p>



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<div class="wp-block-post-author"><div class="wp-block-post-author__avatar"><img alt='Imagem do avatar' src='https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2023/08/AnaPereira-1.png' srcset='https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2023/08/AnaPereira-1.png 2x' class='avatar avatar-96 photo' height='96' width='96' /></div><div class="wp-block-post-author__content"><p class="wp-block-post-author__byline">Farmacêutica </p><p class="wp-block-post-author__name">Ana Pereira</p></div></div>


<p class="wp-block-paragraph"></p>O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/avancos-cientificos-na-utilizacao-dos-farmacos-glp-1/">Medicamentos GLP-1 utilizados noutras doenças além da diabetes e obesidade</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Terapia experimental em fase pré-clínica elimina Cancro Pancreático </title>
		<link>https://salusmagazine.pt/terapia-experimental-elimina-cancro-pancreatico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[INVESTIGAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[cancro pancreático]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[pâncreas]]></category>
		<category><![CDATA[terapeutica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salusmagazine.pt/?p=13965</guid>

					<description><![CDATA[<p>Investigadores do Centro Nacional de Investigações Oncológicas desenvolvem terapia experimental, conseguindo eliminar o Cancro Pancreático.</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/terapia-experimental-elimina-cancro-pancreatico/">Terapia experimental em fase pré-clínica elimina Cancro Pancreático </a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Oncologista espanhol Mariano Barbacid elimina Cancro do Pâncreas a nível experimental</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">Investigadores do Centro Nacional de Investigações Oncológicas (CNIO) em Madrid, desenvolvem terapia experimental, conseguindo eliminar o Cancro Pancreático. Esta terapia revela-se muito promissora, mas ainda se encontra numa fase pré-clínica, não podendo ser ainda utilizada no tratamento de pacientes.</h3>
</div>
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<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/02/cancro_pancreas.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: cancro_pancreas-2"/></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-02-05T14:00:00+00:00">5 de Fevereiro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br>O grupo de investigação liderado por Mariano Barbacid, do Centro Nacional de Investigações Oncológicas (CNIO), em Madrid, desenvolveu uma nova terapia experimental que conseguiu eliminar o Cancro Pancreático a nível laboratorial. Este estudo, publicado na revista científica <em>PNAS</em>, revela-se muito promissor no tratamento do cancro pancreático, um dos mais difíceis de tratar, contudo, ainda se encontra numa fase preliminar e terão de se fazer ensaios clínicos antes de poder ser aplicada no tratamento de pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esta terapia baseia-se na combinação de três fármacos que atuam em alvos críticos do desenvolvimento e progressão do cancro do pâncreas, bloqueando os mecanismos responsáveis pelo início da doença e a sua proliferação</strong>, bem como a resistência aos tratamentos normalmente utilizados nestes tumores. Além da supressão dos tumores mesmo após o fim do tratamento, não se revelaram sinais de toxicidade relevante.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O cancro pancreático é um dos tumores mais agressivos e letais, com uma taxa de sobrevivência muito reduzida</strong>. Gastroenterologistas alertam para o aumento deste tipo de cancro que é a quarta causa de morte por cancro na Europa.  Em Portugal, também tem um impacto relevante, sendo a sexta causa de morte por cancro, estimando-se que até 2035 seja a segunda causa de morte oncológica. <strong>É uma doença &#8220;silenciosa&#8221;, difícil de diagnosticar numa fase precoce, sendo que normalmente o diagnóstico é feito entre os 55 e os 79 anos</strong>.<br><br>Portugal também investe na investigação e descoberta de terapêuticas para o cancro pancreático, tendo centros de excelência como o Botton-Champalimaud Pancreatic Center, em Lisboa, sendo que no Porto também ha investigadores empenhados em impedir a comunicação entre células cancerígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como medidas de prevenção, recomenda-se a adoção de um estilo de vida saudável, com uma dieta rica em vegetais, fruta, carnes brancas e magras, praticar exercício fisico regularmente, manter um peso corporal saudável, não fumar (este é um factor de risco significativo) e limitar o consumo de bebidas alcoólicas</strong>, uma vez que 90-95% dos casos este tipo de cancro se deve a fatores ambientais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso de detetar sintomas como dor abdominal ou nas costas, perda de peso e icterícia (pele amarela), deve procurar um médico imediatamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não existe um rastreio para o cancro do pâncreas para a população em geral por este não ser custo-efetivo. Contudo, há rastreios recomendados para grupos de alto risco, como pessoas com história familiar forte de cancro do pâncreas (dois ou mais parentes de 1.º grau), doenças crónicas com predisposições genéticas, ou síndromes hereditários, que fazem exames como ecoendoscopia e ressonância magnética. O rastreio nos indivíduos de alto risco baseia-se em identificar lesões precursoras/lesões pré-invasivas e tumores invasivos precoces.</p>



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<div class="wp-block-post-author"><div class="wp-block-post-author__avatar"><img alt='Imagem do avatar' src='https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2023/08/AnaPereira-1.png' srcset='https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2023/08/AnaPereira-1.png 2x' class='avatar avatar-96 photo' height='96' width='96' /></div><div class="wp-block-post-author__content"><p class="wp-block-post-author__byline">Farmacêutica </p><p class="wp-block-post-author__name">Ana Pereira</p></div></div>


<p class="wp-block-paragraph"></p>O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/terapia-experimental-elimina-cancro-pancreatico/">Terapia experimental em fase pré-clínica elimina Cancro Pancreático </a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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