Utilização de medicamentos genéricos aumentou em Portugal

Utilização de medicamentos genéricos aumentou em Portugal

Ao longo dos últimos anos a utilização de medicamentos genéricos em Portugal tem vindo a aumentar. Em 2015 o consumo anual destes medicamentos rondava os 64 milhões de embalagens dispensadas, evoluindo para cerca de 90 milhões em 2024.

Os medicamentos genéricos em Portugal, como em qualquer parte do mundo, desempenham um papel fundamental na acessibilidade dos cidadãos com doença aos tratamentos, contribuindo ainda para a redução da despesa do Estado e dos utentes com medicamentos.

De acordo com o Infarmed, ao longo dos últimos anos a utilização de medicamentos genéricos, em Portugal, tem vindo a aumentar. Em 2015 o consumo anual destes medicamentos rondava os 64 milhões de embalagens dispensadas, evoluindo para cerca de 90 milhões em 2024.

Durante o mesmo período de 10 anos, foram comparticipados 731 novos medicamentos genéricos.

A utilização dos medicamentos genéricos em Portugal tem registado uma constante evolução positiva, desde os 47% em 2015 houve um aumento superior a cinco pontos percentuais, registando-se no final de 2024 uma utilização de 52,2%, um valor nunca antes registado no nosso país. De salientar que este valor é medido no ‘mercado total’, ou seja, tendo em conta a comercialização do total de medicamentos, mesmos para aqueles em que não existem ainda genéricos disponíveis. Se contabilizarmos apenas o mercado em que os medicamentos de referência (ou marca) apresentam pelo menos um genérico, o valor de utilização destes medicamentos situa-se atualmente nos 64,9% o que atesta bem não só a grande disponibilidade de medicamentos genéricos no nosso país, como a confiança que os portugueses neles depositam.

Quanto ao investimento feito pelo Serviço Nacional de Saúde, no financiamento (comparticipação) dos medicamentos genéricos, no ano de 2015, esse valor situou-se aproximadamente nos 256 milhões de euros e no ano de 2024 quase nos 453 milhões de euros.

A utilização de genéricos permite atenuar o impacto da despesa com medicamentos no orçamento do Serviço Nacional de Saúde, permitindo reinvestir recursos em outras áreas da saúde, como inovação terapêutica e investigação.

Os medicamentos genéricos passam por rigorosos testes de bioequivalência para garantir que têm o mesmo efeito terapêutico que os medicamentos de referência.

Fonte: Infarmed