Investigadora portuguesa da Universidade do Minho estuda fungo detetado em tumores

Investigadora portuguesa da Universidade do Minho estuda fungo detetado em tumores

Rosana Alves, investigadora da Universidade do Minho, participa em programa da FCT de mobilidade científica internacional com investigação sobre o cancro, desenvolvendo novas técnicas que permitirão concretizar as próximas fases da sua investigação e projectando Portugal na comunidade científica internacional.

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Rosana Alves, investigadora do Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA) da Escola de Ciências da Universidade do Minho, natural de Ponte de Lima, participou numa ação de mobilidade científica na Bélgica, no âmbito do Programa de Mobilidade da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). 

O Programa FCT Mobility destina-se a apoiar a mobilidade internacional de investigadores/as, financiando as estadias de media e longa duração de investigadores portugueses no estrangeiro ou de investigadores estrangeiros em instituições nacionais, com vista a realização de actividades de investigação. Saiba mais aqui.

A investigadora estuda um fungo ambiental, Candida albicans, presente normalmente no trato gastrointestinal humano, sendo que este fungo pode levar a problemas de saúde quando este equilíbrio é perturbado: quando o sistema imunitário se encontra enfraquecido, o uso de antibióticos causa um desequilíbrio da microbiota (flora intestinal), quando a barreira intestinal é danificada, pode levar à sua proliferação e desencadear diversos problemas de saúde como doenças inflamatórias intestinais, imunossupressão, sintomas sistémicos (fadiga crónica, irritabilidade, ansiedade), entre outros. 

Este fungo, é detetado em vários tumores, sendo este o foco da investigação de Rosana Alves que levou a sua investigação à mobilidade internacional e nesse programa desenvolveu trabalho experimental muito relevante, nomeadamente a criação de uma coleção de isolados clínicos e de estirpes mutantes de Candida albicans, assim como a otimização de um modelo in vivo baseado em células tumorais humanas do sistema gastrointestinal. Estes avanços científicos vão permitir direcionar e concretizar as próximas fases da sua investigação. 

A investigadora sublinha a importância das experiências científicas internacionais, que permitem adquirir técnicas inovadoras, e integrar numa rede de colaboração com profissionais de excelência, melhorando a visibilidade das instituições portuguesas na comunidade científica internacional.

A investigação neste campo é promissora uma vez que este fungo comensal pode promover o desenvolvimento e progressão de tumores, especialmente orais, gástricos e colorretais. Os estudos realizados revelam que o fungo pode aumentar a agressividade das células cancerígenas, facilitando a migração e metástase, além de contribuir para a inflamação crónica e desestabilizar o genoma celular.