Ordem dos Farmacêuticos propõe criação de reserva estratégica nacional de medicamentos
Proposta pretende reforçar a capacidade de resposta do país perante emergências em saúde pública e eventuais ruturas de abastecimento.

Sugestão foi apresentada no âmbito do Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência, na sequência de uma recente reunião com a Secretária de Estado da Saúde.
Segundo a Ordem dos Farmacêuticos (OF), “o atual contexto internacional, marcado por instabilidade geopolítica, eventos climáticos extremos e riscos sanitários emergentes, evidencia a necessidade de Portugal reforçar a sua preparação e autonomia”. Entre os principais cenários de risco identificados estão “surtos epidémicos de elevada transmissibilidade, fenómenos naturais, situações de bioterrorismo e falhas nas cadeias globais de abastecimento”.
A experiência recente da pandemia veio expor fragilidades estruturais, nomeadamente a forte dependência externa do país no fornecimento de medicamentos, hemoderivados e dispositivos médicos. Esta realidade, sublinha a OF, torna “urgente o desenvolvimento de mecanismos nacionais que permitam antecipar e mitigar impactos em situações críticas”.
A proposta prevê a criação de uma reserva com expressão nacional e regional, capaz de assegurar o fornecimento rápido, fiável e equitativo de medicamentos e produtos de saúde, sobretudo quando há necessidade de resposta em larga escala.
De acordo com a entidade, a disponibilidade atempada destes recursos constitui um “fator determinante para a eficácia das respostas em saúde pública e para a proteção dos cidadãos em contextos de crise”.
A OF defende ainda que esta medida deve ser articulada com a futura reserva estratégica europeia, funcionando como “um instrumento complementar que reforça a resiliência do sistema de saúde nacional”. Com esta proposta, a instituição pretende assim contribuir para um modelo mais robusto de preparação e resposta, capaz de enfrentar desafios complexos e garantir maior segurança no acesso a medicamentos em Portugal.



