Rui Santos Ivo reconduzido como presidente do Infarmed
A decisão foi aprovada em Conselho de Ministros e inclui ainda a nomeação de Eduardo Costa e Raquel Ascensão como vogais do conselho de administração da autoridade reguladora do medicamento.

Especialista em Farmácia Hospitalar e emérito em assuntos regulamentares, Rui Santos Ivo tem desenvolvido um percurso de relevo a nível nacional e europeu na área da regulação do medicamento e das políticas de saúde. Em 2024, foi distinguido com o Prémio Pegadas, atribuído pelo Conselho do Colégio de Especialidade de Farmácia Hospitalar da Ordem dos Farmacêuticos, e, em 2025, recebeu o título de Figura do Ano dos Prémios Almofariz.
Desde março deste ano, Rui Santos Ivo acumula a presidência do Infarmed com a liderança da Agência Europeia do Medicamento (EMA), organismo responsável pela avaliação científica, supervisão e monitorização da segurança dos medicamentos na União Europeia. No plano europeu, desempenha também funções como vice-presidente do Comité Técnico Permanente da Declaração de Valletta, iniciativa que promove a cooperação entre Estados-membros na negociação de preços e acesso a medicamentos.
Ao longo da sua carreira, Rui Santos Ivo exerceu vários cargos de responsabilidade no setor da saúde. Foi presidente da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) entre 2014 e 2016, após ter assumido a vice-presidência da mesma entidade entre 2011 e 2014, tendo participado ativamente na definição de políticas públicas e na gestão do Serviço Nacional de Saúde.
O seu percurso internacional inclui ainda funções como administrador na direção da EMA, em Londres, entre 2000 e 2002, e cargos executivos na Unidade Farmacêutica da Direção-Geral das Empresas e Indústria, em Bruxelas, entre 2006 e 2008. Destaca-se igualmente o facto de ter sido o primeiro presidente do Grupo de Coordenação das Autoridades do Medicamento da União Europeia, entre 2004 e 2005.
Entre 2008 e 2011, Rui Santos Ivo foi diretor-executivo da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA), consolidando uma carreira marcada pela articulação entre regulação, indústria, políticas públicas e cooperação europeia. A sua recondução na presidência do Infarmed é vista como um sinal de continuidade num período particularmente exigente para o setor do medicamento, marcado por desafios como a inovação terapêutica, a segurança do abastecimento e o reforço da coordenação regulatória a nível europeu.



