Setembro é o mês de sensibilização para a Fibrose Pulmonar

Setembro é o mês de sensibilização para a Fibrose Pulmonar

Especialistas destacam importância de reconhecer cedo os sintomas de fibrose pulmonar — falta de ar, tosse seca, fadiga e aperto no peito — para melhorar a qualidade de vida e aumentar a sobrevivência dos doentes.

Setembro dá voz à Fibrose Pulmonar: “Os sintomas estão à vista de todos. Identifique-os.”

Falta de ar ao esforço, tosse seca persistente, fadiga constante e sensação de aperto no peito são sinais que não devem ser ignorados. No mês de sensibilização para a fibrose pulmonar, várias entidades uniram esforços para lançar a campanha “Os sintomas estão à vista de todos. Identifique-os”, que procura alertar a população e os profissionais de saúde para a importância do diagnóstico precoce desta doença silenciosa e progressiva.

A iniciativa é promovida pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), pela Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP), pelo Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias da APMGF (GRESP) e pela Associação Respira, com o apoio da Boehringer Ingelheim.

“A fibrose pulmonar resulta de uma lesão que provoca cicatrização no tecido pulmonar. Pode ter origem em exposições ambientais ou ocupacionais, doenças autoimunes, medicamentos, radioterapia ou mutações genéticas. Mas em muitos casos é idiopática, ou seja, sem causa conhecida”, explica Pedro Gonçalo Ferreira, da SPP.

Segundo o especialista, apesar de ser uma doença irreversível, detetar precocemente os sintomas é essencial para atrasar a progressão, preservar a qualidade de vida e aumentar a sobrevivência.

Cláudia Almeida Vicente, coordenadora do GRESP, destaca o papel fundamental dos cuidados de saúde primários:

“Perante tosse ou falta de ar persistentes, é importante considerar a hipótese de fibrose pulmonar e referenciar o doente cedo. Acompanhamento contínuo e apoio à família são também cruciais.”

José Alves, presidente da FPP, alerta que a semelhança dos sintomas com outras doenças respiratórias dificulta o diagnóstico. Já José Albino, presidente da Associação Respira, lembra que os doentes enfrentam desafios diários que poderiam ser minimizados com um diagnóstico mais rápido.

Além da campanha de sensibilização, 2025 marca a criação do Núcleo das Doenças do Interstício Pulmonar, pela Associação Respira, um espaço de partilha e apoio para os doentes e suas famílias. O primeiro encontro está agendado para 11 de outubro, na sede da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, em Lisboa.

“Queremos dar voz aos doentes e mostrar que há caminhos possíveis, mesmo quando o ar parece faltar”, reforça José Albino.

Mais informações disponíveis no site da Sociedade Portuguesa de Pneumologia. Veja o vídeo da campanha aqui.