Primeira biópsia mamária por ressonância magnética realizada em Guimarães

Primeira biópsia mamária por ressonância magnética realizada em Guimarães

Unidade Local de Saúde do Alto Ave realiza, pela primeira vez, biópsia mamária por ressonância magnética, uma tecnologia de diagnóstico mais precisa e menos invasiva, reforçando a capacidade de resposta desta região na área do diagnóstico e tratamento da patologia mamária.

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6 de Maio, 2026

A biópsia mamária por ressonância magnética (RM) é um procedimento de alta complexidade e minimamente invasivo, indicado para analisar lesões suspeitas detetadas exclusivamente por este exame e não visíveis na mamografia ou ecografia. Este procedimento é efetuado com anestesia local e permite recolher amostras de tecido para análise.

O Serviço de Imagiologia do Hospital de Guimarães realizou recentemente, pela primeira vez, uma biópsia mamária conduzida por ressonância magnética.

As médicas radiologistas Catarina Silva e Patrícia Leitão, realizaram este procedimento pela primeira vez na Unidade Local de Saúde do Alto Ave (ULSAA) com o auxílio das equipas de enfermagem e radiologia, sendo que este exame foi efetuado com sucesso.

Foi emitido em comunicado que “Embora já implementada em centros de referência a nível nacional e internacional, a introdução desta técnica na ULS Alto Ave constitui um avanço muito significativo na prestação de cuidados de saúde na região”.

A biópsia mamária por ressonância magnética permite que o diagnóstico seja efetuado mais precocemente sendo também mais rigoroso. Esta técnica revela-se particularmente importante quando as lesões não são detetáveis através de exames convencionais, como a mamografia ou a ecografia, permitindo detetar e analisar lesões muito pequenas.

Este procedimento realiza-se em ambulatório, não havendo necessidade de internamento. As principais vantagens são a sua elevada precisão, conseguindo-se localizar as áreas suspeitas com exatidão e recolher amostras de tecido de forma minimamente invasiva. 

Consegue-se obter deste modo um diagnóstico acertado e implementar o plano terapêutico mais adequado a cada paciente.

Foi emitido também em comunicado que “A implementação deste procedimento reflete o compromisso contínuo da ULS Alto Ave com a inovação, a diferenciação clínica e a melhoria dos cuidados prestados à população. Representa, igualmente, um passo relevante no reforço da capacidade de resposta da região do Minho na área do diagnóstico e tratamento da patologia mamária”.

A ULSAA referiu que, “com este novo procedimento clínico, afirma-se como uma unidade de referência na área da Senologia, sustentada por uma equipa multidisciplinar que coloca a tecnologia ao serviço das pessoas, contribuindo para um acesso mais equitativo, privilegiando a humanização e a qualidade dos cuidados de saúde de elevada qualidade que presta à comunidade que serve”.