Setembro Roxo leva a saúde ginecológica para o espaço público

Setembro Roxo leva a saúde ginecológica para o espaço público

Campanha da Associação MOG – Movimento Oncológico Ginecológico assinala o Dia Mundial dos Cancros Ginecológicos com iluminações em várias cidades do país, uma exposição, uma mesa-redonda e uma caminhada.

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A Associação MOG – Movimento Oncológico Ginecológico promove, ao longo de setembro, várias iniciativas de sensibilização para os cancros ginecológicos, numa campanha que pretende dar visibilidade a doenças que continuam a ser pouco discutidas.

Assim, no dia 20 de setembro, Dia Mundial dos Cancros Ginecológicos, edifícios e espaços emblemáticos de várias localidades portuguesas serão iluminados de roxo, numa iniciativa que abrange, entre outros locais, Lisboa, Oeiras, Almada, Coimbra, Grândola, Loulé, Seixal e a ilha das Flores, nos Açores.

A ação integra-se no Setembro Roxo e segue o lema deste ano, Apoio, em vez de Estigma (Support Not Stigma), lançado pela ESGO ENGAGe, rede europeia de grupos de defesa dos cancros ginecológicos da qual a MOG faz parte. O objetivo é chamar a atenção para os cancros do ovário, endométrio, colo do útero, vagina e vulva, promovendo não apenas a sensibilização, mas também a criação de sistemas de apoio às mulheres afetadas.

“A saúde feminina nunca teve a prioridade que merece e, apesar de já muito se ter avançado, continua afastada do centro da discussão. A campanha deste ano chama a atenção para o estigma que ainda envolve os sistemas reprodutivos femininos, preconceito que tende a ser maior entre mulheres diagnosticadas com cancro ginecológico, e que as leva, muitas vezes, a ignorar ou a esconder sinais e sintomas, o que conduz a diagnósticos tardios e a piores resultados de saúde.”
Cláudia Fraga, presidente da Associação MOG – Movimento Oncológico Ginecológico

Segundo dados do Globocan divulgados pela associação, estes tipos de cancro representam cerca de um milhão de novos diagnósticos por ano. As projeções apontam para que esse número possa ultrapassar os dois milhões até 2050, com aumentos estimados entre 38%, no caso do cancro do endométrio, e 77%, no caso dos tumores da vagina.

A programação inclui ainda para hoje, pelas 18h00, uma mesa-redonda no El Corte Inglés, associada à exposição Cicatrizes na Primeira Pessoa, patente até 2 de outubro. A iniciativa contará com a participação de Luzia Travado, psicóloga; Neuza Santos, psicóloga e doutoranda; Beatriz Viegas, da OncoGlam; Miguel Valle de Figueiredo e Sandra Carmo, fotógrafos; e Cláudia Fraga.

No dia 20 de setembro, a MOG promove também a Caminhada pela Saúde Ginecológica, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e o Rotary Club Lisboa-Olivais. Com partida às 9h00, no Parque Tejo, e chegada à zona do Beato, a caminhada pretende criar uma “mancha roxa” na capital e reforçar a visibilidade pública da saúde ginecológica e dos diferentes cancros que afetam as mulheres.