Encargos do SNS com radiologia convencionada aumentam para 135,6 milhões de euros
Entidade Reguladora da Saúde revela crescimento da despesa do SNS com radiologia convencionada e identifica desigualdades na oferta.

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) divulgou, no seu site oficial, nova informação de monitorização sobre o setor convencionado de radiologia, referente aos anos de 2024 e 2025. A análise revela que esta continua a ser uma das áreas convencionadas “com maior impacto financeiro para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), tendo representado 135,6 milhões de euros em encargos em 2025, um aumento de 3,2% face ao ano anterior”.
Segundo a ERS, “a radiologia manteve-se como a quarta área convencionada com maior peso na despesa do SNS“, o que justifica o acompanhamento regular deste setor por parte do regulador.
Apesar do aumento dos encargos, a procura registou uma ligeira diminuição. Em 2025, contabilizaram-se 427 requisições por cada mil habitantes, menos 4,8% do que em 2024, evidenciando uma redução do número de exames requisitados.
A monitorização indica ainda que, em janeiro de 2026, estavam registados no Sistema de Registo de Estabelecimentos Regulados (SRER) 795 estabelecimentos com atividade na área da radiologia, um crescimento de 11% relativamente a 2024. Destes, 84,3% pertenciam ao setor não público.
No que respeita à oferta privada, “48,1% dos estabelecimentos eram convencionados com o SNS. No entanto, a ERS alerta para a persistência de assimetrias territoriais, referindo que 154 concelhos de Portugal continental continuam sem oferta não pública convencionada de radiologia, situação que abrange cerca de 15,4% da população”, pode ler-se no site da ERS.
A informação publicada pelo regulador analisa igualmente a estrutura concorrencial do setor. Em 2025, 27,7% dos operadores concentraram 80,1% do total de requisições aceites, embora os indicadores de concentração continuem a apontar para um mercado globalmente pouco concentrado.
Ainda de acordo com a ERS, “o rácio de concentração dos quatro principais grupos (CR4) diminuiu 1,3 pontos percentuais face a 2024”, enquanto o Índice de Herfindahl-Hirschmann (IHH) baixou “de 491 para 480 pontos, mantendo um nível reduzido a nível nacional.” A principal exceção continua a verificar-se no Algarve, onde o mercado permanece mais concentrado, apesar de o índice também ter registado uma ligeira diminuição, passando de 2.067 para 2.036 pontos.
Através desta monitorização, a ERS reforça “a importância de acompanhar a evolução da radiologia convencionada”, uma área estratégica para o SNS, procurando “garantir uma resposta equilibrada às necessidades da população e identificar oportunidades de melhoria no acesso aos meios complementares de diagnóstico”.




