i3S coordena consórcio europeu para doutoramento em neurociências
Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) coordena, pela primeira vez, consórcio internacional no âmbito das Marie Skłodowska-Curie Actions – Doctoral Networks, tendo assegurado um financiamento europeu de 4,5 milhões de euros para a criação de um programa doutoral inovador em neurociências.

Olga Sin, gestora de ciência no i3S, coordena a criação do programa doutoral
Designado AstroCirc e coordenado por Olga Sin, o programa reúne 23 parceiros académicos e não académicos de 12 países europeus, incluindo Portugal, Reino Unido, Noruega, Áustria, República Checa e Alemanha. O principal objetivo é investigar o papel dos astrócitos (as células não neuronais mais abundantes no cérebro) na formação, funcionamento e manutenção dos circuitos cerebrais.
Segundo Olga Sin, a investigação pretende “aprofundar o conhecimento sobre os mecanismos associados à disfunção dos astrócitos em diversas patologias neurológicas e psiquiátricas, como epilepsia, depressão, doença de Alzheimer e doença de Parkinson, abrindo caminho a novas abordagens terapêuticas”.
Com início previsto para 2027 e duração de três anos, o programa irá formar 15 estudantes de doutoramento, especializados nas interações entre astrócitos e neurónios e na dinâmica dos circuitos neurais.
Os doutorandos serão distribuídos por 12 instituições académicas e terão a oportunidade de realizar estágios em diferentes entidades do consórcio, incluindo parceiros não académicos, promovendo uma forte componente de mobilidade internacional e intersetorial. O i3S acolherá dois estudantes, recebendo ainda quatro doutorandos de outras instituições em regime rotativo.
O AstroCirc distingue-se por uma abordagem interdisciplinar, reunindo especialistas em biologia glial de diferentes áreas científicas, e intersetorial, ao integrar experiências em contextos como a indústria farmacêutica, biotecnologia, edição científica, associações de doentes e área jurídica.
Além da formação científica, o programa pretende apoiar os doutorandos na definição de percursos profissionais diversificados, dentro e fora da academia.
Para Olga Sin, a coordenação deste projeto representa “a concretização de um sonho profissional”, destacando a oportunidade de contribuir para a formação da próxima geração de cientistas e profissionais ligados à saúde e à ciência, num contexto internacional e colaborativo.




