Ministra da Saúde destaca papel das farmácias no SNS durante 15.º Congresso das Farmácias

Ministra da Saúde destaca papel das farmácias no SNS durante 15.º Congresso das Farmácias

Em declarações proferidas no encerramento do 15.º Congresso das Farmácias, Ana Paula Martins defende que ignorar a rede de farmácias nas políticas públicas de saúde seria “uma falha grave”. Ministra da Saúde destaca ainda o papel das farmácias na prevenção, vacinação e acompanhamento de doentes.

Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: ministra_saude


A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, defendeu o papel estratégico das farmácias comunitárias no sistema de saúde português, considerando que ignorar a sua relevância no desenho das políticas públicas seria “uma falha grave”. As declarações foram feitas na sessão de encerramento do 15.º Congresso das Farmácias.

Na sua intervenção, a governante sublinhou a importância da rede de farmácias enquanto estrutura de proximidade, destacando o contributo destes estabelecimentos para o funcionamento dos cuidados de saúde primários. “Ignorar a importância que a rede de farmácias assume no sistema de saúde seria uma falha grave no desenho das políticas públicas”, afirmou.

Ana Paula Martins destacou o papel das farmácias em áreas como a prevenção da doença, o rastreio, a vacinação, o acompanhamento de pessoas com doença crónica e o apoio às famílias na gestão segura do autocuidado. Segundo a ministra, estes serviços “permitem dar resposta a necessidades de saúde de forma mais próxima, contribuindo também para evitar deslocações desnecessárias aos serviços de urgência”.

Durante a sessão, a responsável recordou ainda as medidas recentemente adotadas pelo Governo para reforçar a integração das farmácias no sistema de saúde, destacando o desenvolvimento da dispensa de medicamentos em proximidade, ao afirmar que “o Governo tem vontade de o fazer”, referindo-se ao alargamento deste modelo. Contudo, salientou a necessidade de assegurar a respetiva sustentabilidade financeira.

No final da intervenção, Ana Paula Martins reforçou que as farmácias comunitárias continuarão a ser “um vértice essencial do Serviço Nacional de Saúde”, acrescentando que representam “um enorme valor em saúde, social e económico para o país”.

Também a presidente da Associação Nacional das Farmácias, Ema Paulino, aproveitou a sessão de encerramento para defender uma maior integração das farmácias na resposta aos desafios do acesso aos cuidados de saúde.

A responsável destacou que Portugal tem “uma oportunidade concreta” de aproveitar os mais de 174 milhões de contactos anuais realizados nas farmácias para melhorar o acesso, a continuidade dos cuidados e os resultados em saúde.

Ema Paulino defendeu ainda a construção de “um SNS mais próximo, mais resolutivo, mais integrado e mais preparado para o país que somos hoje e para o país que seremos amanhã”, identificando como áreas prioritárias a dispensa de medicamentos em proximidade, o acompanhamento de doentes crónicos, a intervenção em situações clínicas ligeiras e o desenvolvimento da figura do farmacêutico de família.