Nova tecnologia para monitorização da glicémia em doentes diabéticos
Insulina em creme revela resultados promissores como terapêutica inovadora para a monitorização da diabetes. Encontra-se ainda em fase experimental tendo de ser efectuados ensaios clínicos antes de poder ser uma opção terapêutica para os pacientes.

17 de abril, 2026
Foi desenvolvido recentemente um creme de insulina que distribui insulina a nível transdérmico através da formulação com um polímero especializado, que atravessa a barreira da pele e liberta insulina, de forma rápida e eficaz na corrente sanguínea, estabilizando a glucose no sangue até 12h, o que constitui uma alternativa indolor às injeções subcutâneas de insulina nos diabéticos.
Este sistema transdérmico mimetiza a libertação natural de insulina e revela ter uma eficácia equiparável às injeções, o que potencialmente irá revolucionar as terapêuticas de monitorização da diabetes.
Esta nova terapêutica para a diabetes de administração tópica é uma formulação em creme que é aplicado diretamente na pele, sendo absorvido para a corrente sanguínea.
Os estudos efetuados e publicados recentemente na revista científica Nature revelaram uma redução eficaz dos níveis de glicose no sangue, equiparando-se à ação da insulina injetável. Este sistema de libertação através de polímeros é menos invasivo e mais cómodo, tem uma ação prolongada, sendo mais vantajoso para os pacientes não terem de recorrer a injeções frequentes para o controlo da sua glicémia.
Esta tecnologia revela-se, portanto, muito promissora para o controlo da diabetes, sendo menos invasiva e mais confortável para o paciente, aumentando a adesão à terapêutica. Contudo, ainda se encontra numa fase pré-clínica e tem de passar à fase de ensaios clínicos em humanos, ser submetido a testes adicionais de segurança, avaliação de dose, tempo de ação e efeitos adversos, bem como a aprovação por agências regulatórias antes de ser um tratamento disponível.




