PitchPH junta indústria farmacêutica e jovens talentos num dos maiores eventos de networking do setor

PitchPH junta indústria farmacêutica e jovens talentos num dos maiores eventos de networking do setor

PitchPH reúne dezenas de empresas ligadas à indústria farmacêutica no Museu do Oriente. Responsáveis da Lilly, Quilaban, ViiV Healthcare e Servier Portugal falaram com a Salus Magazine, destacando a inovação, a criatividade e a adaptação como competências-chave para os farmacêuticos recém-formados que se querem afirmar no mercado. 

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Foto: Joana Mouta


O Museu do Oriente, em Lisboa, recebeu mais uma edição do PitchPH, iniciativa promovida pela LisbonPH que reuniu dezenas de empresas ligadas à indústria farmacêutica, saúde e inovação, num encontro dedicado à empregabilidade, networking e captação de novos talentos.

Entre as dezenas de marcas presentes estiveram empresas como a Lilly, Quilaban, ViiV Healthcare, Servier, BMindLab, entre muitas outras organizações do setor, num evento que voltou a aproximar estudantes, recém-graduados e jovens profissionais da realidade da indústria farmacêutica.

Ao longo do dia, os participantes tiveram oportunidade de apresentar pitches profissionais, contactar diretamente com recrutadores e conhecer melhor os desafios e oportunidades de carreira numa área em profunda transformação científica, tecnológica e digital.

Para Bruno Costa, da área de Market Access Taxes da Lilly, o evento assume uma importância crescente numa altura em que as empresas procuram perfis cada vez mais versáteis e preparados para ambientes em constante mudança.

Em relação ao que procuram num jovem farmacêutico que se apresenta ao mercado, refere que “as expetativas são altas” e o objetivo “é dar oportunidades aos jovens formados em trabalhar na indústria farmacêutica, para que desenvolvam capacidade e nos ajudem”. Além disso, “procuramos pessoas com perfil comunicativo, proativo e autónomo”, afirmou Bruno Costa, considerando que iniciativas como o PitchPH permitem perceber melhor “a capacidade dos jovens para trabalhar em equipa, adaptar-se e enfrentar novos desafios”.

O responsável da Lilly destacou ainda que a presença das empresas neste tipo de iniciativas representa também “uma forma de dar oportunidades aos jovens formados para entrarem na indústria farmacêutica e desenvolverem capacidades que podem fazer a diferença no futuro das organizações”.

Também Telma Gonçalves, HR Manager da Lilly, considera que o PitchPH representa uma oportunidade importante para aproximar o meio académico da realidade profissional. “O primeiro passo é dar oportunidade aos jovens de se expressarem e compreenderem como funciona verdadeiramente o mercado de trabalho”, explicou.

Segundo a responsável de recursos humanos da Lilly, a formação científica continua a ser fundamental, mas deixou de ser suficiente para responder às exigências atuais do setor. “O que procuramos é que aprofundem a base científica que já trazem, mas também que desenvolvam pensamento crítico, criatividade e capacidade de análise”, sublinhou. Telma Gonçalves destacou ainda uma competência que considera hoje essencial para qualquer profissional da indústria farmacêutica: “a capacidade de adaptação”. “Estamos perante uma realidade que muda constantemente. Novas tecnologias, novas ferramentas digitais, novas formas de trabalhar. É fundamental que os jovens consigam adaptar-se rapidamente e perceber onde podem acrescentar valor”, referiu.

Talento, curiosidade e novas ideias

A inovação e a procura de novas formas de pensar estiveram também no centro das declarações de Ana Borges, representante da Quilaban, afirmando que “a nossa empresa procura constantemente novos talentos, mas também novas ideias e inovação”.

Ana Borges recordou inclusivamente o seu próprio percurso profissional dentro da empresa, reforçando a importância de criar oportunidades para jovens profissionais. “Tal como eu própria entrei na Quilaban enquanto jovem talento, interessa-nos pessoas com vontade de aprender, crescer e trazer novas perspetivas para a indústria”, explicou.

Foto: Micaela Neto
A Salus Magazine e o BMindLab marcaram presença no PitchPH

Para a responsável da Quilaban, a curiosidade e a vontade de conhecer mais continuam a ser características diferenciadoras num setor altamente competitivo e em permanente evolução. “Procuramos pessoas que tenham vontade de saber mais, de conhecer mais e de ir mais longe”, acrescentou.

A transformação digital da indústria farmacêutica foi outro dos temas mais presentes ao longo do evento, particularmente nas intervenções ligadas à inovação tecnológica e à inteligência artificial. Nesse sentido, Inês Rodrigues, Brand Digital Manager da ViiV Healthcare, considera que os jovens profissionais têm hoje um papel fundamental na introdução de novas abordagens dentro das empresas.

“O que procuramos nos jovens recém-formados é que tragam novas ideias, criatividade e uma visão diferente, especialmente na utilização da inteligência artificial e das novas ferramentas digitais”, afirmou a responsável da ViiV Healthcare, acrescentando que a indústria farmacêutica está cada vez mais aberta à inovação tecnológica e à integração de novas competências digitais. “A atividade farmacêutica está claramente orientada para a inovação e para a transformação digital. Por isso, procuramos pessoas que consigam pensar de forma diferente e apresentar novas soluções”, explicou.

Tal como outros responsáveis presentes no PitchPH, Inês Rodrigues destacou igualmente a importância da adaptabilidade profissional, ao referir que “estamos num mercado em constante mudança e quem tiver capacidade de adaptação conseguirá trabalhar em diferentes contextos, formatos e desafios”.

Já João Costa, Learning and Development Manager da Servier, destacou o papel do PitchPH enquanto espaço privilegiado de contacto entre empresas e futuros profissionais da saúde e da indústria farmacêutica. Segundo o especialista, este tipo de iniciativas “permite não só identificar talento, mas também compreender melhor aquilo que as novas gerações procuram no mercado de trabalho e aquilo que podem trazer de novo às organizações”.

No que toca às competências que fazem realmente a diferença na indústria farmacêutica e que os jovens licenciados devem estar atentos, destacou
que “mais do que o saber académico, procuramos aquilo que as novas gerações trazem para o mercado de trabalho, no caso desafiar o status quo. E isso na indústria farmacêutica é absolutamente decisivo. Nunca nos podemos acomodar, tal como desafiamos os nossos colaboradores a desenvolver novas ideias”.

Ao reunir dezenas de empresas, profissionais e jovens talentos, o PitchPH voltou assim a afirmar-se como uma das principais iniciativas de aproximação entre academia e indústria farmacêutica em Portugal, numa altura em que áreas como inovação, comunicação, inteligência artificial e pensamento crítico assumem um papel cada vez mais determinante para o futuro do setor da saúde.