Tempestade Kristin: DGS alerta para riscos na água e nos alimentos

Tempestade Kristin: DGS alerta para riscos na água e nos alimentos

Na sequência dos danos provocados pela tempestade Kristin, que tem levado a interrupções no fornecimento de energia elétrica que ainda se mantêm em algumas localidades, a autoridade de saúde nacional deixa várias recomendações.  

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Perante este cenário, a Direção-Geral da Saúde (DGS) lançou um alerta para os potenciais riscos associados à segurança da água e dos alimentos, apelando à adoção de medidas preventivas para proteger a saúde da população.

Segundo o comunicado, “situações desta natureza podem comprometer a conservação dos alimentos armazenados no frigorífico e no congelador, bem como a qualidade da água, sobretudo em zonas onde o abastecimento depende de sistemas elétricos”. Assim, a autoridade de saúde recomenda “comportamentos seguros para minimizar eventuais contaminações”.

A DGS sublinha que “todas as fontes de água não ligadas à rede pública de abastecimento como poços ou minas devem ser consideradas potencialmente contaminadas, devendo o seu consumo ser evitado. Já a água da torneira que não esteja ligada à rede pública “só deve ser utilizada após confirmação oficial da sua segurança”.

Por isso, sempre que possível, “deve ser utilizada água engarrafada”. Em casos de impossibilidade, a recomendação passa “por ferver a água durante dez minutos antes do consumo ou desinfetá-la com lixívia sem corantes, detergentes ou perfumes, numa proporção aproximada de duas gotas por litro”. A lavagem cuidadosa das mãos antes de manusear água tratada ou alimentos é igualmente essencial.

No que diz respeito ao saneamento, aconselha-se a continuidade da utilização da sanita sempre que tal seja possível, evitando, contudo, o despejo de água usada caso a rede esteja inoperacional. As águas residuais, como as provenientes de lavagens, “não devem ser descartadas em solos ou ribeiros”.

A autoridade de saúde recomenda ainda que o lixo doméstico e os resíduos sanitários sejam mantidos afastados de quaisquer fontes de água, prevenindo assim possíveis focos de contaminação.

Relativamente à conservação dos alimentos, a DGS esclarece que, “se a interrupção elétrica no frigorífico não tiver ultrapassado as 12 horas, os alimentos poderão manter-se em condições de segurança para consumo”. No caso dos hortícolas e da fruta – como cenoura, tomate, couve, laranja ou limão – estes poderão permanecer seguros mesmo após esse período.

Já os congeladores “conseguem conservar os alimentos até 48 horas, ou cerca de 24 horas se estiverem apenas meio cheios, desde que a porta permaneça fechada”. Os alimentos que ainda “apresentem cristais de gelo ou se mantenham frios quando a energia for restabelecida podem, na maioria das situações, ser cozinhados ou recongelados”.

Por outro lado, a DGS recomenda que “os alimentos armazenados durante a falha elétrica sejam consumidos ou confecionados o mais rapidamente possível, privilegiando métodos de confeção que atinjam temperaturas superiores a 75 °C”. É igualmente importante “avaliar sinais de degradação, como alterações de cheiro, cor ou textura”.

A autoridade deixa ainda um alerta claro: “não provar alimentos para verificar o seu estado”. Em caso de dúvida, a opção mais segura é descartá-los.