Maria Luís Oliveira: uma estudante de Ciências Farmacêuticas na empresa LisbonPH

Maria Luís: uma estudante de Ciências Farmacêuticas na empresa LisbonPH

Maria Luís Oliveira nasceu em Santarém, estudou em Salvaterra de Magos, fez o primeiro ano na Universidade do Algarve e conseguiu a transferência para a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Frequenta atualmente o 3.º ano e faz parte da equipa da empresa LisbonPH.

Maria Luís Oliveira num dos edifícios da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa


Ciências Farmacêuticas foi a primeira opção no concurso de acesso à Universidade?
Sim, foi a minha primeira opção. Sempre tive a certeza de que queria seguir uma área ligada à saúde e contribuir de forma ativa para o bem-estar da população. Percebi também que não me identificava tanto com profissões que envolvem contacto direto com sangue ou procedimentos invasivos, e foi aí que descobri Ciências Farmacêuticas. Quando comecei a aprofundar o que realmente envolve o curso, desde o papel clínico do farmacêutico até ao impacto que tem na saúde pública, soube que era exatamente aquilo que eu queria.

As cadeiras do curso estão a corresponder ao que esperava?
Inicialmente, achava que não, pois as unidades curriculares eram muito gerais. Contudo, com o passar do tempo, percebi que estas cadeiras constituíam a base necessária para aprofundar o conhecimento nas unidades curriculares mais específicas do curso. Assim, ao chegar ao terceiro ano, em que temos cadeiras mais direcionadas à área de Ciências Farmacêuticas, posso afirmar que o curso corresponde plenamente às minhas expectativas e estou cada vez mais certa de que não podia ter feito melhor escolha.

Quais são maiores dificuldades?
O curso de Ciências Farmacêuticas não é, de todo, fácil. É bastante exigente, tanto a nível teórico como prático, pois exige que o conhecimento adquirido nas disciplinas teóricas seja plenamente compreendido para poder ser aplicado na prática. Apesar de desafiante, esta conjugação entre teoria e prática torna o processo de aprendizagem mais completo e facilita a interiorização dos conteúdos.
Trata-se de um desafio constante, pois nós, estudantes, nunca temos períodos sem avaliações. Ao longo do semestre, realizamos mini-testes, trabalhos, apresentações orais, relatórios e avaliações práticas de laboratório, que por vezes coincidem com frequências. No final do semestre, acabamos muitas vezes exaustos, e ainda temos os exames finais, que representam a etapa mais exigente. Esta intensidade obriga-nos a desenvolver um forte sentido de priorização, para gerir todas as tarefas e responsabilidades ao longo do semestre.

Já pensou em fazer investigação?
Sim, já pensei, mas neste momento não é uma área que me desperte grande interesse. Respeito muito quem gosta de investigação e pretende ingressar nessa área, são profissionais extremamente importantes, porque graças a eles o conhecimento avança e surgem novas soluções. No meu caso, identifico-me mais com a vertente de aprender e aprofundar o conhecimento que já existe, em vez de me dedicar à descoberta de novas evidências.

Como é o seu dia a dia na faculdade?
O meu dia a dia na faculdade é bastante intenso e, por vezes, caótico. Temos aulas teóricas, práticas e laboratoriais, o que torna a rotina bastante exigente. Há dias em que entro às 8h e só saio às 20h, mas aproveito sempre a hora de almoço para estar com os meus amigos e desanuviar um pouco. Gosto sobretudo das aulas de laboratório, onde posso aplicar diretamente os conteúdos teóricos e práticos, tornando tudo mais concreto. Ao mesmo tempo, aprendi a gerir melhor o meu tempo e a organizar-me, competências que considero uma grande mais valia.

E nas horas livres?
Nas horas livres tento sempre dedicar-me a atividades que gosto e passar tempo de qualidade com a família e amigos, o que considero muito importante. Além disso, dedico algum tempo à Júnior Empresa da FFUL, a LisbonPH, onde estou atualmente e que também exige atenção e compromisso. Além disso, estudantes de Ciências Farmacêuticas certamente compreenderão, mas é essencial ter um estudo diário, ou pelo menos tentar manter uma rotina de estudo, para não perdermos o acompanhamento das unidades curriculares.

Num evento da LisbonPH na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa

Como descreve a sua participação na LisbonPH?
Faço parte de um grupo de estudantes empreendedores, onde participamos ativamente na gestão de projetos e na organização de eventos. A minha participação na LisbonPH tem sido uma experiência única e incrível, e estou a gostar muito de fazer parte desta equipa. Tenho a oportunidade de integrar projetos desafiantes, aprender a gerir o meu tempo e a trabalhar em equipa, ao mesmo tempo que contribuo ativamente para fazer a diferença na LisbonPH. Esta experiência tem sido muito enriquecedora, tanto a nível pessoal como profissional, pois permite também um contacto direto com profissionais da área e com o mercado de trabalho.

Maria Luís Oliveira num jantar com a equipa da Lisbon PH
Maria Luís Oliveira num evento de teambuilding da Lisbon PH

De que forma este projecto universitário potencia a criatividade e o trabalho dos estudantes?
A LisbonPH é um projeto que permite desenvolver competências e skills que o curso de Ciências Farmacêuticas, por si só, não proporciona. Ao integrar a LisbonPH, não aplicamos diretamente o conhecimento do curso, mas desenvolvemos capacidades essenciais, como comunicação oral e escrita, gestão de tempo, organização de tarefas e trabalho em equipa, competências que serão fundamentais quando ingressarmos no mercado de trabalho. Além disso, a participação na Junior Empresa permite-nos exercer criatividade e dar a nossa opinião em decisões e projetos, o que aumenta a motivação e faz com que o nosso trabalho seja valorizado. Este ambiente estimula a iniciativa e a proatividade, preparando-nos para lidar com desafios reais de forma responsável e inovadora.