Saúde mental identificada como prioridade entre farmacêuticos

Saúde mental identificada como prioridade entre farmacêuticos

Relatório Ambientes de Trabalho Saudáveis, Saúde e Bem-Estar dos Trabalhadores: Farmacêuticos Portugueses, desenvolvido pelo Laboratório Português de Ambientes de Trabalho Saudáveis, em colaboração com a Ordem dos Farmacêuticos, identifica a saúde mental como a principal área crítica nos ambientes de trabalho dos farmacêuticos portugueses.

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O trabalho, realizado entre janeiro e fevereiro de 2026, contou com a participação de 348 farmacêuticos, dos quais a maioria está no ativo (95,3%), tem contrato sem termo (79%) e exerce atividade em farmácia comunitária (65,9%).

Os resultados mostram que, embora dimensões como o envolvimento dos profissionais, o ambiente físico e a ligação à comunidade apresentem risco reduzido, persistem desafios relevantes ao nível dos riscos psicossociais. Em particular, o bem-estar e a saúde mental surgem como a dimensão com maior nível de risco.

A análise evidencia ainda níveis elevados de desgaste emocional, com destaque para o burnout profissional e pessoal, reforçando a necessidade de intervenção estruturada nesta área.

Entre os fatores identificados como críticos estão o compromisso das lideranças, a promoção de valores éticos nas organizações e a melhoria do ambiente psicossocial, dimensões que apresentam risco moderado e forte interligação entre si.

O estudo sublinha também a importância de desenvolver estratégias de gestão de stress, prevenção do burnout e melhoria da comunicação organizacional, apontadas como prioritárias para a promoção de ambientes de trabalho mais saudáveis.

Est estudo insere-se num esforço mais amplo de caracterização dos ambientes de trabalho na área da saúde, destacando a necessidade de investir na saúde mental dos profissionais como condição essencial para a qualidade dos cuidados prestados e para a sustentabilidade do sistema de saúde.