UBI estuda potencial da impressão 3D para personalização de medicamentos

UBI estuda potencial da impressão 3D para personalização de medicamentos

Investigadores da Universidade da Beira Interior estão a estudar o potencial da impressão 3D na personalização de medicamentos e convidam farmacêuticos a participar num questionário sobre o tema.

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A Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior (UBI) e o centro de investigação RISE-Health estão a desenvolver um estudo que pretende avaliar o potencial da impressão 3D na personalização de medicamentos, uma área que poderá contribuir para uma resposta terapêutica mais ajustada às necessidades de cada doente.

A investigação tem como objetivo analisar as atuais necessidades de manipulação de medicamentos em farmácia comunitária e hospitalar, bem como compreender a perceção dos farmacêuticos relativamente à utilização da impressão 3D como alternativa aos métodos tradicionais de preparação e adaptação terapêutica.

O projeto é conduzido pelas investigadoras Cátia Cabral, Ângela Sousa e Adriana Santos e integra a dissertação de mestrado de Daniela Vieira, desenvolvida no âmbito do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da UBI.

A personalização de medicamentos tem vindo a ganhar relevância nos últimos anos, sobretudo em áreas onde as dosagens disponíveis no mercado não respondem totalmente às necessidades específicas de determinados grupos de doentes, como crianças, idosos ou pessoas com patologias raras. Neste contexto, a impressão 3D surge como uma tecnologia promissora, permitindo produzir formas farmacêuticas adaptadas às características individuais de cada paciente.

Para recolher informação junto dos profissionais que lidam diariamente com estas necessidades, a equipa de investigação convida farmacêuticos com experiência em farmácia comunitária e/ou hospitalar a participar no estudo através do preenchimento de um questionário online, com uma duração estimada entre cinco e sete minutos.

Segundo os promotores, a participação é voluntária e anónima, sendo os dados recolhidos utilizados exclusivamente para fins académicos e científicos.

Com esta iniciativa, a UBI procura aprofundar o conhecimento sobre os desafios atuais da personalização terapêutica e avaliar o grau de aceitação de tecnologias inovadoras que poderão transformar a prática farmacêutica nos próximos anos.

Pode aceder ao formulário aqui.