APLL cria grupo de WhatsApp para apoiar doentes com Macroglobulinemia de Waldenström
Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas cria grupo de WhatsApp para apoiar doentes com Macroglobulinemia de Waldenström, cancro do sangue raro que afeta sobretudo pessoas mais idosas.

A Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas (APLL) criou um grupo de WhatsApp destinado a apoiar pessoas diagnosticadas com Macroglobulinemia de Waldenström, um tipo raro de cancro do sangue também conhecido como linfoma linfoplasmocítico. A iniciativa pretende combater o isolamento frequentemente associado a esta doença, cuja incidência é reduzida, afetando, em média, três a quatro pessoas por milhão de habitantes por ano, e que surge sobretudo em pessoas com mais de 75 anos.
O novo grupo integra a rede de apoio já desenvolvida pela associação e pretende constituir um espaço seguro de partilha de experiências, esclarecimento de dúvidas e apoio emocional para doentes e cuidadores.
“Esta é uma doença muito pouco conhecida. Pelas suas características, e tendo em conta que é habitualmente detetada junto de população mais idosa e mais isolada, o diagnóstico e tratamento são habitualmente processos muito solitários. Por isso mesmo, e tendo em conta a missão da APLL, decidimos criar este grupo de WhatsApp para que doentes e cuidadores se sintam mais apoiados e ouvidos, podendo ainda partilhar as suas experiências”.
Isabel Barbosa, presidente da APLL
O grupo contará também com a participação de profissionais de saúde e especialistas, incluindo psicólogos da associação, com o objetivo de fornecer ferramentas que ajudem a enfrentar os desafios associados à doença, desde a adaptação ao diagnóstico e às alterações da rotina até à gestão dos efeitos secundários dos tratamentos.
Os interessados em integrar este grupo de apoio podem solicitar o acesso através do endereço de correio eletrónico geral.apll@gmail.com ou obter mais informações através do portal da associação.
A Macroglobulinemia de Waldenström é uma doença maligna da medula óssea caracterizada pela transformação de glóbulos brancos saudáveis em células anormais que se acumulam na medula óssea e, por vezes, nos gânglios linfáticos e no baço. Estas células produzem grandes quantidades de uma proteína denominada imunoglobulina M (IgM), que pode aumentar a viscosidade do sangue e provocar diversas complicações.
Embora alguns doentes permaneçam assintomáticos durante longos períodos, os sintomas mais frequentes incluem fadiga, fraqueza, dormência, suores noturnos e anemia. O aumento do baço e dos gânglios linfáticos, bem como episódios de hemorragias nasais ou gengivais e alterações da visão, podem também constituir sinais de alerta.
Fundada em 2001, a APLL tem desenvolvido um trabalho de apoio a pessoas com leucemias, linfomas e outras doenças malignas do sangue, disponibilizando acompanhamento psicológico individual e em grupo, programas online, linhas de apoio e iniciativas de promoção do bem-estar físico, como os programas de exercício De Volta à Forma” e as aulas de pilates “(S)em stress.





