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	<title>MERCADO - Salus Magazine</title>
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	<description>A sua publicação de referência para os profissionais de saúde</description>
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	<title>MERCADO - Salus Magazine</title>
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	<item>
		<title>Hospital Lusíadas Lisboa cria Unidade da Mama com Via Verde</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/hospital-lusiadas-lisboa-cria-unidade-da-mama-com-via-verde/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Eugénio Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MERCADO]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Imagem e Diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital Lusíadas Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Unidade da Mama]]></category>
		<category><![CDATA[Via Verde da Mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Unidade engloba Centro de Imagem e Diagnóstico com Unidade da Mama, Via Verde da Mama e tecnologia de inteligência artificial.</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/hospital-lusiadas-lisboa-cria-unidade-da-mama-com-via-verde/">Hospital Lusíadas Lisboa cria Unidade da Mama com Via Verde</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Hospital Lusíadas Lisboa cria Unidade da Mama com Via Verde</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">Unidade engloba Centro de Imagem e Diagnóstico com Unidade da Mama, Via Verde da Mama e tecnologia de inteligência artificial.</h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/lusiadas.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: lusiadas-2"/></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-10-26T13:00:00+00:00">26 de Outubro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br>Uma equipa de investigação da Universidade de Coimbra (UC) está a desenvolver uma aplicação móvel para monitorizar e prevenir o <em>burnout</em> durante o internato médico. O <strong>projeto RESOUT pretende contribuir para a identificação precoce do desgaste psicológico, um problema que, segundo estudos anteriores da equipa, afeta mais de </strong>O Hospital Lusíadas Lisboa abriu um novo Centro de Imagem e Diagnóstico, que integra uma Unidade da Mama e uma Via Verde da Mama para acelerar a avaliação, o diagnóstico e o tratamento de patologias mamárias. A estrutura reúne diferentes especialidades e meios complementares de diagnóstico, num modelo de acompanhamento multidisciplinar que abrange a prevenção, a intervenção terapêutica e o apoio ao longo de todo o percurso clínico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>novo centro disponibiliza exames como ecografia mamária, mamografia com tomossíntese, densitometria e ressonância magnética, reforçando a capacidade de resposta do hospital na área da Imagiologia.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Unidade da Mama concentra, num único espaço, diferentes especialidades médicas e meios de diagnóstico, permitindo uma abordagem integrada e personalizada</strong>. O acompanhamento pode incluir também apoio psicológico, aconselhamento nutricional, programas de exercício e fisiatria, integrados no plano terapêutico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia assume igualmente um papel neste modelo assistencial. A incorporação de sistemas de inteligência artificial pretende reforçar a precisão do diagnóstico imagiológico e a consistência das decisões clínicas, através da comparação com <em>guidelines</em> internacionais.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>“A Unidade da Mama reflete o nosso compromisso com a qualidade assistencial, a inovação, a proximidade e a humanidade, promovendo um acompanhamento contínuo e personalizado ao longo de todo o percurso clínico. Com a Via Verde da Mama asseguramos acessibilidade, celeridade e diferenciação a todas as pessoas que procuram os cuidados de saúde do Hospital Lusíadas Lisboa.”<br></em><strong> </strong>David Serra, Diretor Clínico do Hospital Lusíadas Lisboa</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Na vertente preventiva, a unidade contempla a avaliação do risco hereditário e a identificação de pessoas com predisposição genética para cancro da mama. Nestes casos, é assegurado acompanhamento especializado, aconselhamento genético e definição de estratégias de vigilância e prevenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta terapêutica inclui técnicas cirúrgicas avançadas e minimamente invasivas, como a cirurgia conservadora com técnicas oncoplásticas e a mastectomia endoscópica com reconstrução imediata, com o objetivo de promover resultados clínicos, funcionais e estéticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para acelerar o acesso à avaliação especializada perante uma suspeita de patologia mamária, o hospital criou a Via Verde da Mama.</strong> Este circuito clínico estruturado pretende agilizar a realização de exames, a avaliação por especialistas e as decisões clínicas, assegurando continuidade no acompanhamento por uma equipa multidisciplinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



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			</item>
		<item>
		<title>Raquel André: A farmacêutica que “descobriu” as gravuras rupestres de Foz Côa</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/raquel-andre-a-farmaceutica-que-descobriu-as-gravuras-rupestres-de-foz-coa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Patrício]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Oct 2026 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MERCADO]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia Moderna]]></category>
		<category><![CDATA[Farrmácia Comunitária]]></category>
		<category><![CDATA[Foz Côa]]></category>
		<category><![CDATA[Nordeste Transmontano]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel André]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entrevista a Raquel André, farmacêutica</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/raquel-andre-a-farmaceutica-que-descobriu-as-gravuras-rupestres-de-foz-coa/">Raquel André: A farmacêutica que “descobriu” as gravuras rupestres de Foz Côa</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Raquel André: A farmacêutica que “descobriu” as gravuras rupestres de Foz Côa</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading"><em>Tornou-se proprietária e Diretora Técnica da Farmácia Moderna em 1994, no ano do anúncio da descoberta de painéis de arte rupestre nas margens do rio Côa. Nesta primeira parte da entrevista a Raquel André falamos sobre o impacto das gravuras na região e sobre a história centenária da farmácia Moderna.</em></h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/raquel_andre.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: raquel_andre"/></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-10-25T08:00:00+00:00">25 de Outubro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>A Farmácia Moderna é uma das mais antigas de Vila Nova de Foz Côa.</strong>&nbsp;<strong>Qual é a história da sua fundação?</strong><br>Do que me foi possível descobrir a Farmácia Moderna foi fundada pelo Dr. José Augusto Salvador que se formou na escola Médica Cirúrgica do Porto em 1894. Desde então passou por alguns proprietários até que adquiri o seu alvará em 1994<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Qual foi o seu percurso como farmacêutica até se tornar Diretora Técnica da Farmácia Moderna?</strong><br>Licenciei-me em ciências farmacêuticas pela universidade Coimbra em 1991 e o meu primeiro emprego foi numa Farmácia comunitária no Sabugal, onde continuei até adquirir a Farmácia Moderna em outubro de 1994.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais os motivos que a trouxeram a Vila Nova de Foz Côa?</strong><br>Mero acaso. Na época residia na Guarda e uma colega com a qual tinha comentado que gostaria de adquirir o alvará de uma farmácia mostrou-me um anúncio no diário de Coimbra que mencionava que uma farmácia no distrito da Guarda estava à venda.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O processo de classificação das Gravuras Rupestres ocorreu há 30 anos, bem como aquele grande acampamento sob o mote “As gravuras não sabem nadar”. Pouco tempo depois, Vila Nova de Foz Côa foi elevada a cidade. Recorda-se dessa época?</strong><br>Não tenho como não recordar. Na brincadeira até costumo dizer que fui eu que descobri as gravuras, pois o anúncio da descoberta ao público coincidiu com a minha vinda para Foz Côa.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>Os primeiros tempos após o anúncio da descoberta das gravuras foram de grande tumulto entre a população. Por um lado os que viam o potencial e a importância local e mundial da descoberta, e os que, até então, contavam com a construção da barragem para fazer crescer os seus negócios e trazer mais movimento à então Vila de Vila Nova de Foz Côa</em>.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais foram as grandes mudanças para quem vive e trabalha em Foz Côa?</strong><br>Os primeiros tempos após o anúncio da descoberta das gravuras foram de grande tumulto entre a população. Por um lado os que viam o potencial e a importância local e mundial da descoberta, e os que, até então, contavam com a construção da barragem para fazer crescer os seus negócios e trazer mais movimento à então Vila de Vila Nova de Foz Côa. Presentemente, em retrospetiva, apesar de as mudanças terem sido mais graduais do que inicialmente esperado esta descoberta apresentou a cidade a Portugal e ao Mundo levando a um aumento no turismo. A construção do museu do côa impulsionou o turismo nacional e internacional, o que os locais souberam aproveitar criando novos negócios como, por exemplo, lojas de produtos regionais, quintas turísticas ou Alojamentos Locais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Concelho de Foz Côa tem várias freguesias com poucos transportes para a cidade. A Farmácia Moderna faz entregas ao domicílio?</strong><br>Sim, as entregas ao domicílio fazem parte dos serviços que disponibilizamos aos nossos utentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais são os principais serviços disponibilizados aos utentes?</strong><br>Além de medição de parâmetros bioquímicos e fisiológicos para ajudar na prevenção e monitorização da saúde, disponibilizamos ainda a administração de vacinas e os serviços gratuitos de entrega ao domicílio e preparação individual de medicação (PIM).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>Quem trabalha em farmácia, principalmente comunitária sabe que o seu trabalho é inerente e incontestavelmente parte dessa resposta. As principais barreiras, na minha opinião, estão em conseguir evidenciar e quantificar este trabalho invisível feito por nós diariamente e em criar sinergia entre as farmácias e o SNS de maneira que possa ser aproveitado ao máximo e ajude ainda mais a aliviar o SNS.</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os Farmacêuticos são profissionais habilitados e habituados a lidar com queixas agudas e crónicas dos doentes e são uma porta aberta a qualquer hora do dia ou da noite. Na sua opinião, quais são as principais barreiras para que os Farmacêuticos, em especial os que trabalham em Farmácia Comunitária, façam parte da resposta primária aos doentes de modo a aliviar a pressão sobre as Urgências e os Centros de Saúde?</strong><br>Na minha opinião, não há uma barreira que impeça os farmacêuticos de fazer parte dessa resposta. Quem trabalha em farmácia, principalmente comunitária sabe que o seu trabalho é inerente e incontestavelmente parte dessa resposta. As principais barreiras, na minha opinião, estão em conseguir evidenciar e quantificar este trabalho invisível feito por nós diariamente e em criar sinergia entre as farmácias e o SNS de maneira que possa ser aproveitado ao máximo e ajude ainda mais a aliviar o SNS.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>Nestes últimos anos, a rotatividade nas equipas das farmácias tem aumentado. Quais são as vossas estratégias para ultrapassar as dificuldades em fixar recursos humanos?</strong><br>Para ser sincera, a área dos recursos humanos é a que mais me preocupa. As ofertas são as possíveis não pondo em causa a sustentabilidade da Farmácia e consequentemente o sustento de todos os que cá trabalham.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Que condições oferece a Farmácia Moderna para atrair farmacêuticos?</strong>&nbsp;<strong>Aceitam estagiários?</strong><br>No concelho temos cinco farmacêuticas e acho que estamos todas por amor à camisola. Eu como proprietária e membro mais velho da equipa assusta-me o futuro. Sempre recebemos estagiários, os mais recentes vieram do Instituto Politécnico da Guarda e da Faculdade de Farmácia de Coimbra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Qual é a chave para manter a equipa motivada e coesa?</strong><br>Não tenho soluções milagrosas, diga-me onde estão que eu vou lá… Sinceramente não creio que haja uma solução universal, tento sempre que haja espírito de equipa e um ambiente de tolerância, honestidade e cooperação entre todos, mas temos de perceber que pessoas com mais de 30 anos de diferença vão ter perspectivas e maneiras de trabalhar e pensar diferentes, o que irá sempre dar origem a algum atrito.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



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			</item>
		<item>
		<title>Ana Fortunato: uma farmacêutica em transição</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/ana-fortunato-uma-farmaceutica-em-transicao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Patrício]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 06:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MERCADO]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Fortunato]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entrevista a Ana Fortunato, farmacêutica</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/ana-fortunato-uma-farmaceutica-em-transicao/">Ana Fortunato: uma farmacêutica em transição</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Ana Fortunato: uma farmacêutica em transição</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading"><em>Licenciou-se no antigo ISCS-SUL (Egas Moniz School of Health &amp; Science), fez todo o seu percurso em Farmácia Comunitária até à Direção Técnica, onde se manteve durante vários anos. Sem margem para progressão ganhou asas e tornou-se empreendedora na área do imobiliário e consultora de viagens.</em></h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/Ana-Fortunato_1-1024x728-1.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: ana-fortunato_1-1024x728" style="aspect-ratio:1.6000104096184875;width:961px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Ana Fortunato no seu novo projecto de consultoria numa viagem a Cracóvia</figcaption></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-10-23T06:00:00+00:00">23 de Outubro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>O curso de Ciências Farmacêuticas foi a primeira escolha no acesso à Universidade?</strong> <br>Não, na altura nem sabia bem o que queria. Estive dois anos em Psicologia Clínica e depois mudei para Ciências Farmacêuticas porque achei que teria mais saídas profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais eram as expectativas?</strong> <br>Adorei o curso e as expectativas eram altas. Depois dos estágios gostava de ter seguido farmácia hospitalar, mas como não consegui entrar fui para farmácia comunitária.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais são as melhores recordações da faculdade?</strong> <br>Da vida académica sem dúvida. Das amizades e das festas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Trabalhou vários anos no mesmo grupo de farmácias e chegou a ser Diretora Técnica. Quais as maiores dificuldades nestes cargos?</strong><br>Ser Diretora Técnica foi uma experiência muito enriquecedora, mas também bastante exigente. A responsabilidade ia além da componente farmacêutica. Tinha de gerir a equipa, <em>stocks</em>, encomendas, objetivos, problemas operacionais e, acima de tudo, garantir a qualidade do serviço prestado aos utentes. Uma das maiores dificuldades era conciliar toda essa responsabilidade com a gestão diária da equipa e a exigência do negócio. Com o tempo fui sentindo que a responsabilidade nem sempre era acompanhada pelo reconhecimento e pelas condições que considerava justas. É uma profissão que exige muito de nós, não apenas em termos técnicos, mas também emocionais e pessoais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>É mais complicado quando não se é proprietário?</strong><br>Acredito que sim, porque existe uma diferença entre ter responsabilidade pela gestão de uma farmácia e ter poder de decisão sobre todas as matérias. Enquanto Diretora Técnica, temos responsabilidades muito significativas, mas não temos autonomia para implementar mudanças. Podemos identificar problemas, mas as decisões finais não dependem de nós. Às vezes existe um sentimento de frustração quando sentimos que estamos a dar o nosso melhor, mas não temos margem de decisão proporcional à responsabilidade.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="767" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/Ana-Fortunato_3-1-1024x767.jpeg" alt="" class="wp-image-17001" style="width:716px;height:auto" srcset="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/Ana-Fortunato_3-1-1024x767.jpeg 1024w, https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/Ana-Fortunato_3-1-768x575.jpeg 768w, https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/Ana-Fortunato_3-1-200x150.jpeg 200w, https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/Ana-Fortunato_3-1-300x225.jpeg 300w, https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/Ana-Fortunato_3-1.jpeg 1179w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ana Fortunato numa das farmácias onde escolhe o seu próprio horário</figcaption></figure>
</div>


<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>Ser Diretora Técnica foi uma experiência muito enriquecedora, mas também bastante exigente. A responsabilidade ia além da componente farmacêutica. Tinha de gerir a equipa, <em>stocks</em>, encomendas, objetivos, problemas operacionais e, acima de tudo, garantir a qualidade do serviço prestado aos utentes.</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como geria os conflitos entre a equipa?<br></strong>Sempre tentei resolver os conflitos através do diálogo, da transparência e do sentido da responsabilidade. Considero importante ouvir as pessoas, perceber as suas dificuldades e procurar soluções, sem esquecer que somos uma equipa que precisa de regras, organização e objetivos comuns, mas nem sempre foi fácil. Aprendi que uma boa liderança não significa agradar a todos, mas procurar ser justa e dar o exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais foram os principais motivos para iniciar a transição profissional?</strong><br>A minha decisão foi sendo construída ao longo do tempo. Não foi tomada de impulso nem aconteceu de um dia para o outro. Após 26 anos na Farmácia Comunitária, dos quais os últimos 5 anos como Diretora Técnica, comecei a sentir que já não me identificava com o modelo de vida que a profissão me proporcionava. Horários rotativos, trabalhar aos fins de semana, a dificuldade de escolher as férias e a falta de liberdade começaram a pesar cada vez mais. Queria ter mais controlo sobre o meu tempo, poder fazer planos com a minha família e deixar de sentir que a minha vida estava constantemente condicionada pela organização do trabalho. A isto juntava-se o facto de estar no topo da carreira e já não ter muito mais por onde crescer. Sentia que iria fazer o mesmo até à reforma. Chegou um momento em que precisava de mudar. Não queria continuar a adiar a vida que desejava ter. A palavra que melhor resume esta decisão é liberdade: liberdade de tempo, de escolha, de organização e de construir o meu próprio futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sentiu que não havia evolução possível?</strong><br>Sim. Senti que tinha chegado a um patamar em que já não tinha possibilidade de progressão. Não se tratava apenas de progressão na carreira ou ganhar mais. Era também uma questão de qualidade de vida, autonomia e realização pessoal. Percebi que se continuasse a fazer exatamente o mesmo, dificilmente conseguiria alcançar resultados diferentes. Então decidi que tinha que ser eu a mudar.<br><br><strong>Desde a crise de 2011 que</strong> <strong>emigraram muitos farmacêuticos ou deixaram mesmo a profissão. Conhece mais colegas da área da saúde que também se desiludiram?</strong><br>Sim, conheço muitos colegas que foram repensando o seu percurso profissional e procurando alternativas fora da farmácia comunitária. Muitos profissionais da área da saúde acabam por sentir as mesmas dificuldades: muita responsabilidade, horários pouco compatíveis com a via familiar, a falta de reconhecimento e a sensação de que o esforço nem sempre é devidamente reconhecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Existe algum padrão ou cada um teve as suas razões?</strong><br>Penso que existem pontos em comum, mas cada história será diferente. Há quem procure melhores condições salariais, quem queira emigrar para ter uma carreira mais valorizada, quem precise de conciliar a vida profissional com a familiar e quem simplesmente sinta necessidade de mudar de rumo. No meu caso, foi sobretudo uma questão de qualidade de vida, liberdade e perspetivas de futuro. O facto de termos dedicado vários anos a uma carreira não significa que tenhamos de ficar presos a ela para sempre. Podemos valorizar o caminho percorrido e, mesmo assim, escolher um caminho diferente.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>A farmácia é uma profissão exigente, que requer conhecimento, responsabilidade, capacidade de atualização e uma grande componente humana. É importante que os estudantes conheçam a realidade da profissão, as suas diferentes áreas de atuação e as oportunidades que existem para além da farmácia comunitária. Dir-lhes-ia também para não terem medo de arriscar e mudar de ideias se não se sentirem realizados.</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em que áreas decidiu apostar?</strong><br>Decidi apostar no empreendedorismo, numa área completamente diferente. Iniciei primeiramente um percurso na área do imobiliário, estando actualmente na consultora KW Coastline, e desde o ano passado comecei a desenvolver um negócio na área do turismo, como consultora da Icligo, uma atividade que me permite conciliar a minha paixão por viajar com a possibilidade de construir o meu próprio projeto e que me dá liberdade total de horários. Foi um recomeço que me obrigou a crescer e a sair da minha zona de conforto. Passei de uma profissão que dominava, após 26 anos de experiência, para áreas em que tive de voltar a aprender e a sair muitas vezes da minha zona de conforto, só assim conseguimos evoluir. No conforto e no estável ninguém cresce nem evolui.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sente-se mais realizada nestes novos projetos?</strong><br>Sinto-me realizada, mas ainda não totalmente, estou numa fase de mudança em que ainda não consigo viver deste projeto a <em>full-time</em>, mas a curto, médio prazo é esse o objetivo. A diferença é que estou a construir algo meu, com uma visão de futuro que vai além de cumprir um horário e receber um salário no final do mês.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como são os seus dias nas novas atividades?</strong><br>São bastante diferentes do que estava habituada. Estou numa bolsa de farmacêuticos e ainda trabalho como Farmacêutica preenchendo alguns horários em falta nas farmácias. Aparte destas horas semanais que escolho consoante a minha disponibilidade estou muito focada no meu negócio das viagens e da imobiliária. Agora sou eu que organizo a minha vida e não tenho nenhum patrão que manda em mim, sou eu que mando na minha vida. E há uma vantagem que, para mim, é particularmente importante: não ter de esperar pela reforma para poder usufruir do meu tempo, viajar ou fazer planos com as pessoas de quem gosto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Que alterações na prática farmacêutica lhe dariam vontade de regressar a tempo inteiro à Farmácia Comunitária?</strong><br>Neste momento não pondero regressar a tempo inteiro à farmácia comunitária. Agora que sou livre de horários não quero voltar a sentir-me presa a um contrato de trabalho. Mas acho que a farmácia ganharia em dar aos seus farmacêuticos maior reconhecimento profissional, uma remuneração compatível com as suas funções e melhores condições para exercerem a sua atividade com qualidade, tempo para acompanharem os utentes e tempo para a família. No meu caso não bastaria melhorar apenas o salário. O tempo e a liberdade foram determinantes na minha decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nesta altura, há centenas de novos alunos a iniciar as aulas no primeiro ano do curso de Ciências Farmacêuticas e outros tantos a preparar-se para os estágios curriculares do último ano. O que gostaria de dizer a estes alunos?</strong><br>Diria para aproveitarem a formação, aprenderem o máximo possível e terem orgulho na profissão que escolheram. A farmácia é uma profissão exigente, que requer conhecimento, responsabilidade, capacidade de atualização e uma grande componente humana. É importante que os estudantes conheçam a realidade da profissão, as suas diferentes áreas de atuação e as oportunidades que existem para além da farmácia comunitária. Dir-lhes-ia também para não terem medo de arriscar e mudar de ideias se não se sentirem realizados. Escolher uma profissão não significa assumir um compromisso para a vida toda, independentemente das circunstâncias. Podemos gostar do que fazemos, dar o nosso melhor e, um dia perceber que queremos algo diferente. Mudar não significa que desistimos. Por vezes, é ter a coragem de reconhecer que crescemos, que as nossas prioridades mudaram e que precisamos de procurar um caminho mais alinhado com aquilo que somos e queremos ser. Eu dediquei 26 anos à farmácia comunitária e não considero esses anos perdidos. Pelo contrário, fazem parte de quem sou hoje. Mas aprendi que nunca é tarde para mudar.<br><br><strong>Quais são os seus planos para os próximos anos?</strong><br>Quero construir e consolidar o meu negócio na área do turismo, aumentar a minha equipa e ser responsável por muitas pessoas também conseguirem mudar as suas vidas. Os meus objetivos não se resumem apenas a números e resultados, quero ter mais tempo para a minha família, viajar muito (uma vez que consigo trabalhar em qualquer lado) e realizar ainda muitos sonhos que tenho por realizar. Durante muitos anos fiz o suposto: estudar, tirar um curso superior e trabalhar por conta de outrem até me reformar para um dia ser livre. Há uns meses quebrei o ciclo porque quero ser livre antes da reforma, porque nem sei se lá chego um dia. A vida é curta demais e bonita demais para trabalharmos 40 anos para os sonhos e a realização de alguém e deixarmos sempre os nossos sonhos suspensos. Se há algo que esta mudança me ensinou é que nunca é tarde para mudarmos e para recomeçarmos a construir uma vida com mais sentido.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="638" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/Ana-Fortunato_2-1024x638-1.jpeg" alt="" class="wp-image-17002" style="width:746px;height:auto" srcset="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/Ana-Fortunato_2-1024x638-1.jpeg 1024w, https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/Ana-Fortunato_2-1024x638-1-767x478.jpeg 767w, https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/Ana-Fortunato_2-1024x638-1-300x187.jpeg 300w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Na sua nova vida em viagem por Berlim</figcaption></figure>
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<p class="wp-block-paragraph"></p>O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/ana-fortunato-uma-farmaceutica-em-transicao/">Ana Fortunato: uma farmacêutica em transição</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ana Rodrigues: A evolução da farmácia hospitalar e os desafios do futuro</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/ana-rodrigues-a-evolucao-da-farmacia-hospitalar-e-os-desafios-do-futuro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Patrício]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MERCADO]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[farmácia hospitalar]]></category>
		<category><![CDATA[FFUL]]></category>
		<category><![CDATA[Funchal]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital de Santa Maria]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital Pulido Valente]]></category>
		<category><![CDATA[madeira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nascida no Funchal, Ana Rodrigues, licenciou-se na Faculdade de Farmácia de Lisboa no final dos anos 1980, começou a trabalhar nos Serviços Farmacêuticos do Hospital Pulido Valente e passou para o Santa Maria após a concentração dos Serviços Hospitalares. Nesta primeira parte da entrevista, partilha o início da sua história na área farmacêutica.</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/ana-rodrigues-a-evolucao-da-farmacia-hospitalar-e-os-desafios-do-futuro/">Ana Rodrigues: A evolução da farmácia hospitalar e os desafios do futuro</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Ana Rodrigues: A evolução da farmácia hospitalar e os desafios do futuro</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading"><em>Da transcrição manual das prescrições à digitalização dos processos e aos desafios da inteligência artificial, a farmácia hospitalar mudou profundamente nas últimas décadas. Na segunda parte</em> <em>da entrevista à</em> <em>Salus Magazine, a farmacêutica revisita essa evolução, reflete sobre a valorização da carreira, a formação das novas gerações e o futuro da profissão, que antevê cada vez mais próximo do doente e dos serviços clínicos.</em></h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/analorena2.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: analorena2"/></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-10-21T13:00:00+00:00">21 de Outubro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>Chegou a trabalhar na Indústria Farmacêutica em <em>part-time</em>.</strong> <strong>Quais eram as suas principais funções? Nunca sentiu vontade de passar para a área da Indústria a tempo inteiro?</strong><br>Trabalhei em <em>regulatory affairs</em> na indústria cosmética, fazia revisão de cartonagem e material publicitário, e ainda as notificações ao Infarmed e ao Centro anti-venenos (em conformidade com a legislação em vigor na altura). Trabalhava em cooperação com o sector de qualidade e com o <em>Marketing</em>. Gostei muitíssimo da experiência, contudo tinha três filhos pequenos e um marido que viajava muito, sem grandes apoios familiares não teria sido sensato fazer a passagem para a indústria. De qualquer forma nunca me arrependi, creio que senti sempre que a minha verdadeira vocação era o exercício da atividade farmacêutica na sua componente mais clínica e hospitalar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>De que forma evoluíram os Serviços Farmacêuticos na passagem dos anos</strong> <strong>1990 para os 2000? Sentiu que o SNS perdeu qualidade?</strong><br>Não, de forma alguma, pelo contrário, ganhou muita qualidade. Com a entrada do novo milénio houve uma verdadeira revolução na farmácia hospitalar que veio a melhorar muitíssimo a qualidade do trabalho e a segurança do doente. No início da minha carreira, no ano de 1992, não havia computadores, trabalhávamos com prescrições manuscritas em papel que transcrevíamos para uma folha terapêutica do doente. Era necessário interpretar o que estava escrito (a expressão popular “letra de médico” tem certamente origem nas prescrições manuscritas que estes profissionais faziam no passado, não eram realmente nada fáceis de interpretar), após a transcrição pelo farmacêutico, a medicação era preparada pelo técnico de diagnóstico e terapêutica, através da leitura dos registos manuscritos dos farmacêuticos, sendo depois enviada para o doente, onde o registo de administração era também manuscrito pelo enfermeiro. Conseguem imaginar trabalhar sem computadores, sem telemóveis e sem internet? Só era possível mediante uma boa (e constante) comunicação entre os vários profissionais de saúde que intervinham no processo.<br>Para tirar dúvidas consultávamos livros e manuais (Martindale, Formulário Britânico, Formulário da Sociedade Farmacêutica Hospitalar Americana, etc.), muitos grandes calhamaços em papel bíblia, demorávamos às vezes horas para dar uma resposta sobre segurança, compatibilidade, efeito secundários, de um determinado medicamento. O SNS ganhou efetivamente muita qualidade com a democratização da internet, e com a digitalização e automatização dos processos de trabalho.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>No início da minha carreira, no ano de 1992, não havia computadores, trabalhávamos com prescrições manuscritas em papel que transcrevíamos para uma folha terapêutica do doente. Era necessário interpretar o que estava escrito (a expressão popular “letra de médico” tem certamente origem nas prescrições manuscritas que estes profissionais faziam no passado, não eram realmente nada fáceis de interpretar), após a transcrição pelo farmacêutico, a medicação era preparada pelo técnico de diagnóstico e terapêutica, através da leitura dos registos manuscritos dos farmacêuticos, sendo depois enviada para o doente, onde o registo de administração era também manuscrito pelo enfermeiro</em>.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E as condições laborais dos profissionais de saúde foram alteradas?</strong><br>Sim, mas não acompanhou a velocidade da inovação farmacêutica. Os procedimentos tardaram a adaptar-se e a remuneração salarial estagnou durante 20 anos, o que causou grande desmotivação dos profissionais</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Após a reorganização dos Centros Hospitalares, a maioria da equipa farmacêutica do HPV foi transferida para Santa Maria. Como decorreu essa mudança? Quais foram as principais intercorrências?</strong><br>Foi uma adaptação desafiante. Fui nomeada para criar o procedimento de transição para a preparação no Hospital Santa Maria (e transporte) dos módulos diários de medicação dos doentes do Hospital Pulido Valente. Felizmente correu tudo bem</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Considera que as competências técnicas dos farmacêuticos hospitalares estão a ser bem aproveitadas atualmente?</strong><br>Os novos desafios da IA vão obrigar a uma grande transformação no trabalho do farmacêutico hospitalar, que penso que irá ser positiva, e que nos vai aproximar mais do doente e dos serviços clínicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A carreira de Farmacêutico Hospitalar foi criada há poucos anos. Sendo um grupo profissional imprescindível no tratamento dos doentes em meio hospitalar, quais os motivos desta falta de atenção crónica pelos Farmacêuticos Hospitalares?</strong><br>O nosso trabalho é muito discreto, trabalhamos nos bastidores, no hospital onde trabalho garantimos a cedência em segurança da medicação de mais de mil doentes internados em 2 hospitais, doentes em hospitais de dia, ambulatório, toda a medicação é validada por um farmacêutico antes de ser preparada e cedida. É um hospital com uma dimensão enorme de valências, um centro de referência para várias patologias raras, e com uma atividade experimental e académica intensa, onde o farmacêutico pode exercer de uma forma estimulante e inovadora o seu trabalho.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>Acredito que com o desenvolvimento de novas linhas terapêuticas cada vez mais sofisticadas (adaptadas a cada doente/doença) a atividade do Farmacêutico Hospitalar vai ser cada vez mais importante no contexto dos cuidados prestados ao doente, e também no contexto de gestão dos custos, que serão cada vez mais altos.</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Considera que o actual programa de Residência Farmacêutica é uma boa forma de resolver este problema e de valorizar a carreira Farmacêutica? Como está a correr no processo no Hospital de Santa Maria?</strong><br>Está a correr muito bem e creio ser um excelente programa para a nossa carreira, estamos a criar novos profissionais muito bem treinados e mais preparados para os desafios futuros</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>De que forma os currículos das faculdades de farmácia se deviam adaptar para dotar os futuros farmacêuticos de melhores instrumentos para responder aos desafios da longevidade, das patologias mentais, da desinformação, do acesso aos sistemas de saúde e das novas tecnologias?</strong><br>A desinformação é o maior problema. Quanto ao resto vejo com muito otimismo a inovação na área do medicamento, vamos poder tornar crónicas doenças que até bem pouco tempo não eram tratáveis. Acredito que com o desenvolvimento de novas linhas terapêuticas cada vez mais sofisticadas (adaptadas a cada doente/doença) a atividade do Farmacêutico Hospitalar vai ser cada vez mais importante no contexto dos cuidados prestados ao doente, e também no contexto de gestão dos custos, que serão cada vez mais altos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aconselhava o curso de Ciências Farmacêuticas aos candidatos ao Ensino Superior?</strong><br>Sim, claro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A nível profissional, quais são os seus planos a médio prazo?</strong><br>Passar o meu conhecimento e experiência às novas gerações, e continuar a aprender, o conhecimento na nossa área nunca se esgota.</p>



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			</item>
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		<title>Ana Rodrigues: uma Farmacêutica no Hospital Santa Maria</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/ana-rodrigues-uma-farmaceutica-no-hospital-santa-maria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Patrício]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Oct 2026 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MERCADO]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[farmácia hospitalar]]></category>
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		<category><![CDATA[madeira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nascida no Funchal, Ana Rodrigues, licenciou-se na Faculdade de Farmácia de Lisboa no final dos anos 1980, começou a trabalhar nos Serviços Farmacêuticos do Hospital Pulido Valente e passou para o Santa Maria após a concentração dos Serviços Hospitalares. Nesta primeira parte da entrevista, partilha o início da sua história na área farmacêutica.</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/ana-rodrigues-uma-farmaceutica-no-hospital-santa-maria/">Ana Rodrigues: uma Farmacêutica no Hospital Santa Maria</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Ana Rodrigues: uma Farmacêutica no Hospital Santa Maria</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading"><em>Nascida no Funchal,</em> <em>Ana Rodrigues, licenciou-se na Faculdade de Farmácia de Lisboa no final dos anos</em> <em>1980, começou a trabalhar nos Serviços Farmacêuticos do Hospital Pulido Valente e passou para o Santa Maria após a concentração dos Serviços Hospitalares.</em> <em>Nesta primeira parte da entrevista, partilha o início da sua história na área farmacêutica</em>.</h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/Ana-Lorena1-2.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: ana-lorena1-3"/><figcaption class="wp-element-caption">Ana Rodrigues no seu gabinete nos Serviços Farmacêuticos do Hospital de Santa Maria</figcaption></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-10-18T08:00:00+00:00">18 de Outubro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>Estudante do ensino secundário no Funchal, quais eram as áreas de que mais gostava?</strong><br>Gostava de Biologia, Fisico-Química e Português. Na verdade escolhi como disciplina extra a Quimicotecnia porque gostava mesmo de química.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O curso de Ciências Farmacêuticas foi a primeira escolha no acesso à Universidade?</strong><br>Sim, mas se tivesse uma média melhor (tinha “apenas” 16 valores) teria colocado Medicina em 1º lugar. Não que tivesse uma vocação missionária para ser médica, mas porque gostava da ideia de poder intervir mais nos cuidados ao doente</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais foram os principais motivos para esta escolha?</strong><br>O curso de Ciências Farmacêuticas parecia-me ser uma escolha abrangente, que me permitiria poder fazer escolhas no futuro (poderia trabalhar num hospital, numa farmácia, numa empresa, ou mesmo ser professora). Por outro lado, agradava-me a possibilidade de trabalhar na área da saúde, de poder ajudar as pessoas no tratamento e na prevenção de doenças.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>O curso de Ciências Farmacêuticas parecia-me ser uma escolha abrangente, que me permitiria poder fazer escolhas no futuro (poderia trabalhar num hospital, numa farmácia, numa empresa, ou mesmo ser professora). Por outro lado, agradava-me a possibilidade de trabalhar na área da saúde, de poder ajudar as pessoas no tratamento e na prevenção de doenças.</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Até 1997, a Faculdade de Farmácia de Lisboa ainda funcionava nos antigos edifícios com cobertura de amianto e com uma biblioteca muito pequena no famoso “Castelinho”. Como é que se estudava e se realizavam as apresentações sem os recursos informáticos actuais e sem o acesso aos artigos científicos on-line?</strong><br>Aulas um pouco enfadonhas num grande anfiteatro (onde professores e alunos fumavam), com professores a projectar folhas de acetato manuscritas num retroprojector. Mas para mim, alguém que veio de uma cidade pequena, numa ilha pequena, tudo me parecia interessante e verdadeiramente moderno. Para mimetizar os meus colegas mais “cool” também aprendi a fumar SG Lights, iniciação e treino feito no Bar da Faculdade de Farmácia, onde todo o mundo se conhecia, e onde se discutia muito a política dos anos 1980 (o Cavaco Silva foi até à Figueira da Foz fazer a rodagem do seu Citroën e acabou eleito líder do PSD e pouco depois 1.º ministro). Os trabalhos eram feitos a partir de pesquisas em revistas especializadas em bibliotecas académicas (no Castelinho, no Técnico, na Faculdade de Ciências), onde, nas mais sofisticadas, também se pesquisava em microfilmes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como era a vida social na Faculdade? Já existiam as famosas Farmos (convívios organizados pela Associação de Estudantes em zonas turísticas, normalmente no Algarve na Farmo de Verão e no interior na Farmo de Inverno)?</strong><br>A vida era intensíssima, o ambiente era alegre, jovem e divertido. Os deslocados das ilhas e de regiões distantes do continente, e os residentes na cidade de Lisboa, passávamos horas na Faculdade a conversar (no bar, obviamente), e a combinar saídas nocturnas no Plateau, no Frágil, etc. Os colegas que viviam na margem sul, ou na linha de Cascais desapareciam logo no final das aulas, só permaneciam os mais boémios, os curiosos, e os que tinham de fazer tempo para o jantar na Cantina Velha.<br>Sem fantasias nem idealismos nostálgicos, foram mesmo tempos muito felizes para mim. Embora sentisse saudades da minha família e da minha ilha, a sede de viver experiências e “aventuras” era imensa, provavelmente alimentada pelos romances de ficção (portuguesa e estrangeira) que lia desde os meus doze anos (Eça e as suas viagens e tertúlias, gostava de reconhecer em Lisboa os locais que tinha lido nos seus romances, Milan Kundera, claro, o Sommerset Maugham, o Sandor Marai, etc.). A leitura do Expresso e do Independente era também obrigatória no grupo do Bar da Faculdade, alguns rapazes liam o Record, o Jogo ou a Bola. Foi um momento muito bom da minha vida, mas foi vivido na altura própria, com a idade certa. Curiosamente ainda conservo amigos muito próximos dessa época, mas raramente falámos dos tempos de faculdade.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>Como comecei a trabalhar num hospital relativamente pequeno, e era a única farmacêutica em escala no horário prolongado da tarde (até as 19h), foi muito fácil conhecer as equipas de enfermagem e as equipas médicas, com quem discutia diariamente as situações de urgência, pelo que rapidamente me senti valorizada e útil</em>.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como decorreram os seus estágios em Farmácia Comunitária e em Hospitalar?</strong><br>Fiz o estágio de Comunitária numa farmácia em Alvalade e o estágio de Farmácia hospitalar no Hospital Pulido Valente. Era muito jovem e muito insegura ao balcão, talvez por isso não guarde recordações marcantes do estágio em farmácia comunitária. Depois da conclusão do curso comecei logo a trabalhar na Farmácia do Hospital Pulido Valente.<br><br><strong>Como foram esses primeiros anos de trabalho no Hospital Pulido Valente?</strong><br>Foram anos muito importantes, pude aplicar os meus conhecimentos na actividade profissional diária. Como comecei a trabalhar num hospital relativamente pequeno, e era a única farmacêutica em escala no horário prolongado da tarde (até as 19h), foi muito fácil conhecer as equipas de enfermagem e as equipas médicas, com quem discutia diariamente as situações de urgência, pelo que rapidamente me senti valorizada e útil. Na altura, a formação profissional era dada pela indústria farmacêutica e era relativamente fácil ter acesso a cursos, congressos, jornadas, etc., a actualização dos conhecimentos era apenas veiculada desta forma, ou através da leitura de artigos e revistas científicas especializadas, uma vez que a internet ainda não estava disponível.</p>



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			</item>
		<item>
		<title>Sofia André assume direção na Servier Portugal</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/sofia-andre-assume-direcao-na-servier-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Eugénio Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MERCADO]]></category>
		<category><![CDATA[diretora]]></category>
		<category><![CDATA[Market Access & Compliance]]></category>
		<category><![CDATA[Regulatory and Public Affairs]]></category>
		<category><![CDATA[Servier Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Sofia André]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salusmagazine.pt/?p=16929</guid>

					<description><![CDATA[<p>Sofia André é a nova diretora de Regulatory and Public Affairs, Market Access &#038; Compliance da Servier Portugal, após mais de 25 anos na área da saúde.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Sofia André assume direção na Servier Portugal</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">Nova diretora de Regulatory and Public Affairs, Market Access &amp; Compliance da Servier Portugal, tem mais de 25 anos na área da saúde.</h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/Sofia-Andre.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: sofia-andre"/></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-10-14T13:00:00+00:00">14 de Outubro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br>Sofia André é a nova <em>Regulatory and Public Affairs, Market Access &amp; Compliance Director</em> da Servier Portugal, empresa farmacêutica de origem francesa, governada por uma fundação sem fins lucrativos e presente no mercado português desde 1964.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A profissional, <strong>licenciada em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de Lisboa,</strong> <strong>além de possui</strong><strong>r uma pós-graduação em Farmacoeconomia pelo ISEG e um MBA pela ISCTE Business School</strong><strong>, “conta com mais de 25 anos de experiência na área da saúde, incluindo cinco anos no INFARMED e duas décadas na indústria farmacêutica</strong><strong>”, pode ler-se num comunicado enviado pela empresa</strong>. Ao longo do seu percurso, passou pela GlaxoSmithKline (GSK), Novartis e Bayer, onde desempenhou funções como <em>Governmental, Public Affairs &amp; Foundational Portfolio Lead</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A propósito desta nova etapa, Sofia André destaca a importância da colaboração entre os diferentes intervenientes do setor da saúde, num contexto que considera particularmente exigente. <strong>“O progresso na saúde exige uma voz comum. Mais do que um imperativo, o diálogo construtivo entre todos os <em>stakeholders</em> é a nossa base de atuação, onde a indústria farmacêutica se posiciona como um parceiro responsável e catalisador de soluções sustentáveis para o ecossistema”,</strong> afirma a mesma fonte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A responsável acrescenta que o objetivo passa por “inovar com propósito, colaborar com paixão e sustentar o futuro, garantindo que cada avanço seja em prol do bem-estar do doente”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nomeação coloca sob a sua responsabilidade áreas relacionadas com a regulamentação, os assuntos públicos, o acesso ao mercado e a <em>compliance</em>, dimensões relevantes para a atividade da indústria farmacêutica e para a disponibilização de medicamentos aos doentes.</p>



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		<item>
		<title>Hospital da Luz lança série sobre saúde cardiovascular</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/hospital-da-luz-lanca-serie-sobre-saude-cardiovascular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Eugénio Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MERCADO]]></category>
		<category><![CDATA[CMTV]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital da Luz]]></category>
		<category><![CDATA[Medialivre]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[saúde cardiovascular]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais do Coração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Série Sinais do Coração reúne especialistas do Hospital da Luz para esclarecer dúvidas sobre saúde cardiovascular e prevenção.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Hospital da Luz lança série sobre saúde cardiovascular</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">Série <em>Sinais do Coração</em> reúne especialistas do Hospital da Luz para esclarecer dúvidas sobre saúde cardiovascular e prevenção.</h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/HOSPITAL_DA_LUZ_EP2_EDIT_DIGITAL_V2.00_00_05_07.Still002.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: hospital_da_luz_ep2_edit_digital_v2-00_00_05_07-still002"/></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-10-09T14:00:00+00:00">9 de Outubro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br>O coração pode estar doente mesmo quando não dá sinais de alerta. É a partir desta questão que arranca <em>Sinais do Coração</em>, uma iniciativa que teve início no Dia Mundial do Coração e é composta por uma série de 12 episódios lançada pelo Hospital da Luz em parceria com a Medialivre, que pretende esclarecer dúvidas sobre saúde cardiovascular e sensibilizar para a importância da prevenção. O primeiro episódio já está disponível na CMTV e pode ser visto <strong><a href="https://sinaisdocoracao.cmjornal.pt/">aqui</a></strong>. Ao longo de seis meses<strong>, a série vai abordar diferentes temas relacionados com a saúde do coração, com a participação de especialistas do Hospital da Luz e respostas a questões concretas que podem surgir no dia a dia dos doentes.</strong><br><br>Com cerca de dois minutos, o episódio de estreia coloca duas perguntas centrais: <em>Posso ter o coração doente sem sintomas?</em> e <em>O que posso fazer para manter o coração saudável?</em>. Os cardiologistas Hélder Dores, do Hospital da Luz Lisboa, e Vânia Ribeiro, do Hospital da Luz Arrábida, explicam como algumas doenças cardíacas podem evoluir sem manifestações evidentes e destacam a importância de conhecer os fatores de risco e de apostar na prevenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, essa ausência de sintomas nem sempre significa não existir doença, realidade que reforça a importância da avaliação clínica e da identificação atempada de fatores de risco. Para os profissionais de saúde, a comunicação destas questões é também uma oportunidade para promover decisões informadas e incentivar comportamentos preventivos junto da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os episódios seguintes vão explorar outros sinais e dúvidas relacionados com a saúde cardiovascular, incluindo palpitações, cansaço, falta de ar e a prática de exercício físico por pessoas com doença cardíaca</strong>. A intenção é aproximar a informação médica do público, recorrendo a explicações breves e acessíveis, sem perder de vista a importância de reconhecer sinais de alerta e de procurar aconselhamento clínico quando necessário.<strong><br><br></strong></p>



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		<title>Juan Carlos Gil Rubio assume direção-geral da Merz Therapeutics Ibéria</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/juan-carlos-gil-rubio-assume-direcao-geral-da-merz-therapeutics-iberia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Eugénio Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Oct 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MERCADO]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Carlos Gil Rubio]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Merz Therapeutics Ibéria]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salusmagazine.pt/?p=16763</guid>

					<description><![CDATA[<p>Novo diretor assume responsabilidade pelas operações da empresa em Espanha e Portugal, tendo como uma das prioridades apostar na relação com a comunidade de profissionais de saúde.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Juan Carlos Gil Rubio assume direção-geral da Merz Therapeutics Ibéria</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">Novo diretor assume responsabilidade pelas operações da empresa em Espanha e Portugal, tendo como uma das prioridades apostar na relação com a comunidade de profissionais de saúde.</h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/10/Juan-Carlos-Gil_GM-Merz-Therapeutics-Iberia_2BR.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: juan-carlos-gil_gm-merz-therapeutics-iberia_2br"/></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-10-03T13:00:00+00:00">3 de Outubro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br>A <strong>Merz Therapeutics</strong> nomeou <strong>Juan Carlos Gil Rubio como Diretor-Geral para a Ibéria</strong>, sucedendo a <strong>Álvaro González</strong>, que passa a assumir a responsabilidade pelas operações da empresa farmacêutica especializada em neurologia em Espanha e Portugal. A informação consta de um comunicado da empresa enviado à nossa redação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No novo cargo, <strong>Juan Carlos Gil Rubio terá como prioridades contribuir para melhorar o acesso dos doentes a terapias inovadoras, reforçar a colaboração com profissionais de saúde e outros <em>stakeholders</em> e consolidar uma organização orientada para as necessidades das pessoas com doença.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>“A Merz construiu uma reputação sólida assente na excelência, na inovação e num compromisso de longo prazo para com os doentes e profissionais de saúde. Estou verdadeiramente entusiasmado por me juntar à Merz Therapeutics em Espanha e Portugal e por trabalhar lado a lado com uma equipa tão talentosa.”</em><br>Juan Carlos Gil Rubio, Diretor-Geral da Merz Therapeutics para a Ibéria</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A sua atuação será desenvolvida em articulação com a equipa local e os principais parceiros externos, com o objetivo de consolidar os pontos fortes da operação ibérica e identificar novas oportunidades de crescimento e impacto. <strong>Entre as áreas definidas pela empresa estão a maximização do crescimento nas indicações existentes, a preparação de futuras oportunidades na área da enxaqueca e o reforço do acesso dos doentes às terapias e ao reembolso.</strong> A relação com a comunidade de profissionais de saúde será igualmente uma das prioridades do novo Diretor-Geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Juan Carlos Gil Rubio, a prioridade é procura diferenciar a empresa não apenas através dos seus produtos, mas também “<strong>através da ciência, da qualidade das nossas parcerias, da experiência do cliente e do nosso contributo para a melhoria dos cuidados prestados aos doentes</strong>”.</p>



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		<title>APORMED estabelece orientações para empresas de dispositivos auditivos</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/apormed-estabelece-orientacoes-para-empresas-de-dispositivos-auditivos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Eugénio Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MERCADO]]></category>
		<category><![CDATA[apormed]]></category>
		<category><![CDATA[dispositivos auditivos]]></category>
		<category><![CDATA[Entidade Reguladora da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Infarmed]]></category>
		<category><![CDATA[protocolo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salusmagazine.pt/?p=16693</guid>

					<description><![CDATA[<p>APORMED estabelece orientações para reforçar a ética, transparência e responsabilidade nas práticas das empresas de dispositivos médicos auditivos.</p>
O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/apormed-estabelece-orientacoes-para-empresas-de-dispositivos-auditivos/">APORMED estabelece orientações para empresas de dispositivos auditivos</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">APORMED estabelece orientações para empresas de dispositivos auditivos</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">Protocolo visa a autorregulação do setor, reforçando as boas práticas assim como a ética, a transparência e a responsabilidade nas práticas das empresas de dispositivos médicos auditivos.</h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/Assinatura-Protocolo-APORMED-e-empresas-de-dispositivos-medicos-auditivos_Fotografia.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: assinatura-protocolo-apormed-e-empresas-de-dispositivos-medicos-auditivos_fotografia"/></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-09-30T13:00:00+00:00">30 de Setembro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>As empresas de dispositivos médicos auditivos associadas da APORMED assinaram o protocolo que oficializa as “Orientações sobre as interações entre as empresas de dispositivos médicos auditivos e as pessoas com necessidade de reabilitação da função auditiva”</strong>. A iniciativa estabelece um conjunto de princípios de autorregulação para a atuação comercial das empresas deste setor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>documento sistematiza princípios como ética, integridade, transparência, honestidade, seriedade e rigor, com o objetivo de assegurar que as pessoas com necessidade de reabilitação auditiva têm acesso a informação verdadeira, completa e transparente, que lhes permita tomar decisões informadas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“A adoção destas Orientações tem como finalidade demonstrar o compromisso das empresas associadas da APORMED de que as práticas comerciais são conduzidas de forma ética e se pautam pela responsabilidade, integridade, transparência, honestidade, seriedade e rigor”, afirma Antonieta Lucas, presidente da APORMED. A responsável considera que estes princípios contribuem para reforçar a confiança das pessoas com necessidade de reabilitação da função auditiva e do público em geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A iniciativa recebeu também o reconhecimento do INFARMED, que felicitou a APORMED pela elaboração das orientações.</strong> O regulador destacou o contributo do documento para reforçar princípios de ética, transparência, responsabilidade e rigor nas práticas comerciais das empresas do subsetor dos dispositivos médicos auditivos. <strong>Para o INFARMED, as orientações constituem “um contributo relevante para a proteção das pessoas com perda auditiva, frequentemente mais vulneráveis, e para o reforço da confiança no setor”.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Também a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) manifestou o seu apreço pela iniciativa e pela adesão das empresas associadas. Para a entidade, o compromisso demonstrado com o rigor, a qualidade e a ética das práticas comerciais contribui para a promoção de boas práticas e para a defesa dos direitos e interesses dos utentes. “Esta iniciativa constitui um contributo relevante para a promoção de boas práticas no setor e para a defesa dos direitos e interesses dos utentes, merecendo, por isso, o reconhecimento da ERS”.<br></p>



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		<item>
		<title>Green Hospitals apresenta soluções para tornar os hospitais ibéricos mais sustentáveis</title>
		<link>https://salusmagazine.pt/green-hospitals-apresenta-solucoes-para-tornar-os-hospitais-ibericos-mais-sustentaveis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Eugénio Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MERCADO]]></category>
		<category><![CDATA[17 de setembro]]></category>
		<category><![CDATA[Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares]]></category>
		<category><![CDATA[espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Green Hospitals]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[ULS Algarve – Unidade de Portimão]]></category>
		<category><![CDATA[Xavier Barreto]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salusmagazine.pt/?p=16461</guid>

					<description><![CDATA[<p>Projeto Green Hospitals encerra a 17 de setembro, em Portimão, apresentando soluções e boas práticas para reduzir o consumo energético e a pegada ecológica dos hospitais ibéricos.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h1 class="wp-block-heading">Green Hospitals apresenta soluções para tornar os hospitais ibéricos mais sustentáveis</h1>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">Projeto de cooperação entre Portugal e Espanha encerra a 17 de setembro, na ULS Algarve – Unidade de Portimão, após três anos dedicados à redução do consumo energético e da pegada ecológica do setor da Saúde.</h3>
</div>
</div>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://salusmagazine.pt/wp-content/uploads/2026/09/Green-Hospitals_Imagem-Horizontal.jpg" alt="Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: green-hospitals_imagem-horizontal"/></figure>


<div class="wp-block-post-date"><time datetime="2026-09-09T13:00:00+00:00">9 de Setembro, 2026</time></div>


<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>O projeto Green Hospitals, dedicado à sustentabilidade dos hospitais e à cooperação entre Portugal e Espanha, realiza a sua Cerimónia de Encerramento no dia 17 de setembro, na ULS Algarve – Unidade de Portimão</strong>. O encontro será marcado pela apresentação dos principais resultados e conclusões de três anos de trabalho, bem como das soluções e boas práticas desenvolvidas no âmbito da iniciativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A</strong> <strong>sessão reunirá especialistas, administradores hospitalares e representantes institucionais portugueses e espanhóis, num momento destinado a avaliar o trabalho desenvolvido e a discutir os próximos passos para uma maior sustentabilidade dos sistemas de saúde ibéricos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa surge perante os desafios energéticos e ambientais que se colocam ao setor da Saúde, procurando contribuir para a redução do consumo de energia e das emissões de gases com efeito de estufa associadas à atividade hospitalar.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>“O</em> <em>Projeto Green Hospitals permitiu-nos compreender que é possível unir inovação, sustentabilidade e cooperação ao serviço da saúde pública. A verdade é que a resposta à crise climática não se pode limitar à prestação de cuidados. Deve também refletir-se na gestão dos recursos e das infraestruturas (&#8230;) É essencial que o trabalho pela redução da pegada ecológica dos hospitais e pelo aumento da sustentabilidade dos sistemas de saúde ibéricos continue. Ao longo destes três anos, conseguimos identificar soluções e reforçar a cooperação entre Portugal e Espanha. O desafio agora é garantir que este conhecimento tem continuidade e que as soluções testadas possam ser replicadas”.<br></em>Xavier Barreto, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Cerimónia de Encerramento incluirá também a entrega dos Prémios de Poupança de Energia</strong>, que irão distinguir os trabalhos desenvolvidos pelas diferentes entidades envolvidas na promoção da eficiência energética.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desenvolvido no âmbito do POCTEP 2021-2027 – Programa de Cooperação Transfronteiriça entre Espanha e Portugal, o Green Hospitals está integrado no Objetivo Específico 2.1 e pretende contribuir para a diminuição do uso de energia e das emissões de gases com efeito de estufa do setor da Saúde ibérico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portugal e Espanha foram identificados, no contexto territorial do projeto, como países cujos setores da Saúde apresentam emissões de gases com efeito de estufa superiores à média europeia.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto envolve um consórcio constituído por entidades portuguesas e espanholas. Do lado português participam a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), a ULS Trás-os-Montes e Alto Douro, a ULS de Coimbra, a ULS Algarve e a Rede Nacional de Agências de Energia (RNAE). Espanha está representada pela EREN – Agência de Energia de Castilla e Leão e pelo SERGAS – Agência de Saúde da Galiza.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><br></p>O conteúdo <a href="https://salusmagazine.pt/green-hospitals-apresenta-solucoes-para-tornar-os-hospitais-ibericos-mais-sustentaveis/">Green Hospitals apresenta soluções para tornar os hospitais ibéricos mais sustentáveis</a> aparece primeiro em <a href="https://salusmagazine.pt">Salus Magazine</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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