Realizada primeira administração em Portugal de anticorpo inovador para combater doença de Alzheimer

Realizada primeira administração em Portugal de anticorpo inovador para combater doença de Alzheimer

CNS – Campus Neurológico assinala marco na neurologia nacional ao realizar primeira administração, em Portugal, de um novo anticorpo monoclonal anti-amiloide indicado para o tratamento da Doença de Alzheimer em fases iniciais.

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O fármaco, administrado mensalmente, foi recentemente aprovado em vários mercados internacionais e destina-se a doentes com formas precoces da doença. Ensaios clínicos demonstraram a sua capacidade para atrasar a progressão da patologia em doentes selecionados, abrindo novas perspetivas terapêuticas.

Com esta primeira administração, o CNS posiciona-se na linha da frente da inovação terapêutica em Portugal, afirmando-se como centro de referência na implementação de terapêuticas modificadoras da doença, baseadas em evidência científica.

“Pela primeira vez, disponibilizamos aos nossos doentes uma terapêutica com eficácia comprovada em ensaios no atraso da progressão da doença de Alzheimer em fases iniciais. Este é um avanço para a área, que traz uma nova esperança, mas que exige também elevada responsabilidade clínica, devendo ser sempre administrado em contextos especializados, com equipas multidisciplinares experientes e monitorização rigorosa. Para este doente, e para outros no futuro, representa mais do que um tratamento: representa a possibilidade de poder atrasar a progressão da doença e consequentemente a possibilidade de poder preservar mais a funcionalidade.” 
Joana Morgado, neurologista e coordenadora da Unidade de Demências do CNS – Campus Neurológico

Também Margarida Rodrigues, neurologista, Coordenadora do CNS Braga, sublinha que “a seleção criteriosa dos doentes é determinante, sendo essencial garantir diagnóstico preciso, confirmação de biomarcadores e avaliação rigorosa do perfil de risco-benefício”.

No âmbito desta evolução, o CNS criou uma Consulta de Terapêuticas Modificadoras da Doença de Alzheimer, dedicada à avaliação individualizada de doentes candidatos a estas novas abordagens. Cada caso é analisado de forma integrada, incluindo avaliação clínica, exames complementares, biomarcadores e neuroimagem, assegurando decisões terapêuticas ajustadas ao perfil de cada doente.

Para Ana Castro Caldas, Diretora Clínica do CNS – Campus Neurológico, esta iniciativa reflete o compromisso da instituição em traduzir a inovação científica em benefício real para os doentes, reforçando o papel do CNS como motor de inovação em neurociências. Já Joaquim Ferreira destaca o “envolvimento da equipa nos ensaios clínicos que sustentam estas terapêuticas, bem como a capacidade de as disponibilizar agora na prática clínica”.

A introdução destas terapêuticas exige elevada diferenciação em neurologia cognitiva e capacidade de monitorização especializada. O CNS assegura estas condições através de uma equipa interdisciplinar, protocolos estruturados e articulação com centros avançados de diagnóstico.