Bolsas de Cidadania Roche 2026 apoiam projetos de inclusão, saúde mental e literacia em saúde

Bolsas de Cidadania Roche 2026 apoiam projetos de inclusão, saúde mental e literacia em saúde

Bolsas de Cidadania Roche 2026 vão apoiar cinco projetos de associações e ONG nas áreas da saúde mental, oncologia, doença inflamatória do intestino e literacia em saúde.

Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: bolsas_roche


Já são conhecidos os vencedores das Bolsas de Cidadania Roche 2026, iniciativa que distingue projetos de associações de doentes e organizações não-governamentais com impacto na área da saúde e da participação cívica. No total, vão ser distribuídos 75 mil euros por cinco projetos selecionados entre cerca de 70 candidaturas avaliadas por um júri independente.

A cerimónia pública de entrega das bolsas destacou o papel das associações na promoção da literacia em saúde, do apoio psicossocial e da defesa dos direitos dos doentes, premiando iniciativas nas áreas da doença inflamatória do intestino, saúde mental, oncologia e sobrevivência ao cancro pediátrico.

A maior distinção, no valor de 25 mil euros, foi atribuída ao projeto Missão WC para Todos, da Associação Crohn Colite PT. A iniciativa pretende garantir acesso universal e digno a casas de banho públicas para pessoas com doenças inflamatórias do intestino, ostomias, doenças oncológicas, neurológicas e outras condições que exigem acesso urgente a sanitários.

O projeto propõe a criação de um Cartão WC Já, que permita o acesso imediato a instalações sanitárias em situações de urgência clínica, bem como a definição de um rácio mínimo de casas de banho públicas por habitante e a obrigatoriedade de instalações acessíveis em grandes edifícios públicos. A associação pretende ainda criar uma rede de parcerias com estabelecimentos públicos e privados, facilitando o acesso sem constrangimentos ou barreiras burocráticas.

A bolsa de 20 mil euros distinguiu o Programa Integrado Lilith – Literacia, Acompanhamento e Experimentação em Saúde Mental das Mulheres em Contexto Insular, da Associação de Artes Circenses dos Açores 9’ Circos. O projeto dirige-se a mulheres da ilha de São Jorge e aposta em ações de literacia em saúde mental, workshops, teatro comunitário e testemunhos em vídeo, numa região onde existe escassez de recursos especializados em saúde mental.

Na área da oncologia, a Associação Portuguesa do Cancro no Cérebro recebeu uma bolsa de 15 mil euros para o projeto BrainConnect – Rede Integrada de Apoio Psicossocial para Pessoas com Tumor Cerebral. A iniciativa visa reforçar o apoio psicológico especializado a doentes e cuidadores, criar uma comunidade digital moderada por profissionais de saúde mental e disponibilizar conteúdos informativos credíveis sobre tumores cerebrais.

Já a Associação de Familiares e Amigos do Doente Mental da Região Autónoma da Madeira foi distinguida com uma bolsa de 10 mil euros para o projeto Voz do Doente em Saúde Mental: Literacia, Direitos e Experiência do Utente na Madeira. O objetivo passa pela criação de um Guia dos Direitos em Saúde Mental e de um Barómetro da Experiência do Doente, centrado na recolha de informação sobre a experiência dos utentes nos serviços de saúde mental da região.

Por fim, a Acreditar – Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro recebeu uma bolsa de 5 mil euros para o projeto Depois do Cancro: Conhecer Direitos, Construir Futuro. A iniciativa pretende disponibilizar conteúdos científicos e educativos em português sobre sobrevivência ao cancro pediátrico, promovendo também informação sobre direitos sociais e legais de jovens sobreviventes e cuidadores.