Nova Via Verde Choque Cardiogénico já funciona em três hospitais do SNS

Nova Via Verde Choque Cardiogénico já funciona em três hospitais do SNS

Nova Via Verde Choque Cardiogénico já está em funcionamento em três centros hospitalares do SNS e pretende acelerar a referenciação de doentes com falência cardíaca grave.

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A nova Via Verde Choque Cardiogénico (VVCC) já entrou em funcionamento em Portugal, com o objetivo de acelerar a identificação e referenciação de doentes com falência cardíaca grave para centros especializados. O projeto-piloto está atualmente a funcionar em três unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS): a ULS de São João, no Porto, a ULS de Coimbra e a ULS de São José, em Lisboa.

De acordo com o site do SNS, a iniciativa pretende criar uma resposta organizada e rápida para uma condição clínica de elevada mortalidade. O choque cardiogénico ocorre quando o coração perde a capacidade de bombear sangue de forma eficaz, comprometendo a oxigenação dos órgãos vitais e podendo conduzir rapidamente à morte se não houver intervenção atempada.

Segundo o último relatório das doenças cardiovasculares, existem em Portugal cerca de 800 casos por ano de choque cardiogénico, sendo que a taxa de mortalidade ronda os 60%.

Os hospitais integrados nesta Via Verde dispõem de equipas multidisciplinares especializadas, envolvendo cardiologia de intervenção, medicina intensiva e cirurgia cardíaca, contando alguns centros também com capacidade para transplante cardíaco e suporte circulatório avançado.

Ao contrário da Via Verde do AVC ou do enfarte agudo do miocárdio, frequentemente ativadas por situações ocorridas no domicílio ou na via pública, a VVCC será maioritariamente utilizada entre hospitais. O modelo prevê que os doentes sejam identificados precocemente nas unidades de saúde e rapidamente encaminhados para centros de referência através de uma linha nacional disponível 24 horas por dia para apoio clínico aos médicos.

O referencial do projeto-piloto estabelece critérios específicos para identificação dos doentes, definição da gravidade clínica e articulação entre hospitais com diferentes níveis de diferenciação. O objetivo passa por garantir que todos os doentes, independentemente da região onde vivem, tenham acesso às mesmas oportunidades terapêuticas.

Durante a fase piloto, que deverá decorrer entre seis e 12 meses, a rede funcionará sob coordenação técnica da Direção-Geral da Saúde, com monitorização contínua de indicadores clínicos e organizacionais. A avaliação permitirá ajustar o funcionamento da rede antes da sua expansão a todo o território nacional, prevista até ao final deste ano.