Adesivo para monitorizar glicémia em ensaios clínicos 

Adesivo para monitorizar glicémia em ensaios clínicos 

Está a ser desenvolvido novo adesivo de medição da glicémia através do suor de paciente, evitando assim o uso de agulhas, o que torna esta tecnologia mais cómoda, aumentando a adesão dos pacientes no controlo da diabetes. Encontra-se ainda em ensaios clínicos antes de poder ser comercializado.

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Foto: Hui Won Yun/Seoul National Univ.


Investigadores da Coreia do Sul estão a desenvolver um adesivo para monitorizar a glicémia através do suor do paciente, o que é um método muito menos invasivo de acompanhamento glicémico, visto que com esta nova tecnologia não é necessário os pacientes recorrerem à perfuração da pele com agulhas para verificar os seus níveis de açúcar no sangue, especialmente importante para quem tem de o fazer com frequência. Além deste método aumentar a adesão do paciente à monitorização da sua glicémia, também diminui o risco de infeção.

O adesivo tem biossensores ultrafinos integrados de grafeno, que analisam substâncias presentes no suor e correlacionam esses dados com os níveis de glicose no sangue do paciente. Estes podem ser rapidamente enviados para dispositivos móveis permitindo um acompanhamento mais cómodo.

Esta tecnologia, além de poder ser aplicada no controlo da diabetes, pode ser utilizada também de um modo preventivo e personalizado por pessoas que pretendem monitorizar as respostas do organismo a alimentação, exercícios físicos e stress, aplicando o conceito de saúde digital e autocuidado.

Estes adesivos que medem a glicose pelo suor vêm revolucionar a monitorização da diabetes, mas esta tecnologia ainda se encontra em ensaios clínicos e terá de passar por validação em larga escala antes de poderem ser comercializados. 

Se a sua eficácia for realmente comprovada, os especialistas acreditam que esta inovação pode transformar a monitorização metabólica e impulsionar uma nova geração de wearables médicos não invasivos.

Há vários grupos de investigação dedicados a esta inovação tecnológica aplicada à saúde, incluindo um consórcio internacional liderado por Portugal – pela Universidade Nova de Lisboa, de modo que esta medição não invasiva, de baixo custo, e contínua, efetuada através da pele possa entrar no mercado e na vida dos pacientes que dela tanto necessitam. 

Este projeto em Portugal é liderado pela investigadora Elvira Fortunato, do i3N da UNL. Nele também estão envolvidas a Université de Cergy Paris (França) e a Université Libre de Bruxelles (Bélgica). O protótipo em desenvolvimento destina-se à monitorização da glucose em pacientes com diabetes e cloretos, para pacientes com fibrose quística. De momento, enquanto este novo adesivo de suor não se encontra na fase de comercialização, a alternativa disponível para os pacientes monitorizarem a sua glicémia sem picadas no dedo consiste na utilização dos sistemas de Monitorização Contínua de Glicose (MCG), que são dispositivos que utilizam um microfilamento inserido sob a pele (geralmente no braço) que mede a glicose no líquido intersticial, minuto a minuto, transmitindo os dados para aplicativos móveis. O mais conhecido encontra-se comercializado em Portugal e no Brasil e é o Freestyle Libre, da Abbott.

Pode obter mais informações sobre os vários tipos destes dispositivos aqui.