GE HealthCare assume liderança na promoção do tratamento cardio-oncológico na Europa

GE HealthCare assume liderança na promoção do tratamento cardio-oncológico na Europa

GE HealthCare vai liderar consórcio europeu COMPASS, iniciativa a cinco anos que pretende transformar os cuidados cardio-oncológicos através da deteção precoce de riscos cardiovasculares em doentes com cancro.

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Com um investimento de 50,5 milhões de euros e mais de 60 parceiros, o projeto COMPASS afirma-se como uma das maiores parcerias público-privadas no âmbito do Instituto de Saúde Inovadora (IHI), reunindo especialistas das áreas da cardiologia, oncologia, ciência de dados e inteligência artificial.

O avanço das terapêuticas oncológicas tem contribuído para o aumento da sobrevivência ao cancro, mas também trouxe novos desafios clínicos. As doenças cardiovasculares têm vindo a crescer entre doentes e sobreviventes oncológicos, sendo atualmente a segunda principal causa de morte neste grupo, representando até 10% da mortalidade.

Este cenário está associado não só à presença de fatores de risco cardiovasculares prévios, mas também aos efeitos secundários de tratamentos como quimioterapia, radioterapia e terapias dirigidas, frequentemente ligados à cardiotoxicidade.

Apesar da crescente relevância deste problema, persistem lacunas importantes no conhecimento científico e na prática clínica. A ausência de biomarcadores fiáveis, o conhecimento limitado dos mecanismos biológicos da cardiotoxicidade e a falta de estratégias preventivas eficazes continuam a dificultar uma abordagem mais robusta e precoce.

É neste contexto que o COMPASS pretende atuar, propondo um modelo integrado e centrado no doente que permita melhorar a prevenção, o diagnóstico e o acompanhamento das complicações cardiovasculares associadas ao cancro.

Além da vertente tecnológica, projeto pretende reforçar a articulação entre especialidades, promovendo uma abordagem multidisciplinar que una cardiologistas e oncologistas, bem como melhorar o envolvimento dos doentes no seu próprio percurso de cuidados.

Entre os principais objetivos do consórcio está o desenvolvimento de novas ferramentas para prever o risco de cardiotoxicidade, detetar precocemente doenças cardiovasculares e apoiar decisões clínicas personalizadas. Para isso, o projeto aposta na identificação de biomarcadores inovadores, combinando técnicas avançadas de imagem com dados multiómicos — que integram informação genética, molecular e metabólica.

Outra das vertentes-chave passa pela utilização de inteligência artificial para integrar grandes volumes de dados clínicos, imagens médicas e informação proveniente de dispositivos wearable, criando modelos preditivos capazes de apoiar os profissionais de saúde na tomada de decisão.

Além da vertente tecnológica, o COMPASS pretende reforçar a articulação entre especialidades, promovendo uma abordagem multidisciplinar que una cardiologistas e oncologistas, bem como melhorar o envolvimento dos doentes no seu próprio percurso de cuidados.

“O nosso objetivo é promover modelos de cuidados integrados que possam ser adotados de forma alargada nos sistemas de saúde”, afirma Steve Archibald, responsável pela coordenação científica do projeto no King’s College London.

Também Eigil Samset, responsável pela área de soluções de cardiologia da GE HealthCare, sublinha o potencial transformador da iniciativa, destacando a importância de desenvolver protocolos de cuidados integrados baseados em inteligência artificial que permitam melhorar a sobrevivência ao cancro e reduzir as complicações cardiovasculares.

Com início formal em março de 2026 e duração prevista de cinco anos, o COMPASS ambiciona não só gerar inovação científica, mas também garantir que esta se traduz em práticas clínicas concretas, contribuindo para cuidados mais personalizados, eficazes e seguros para doentes oncológicos em toda a Europa.

O projeto é cofinanciado pelo programa Horizonte Europa, no âmbito do IHI, e envolve uma ampla rede de parceiros académicos, clínicos e industriais europeus.

Com início formal em março de 2026 e duração prevista de cinco anos, o COMPASS ambiciona não só gerar inovação científica, mas também garantir que esta se traduz em práticas clínicas concretas, contribuindo para cuidados mais personalizados, eficazes e seguros para doentes oncológicos em toda a Europa.

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