Prémio JJ Pedroso de Lima regressa para distinguir inovação em ciências nucleares aplicadas à saúde
Candidaturas à 3.ª edição do evento decorrem até 15 de julho e distinguem projetos inovadores nas áreas das ciências nucleares aplicadas à saúde.

O Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS), da Universidade de Coimbra, abriu candidaturas para a 3.ª edição do Prémio JJ Pedroso de Lima, iniciativa que pretende reconhecer projetos inovadores na área das ciências nucleares aplicadas à saúde.
As candidaturas decorrem até 15 de julho e destinam-se a estudantes, professores ou investigadores com formação de base nas áreas das ciências fundamentais e da engenharia que se destaquem pelo desenvolvimento de investigação inovadora neste domínio científico.
A edição deste ano foi apresentada durante as comemorações do 17.º aniversário do ICNAS, realizadas no restaurante Terraço Bairrada, nas Docas do Parque Verde do Mondego, em Coimbra.
Criado em 2024, o prémio tem um valor monetário de 10 mil euros e presta homenagem a João José Pedroso de Lima (1934-2016), considerado uma figura central no desenvolvimento das ciências nucleares aplicadas à saúde em Portugal e um dos principais impulsionadores da criação do ICNAS.
“Nesta 3.ª edição vamos também disponibilizar todos os materiais do concurso em língua inglesa e divulgar o prémio nos principais fóruns internacionais da área, projetando a imagem do ICNAS e do seu fundador na vasta comunidade das ciências nucleares aplicadas à saúde em todo o mundo.”
Antero Abrunhosa, diretor do ICNAS
Nas duas primeiras edições, o galardão distinguiu Alexandra Fonseca e Liliana Santos, pelos seus trabalhos de investigação ligados ao desenvolvimento de radiofármacos para diagnóstico e tratamento de doenças oncológicas, sendo que esta 3.ª edição marca também uma aposta na internacionalização do prémio.
As ciências nucleares aplicadas à saúde têm vindo a assumir um papel crescente em áreas como diagnóstico por imagem, medicina nuclear, radioterapia e desenvolvimento de radiofármacos, sobretudo no contexto das doenças oncológicas.
Nos últimos anos, Portugal tem reforçado a investigação nesta área, acompanhando a evolução internacional das terapias de precisão e da medicina personalizada.




