Investigadora da Universidade de Coimbra reforça papel de Portugal na farmacogenética ibero-americana
Manuela Grazina, investigadora da Universidade de Coimbra, participa como especialista convidada numa reunião internacional sobre farmacogenética, reforçando o papel de Portugal no desenvolvimento da medicina personalizada.

A professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e investigadora do Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CIBB), Manuela Grazina, participou como especialista convidada na Jornada Internacional Implementación de la Farmacogenética y la Medicina Personalizada en Iberoamérica, que decorreu em Badajoz, Espanha.
O encontro reuniu especialistas, investigadores, clínicos e decisores de 12 países para discutir estratégias de implementação da medicina personalizada e da farmacogenética nos sistemas de saúde ibero-americanos.
Diretora do Laboratório de Biomedicina Mitocondrial e Teranóstica, Manuela Grazina assumiu um papel de destaque no evento promovido pela Rede Ibero-Americana de Farmacogenética e Farmacogenómica (RIBEF), tendo sido nomeada relatora oficial das jornadas, em conjunto com a professora Marta Sosa Macías, do Instituto Politécnico Nacional do México. As duas especialistas ficaram responsáveis pela sistematização das principais conclusões científicas e estratégicas resultantes dos trabalhos apresentados.
A investigadora portuguesa co-moderou ainda o simpósio internacional Etnicidade, ancestralidade e medicamentos: implementação clínica da farmacogenética em populações ibero-americanas, que reuniu especialistas de vários países, incluindo México, Equador, República Dominicana, Nicarágua, Brasil e Espanha, para debater a influência da diversidade genética na resposta aos medicamentos.
No encerramento da sessão, Manuela Grazina destacou a importância da colaboração internacional para transformar o conhecimento científico em benefícios concretos para os doentes. “A diversidade genética das populações deve ser encarada como uma oportunidade para desenvolver uma medicina mais precisa, mais segura e mais personalizada”, defendeu a investigadora.
A participação da especialista portuguesa coincidiu ainda com a reunião de coordenação da RIBEF, que assinalou os 20 anos desta rede internacional dedicada à promoção da farmacogenética e da medicina personalizada. Durante os trabalhos, foram discutidas novas estratégias de investigação, formação avançada e cooperação científica para o período 2027-2030.
Manuela Grazina contribuiu também para a definição das futuras linhas estratégicas da rede, apresentando propostas consideradas inovadoras pelos participantes, que poderão integrar futuros projetos internacionais nas áreas da investigação, educação e implementação da medicina personalizada.
A farmacogenética, que estuda a forma como as características genéticas influenciam a resposta aos medicamentos, é atualmente considerada uma das áreas mais promissoras da medicina personalizada. A sua aplicação clínica poderá contribuir para tratamentos mais eficazes, para a redução de reações adversas e para uma maior individualização dos cuidados de saúde.




